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Economia

Em recado a Trump, dinamarqueses boicotam produtos dos EUA

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Manifestantes fazem protestos em Copenhague, na Dinamarca, contra a intenção dos EUA de anexarem a Groenlândia
Tom Little/ Reuters
A indignação na Dinamarca com as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tomar a Groenlândia chegou às prateleiras dos supermercados, com alguns consumidores optando por boicotar produtos americanos.
O boicote tem sido promovido com a ajuda de novos aplicativos que permitem que os consumidores escaneiem itens alimentícios usando o smartphone para verificar sua origem.
Um desses aplicativos, o UdenUSA (“Sem EUA”, em tradução literal), foi desenvolvido pelo dinamarquês Jonas Pipper, de 21 anos, e seu amigo Malthe Hensberg. A ideia surgiu no ano passado, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou a sério pela primeira vez assumir o controle da Groenlândia, um território semiautônomo pertencente à Dinamarca.
As tensões geraram uma onda de protestos na Dinamarca e resultaram na criação de um grupo no Facebook dedicado ao boicote de produtos americanos. O grupo tem atualmente mais de 100 mil membros em um país de cerca de 6 milhões de habitantes.
Conheça as belezas naturais da Groenlândia
Pipper afirmou que muitos consumidores estavam ansiosos para parar de comprar alimentos dos EUA, mas com frequência achavam difícil identificar a origem dos produtos nos supermercados. O aplicativo visa resolver esse problema, sinalizando o país de origem e sugerindo alternativas de produtores europeus.
Nesta quarta-feira (21/01), o UdenUSA ficou em primeiro lugar entre os aplicativos gratuitos na App Store da Dinamarca.
Impacto econômico ainda incerto
Iniciativas semelhantes surgiram no ano passado, tornando-se para muitos dinamarqueses uma forma de manifestar sua oposição às políticas comerciais dos EUA. Algumas redes de supermercados marcaram produtos de origem europeia com uma estrela na etiqueta de preço para facilitar a identificação.
Contudo, o impacto geral do boicote permanece incerto. A economia da Dinamarca é relativamente pequena e apenas um número limitado de produtos alimentícios é importado diretamente dos EUA.
Mesmo que um número significativo de consumidores evite produtos americanos, é improvável que isso resulte em consequências econômicas ou políticas significativas, disse Sascha Raithel, professor de marketing da Universidade Livre de Berlim.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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