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Economia

Dólar abre em queda com mercado atento às decisões de juros no Brasil e nos EUA na Superquarta

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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (28) em queda, com recuo de 0,22% na abertura, cotado a R$ 5,1944. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
▶️A primeira Superquarta de 2026 concentra as atenções do mercado financeiro. Investidores acompanham as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, com expectativa majoritária de manutenção das taxas em ambos os países.
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▶️ Nos EUA, a decisão ocorre em meio à pressão política do presidente Donald Trump por cortes mais agressivos nos juros. O consenso do mercado aponta para a manutenção da taxa entre 3,5% e 3,75%, com atenção especial às sinalizações de longo prazo.
As declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, também estarão no radar, já que esta será sua primeira entrevista coletiva desde a revelação de uma investigação criminal movida pelo governo Trump.
▶️ No Brasil, a expectativa majoritária é de manutenção da Selic em 15%, embora o mercado acompanhe o comunicado em busca de pistas sobre o início do ciclo de cortes. Parte dos analistas já vê espaço para sinalizações mais claras visando março.
▶️ Na véspera, o dólar encerrou a sessão de terça-feira (27) em queda de 1,41%, a R$ 5,2056, no menor nível desde maio de 2024. O movimento ocorreu após a divulgação do IPCA-15 de janeiro, que subiu 0,20%, abaixo da projeção de 0,22%.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -1,41%;
Acumulado do mês: -5,16%;
Acumulado do ano: -5,16%.
📈Ibovespa

x
Acumulado da semana: +1,71%;
Acumulado do mês: +12,91%;
Acumulado do ano: +12,91%.
Inflação menor do que o esperado
A prévia da inflação oficial (IPCA-15) subiu 0,20% em janeiro, segundo o IBGE, um pouco abaixo do esperado pelo mercado, de alta de 0,22%. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,50%.
Os maiores aumentos vieram de saúde e cuidados pessoais (como plano de saúde e produtos de higiene) e de comunicação (especialmente celulares).
A alimentação também voltou a subir, puxada por itens como tomate, batata, frutas e carnes, enquanto leite, arroz e café ficaram mais baratos.
Por outro lado, os preços de transportes caíram, principalmente por causa da queda nas passagens aéreas e de medidas como tarifa zero em algumas cidades.
De olho nos juros
A prévia da inflação de janeiro foi divulgada em meio às expectativas pela primeira decisão de juros deste ano. A estimativa do mercado é que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mantenha as taxas inalteradas nesta semana, mas dê início ao ciclo de cortes ainda no primeiro trimestre de 2026.
Segundo o Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (26), os economistas do mercado financeiro estimam que a taxa básica (Selic) encerre 2026 em 12,25% ao ano — uma queda de 2,75 pontos percentuais (p.p.) em comparação ao atual patamar, de 15% ao ano.
A pesquisa do Focus é realizada semanalmente com mais de 100 instituições financeiras.
LEIA TAMBÉM: Entenda como se antecipar aos cortes de juros e preparar sua carteira de investimentos
A decisão do Copom acontece no mesmo dia em que os dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) também se reúnem para definir as taxas de juros por lá, na chamada Superquarta. No caso americano, a expectativa também é de manutenção das taxas.
A principal preocupação, no entanto, fica por conta da sequência de embates entre o governo de Donald Trump e o Fed. Em afirmações recentes, o presidente americano voltou a atacar o presidente da instituição, Jerome Powell, ao ameaçar indiciá-lo por declarações feitas ao Congresso sobre o projeto de reforma de um edifício.
Trump também tem reforçado o posicionamento de que deve indicar um novo nome para a presidência do Fed em breve — situação que aumenta a cautela entre investidores, que seguem receosos de que o indicado possa ceder à pressão política e reduza os juros americanos mais rapidamente, o que poderia enfraquecer a independência do banco central.
O mandato de Powell termina em maio.
Tensões geopolíticas e novos acordos comerciais
Enquanto isso, as tensões geopolíticas continuam. Nesta segunda, Trump decidiu aumentar de 15% para 25% as tarifas sobre produtos da Coreia do Sul, como carros, madeira e remédios.
O presidente dos EUA disse que tomou essa decisão porque o Parlamento sul-coreano não cumpriu um acordo comercial feito no ano passado. A Coreia do Sul afirmou que vai tentar negociar.
Ao mesmo tempo, a China anunciou que vai se aproximar ainda mais da Rússia, aumentando a cooperação entre os dois países para enfrentar riscos externos, principalmente depois que os EUA divulgaram uma nova estratégia de defesa.
Além disso, também ficou no radar dos investidores o novo pacto comercial entre a Europa e a Índia, firmado nesta terça-feira (27). O tratado reduz tarifas em vários setores e deve ampliar o comércio entre as duas regiões.
A UE espera economizar até 4 bilhões de euros por ano com a queda das taxas indianas, enquanto a Índia quer aumentar exportações de têxteis, joias e produtos de couro.
Entre os principais cortes estão os impostos sobre carros europeus (de 110% para 10%), vinho (de 150% para 20%) e produtos como massas e chocolate, que terão tarifas zeradas.
O acordo também prevê cooperação em áreas como tecnologia, investimentos, circulação de trabalhadores, educação, segurança e defesa.
Em um cenário global instável, UE e Índia buscam se fortalecer economicamente e reduzir a dependência de grandes potências como China, Rússia e Estados Unidos.
Bolsas globais
Em Wall Street, os índices fecharam sem direção única nesta terça-feira, conforme investidores aguardam pela decisão de juros do Fed.
O S&P 500 subiu 0,42%, enquanto o Nasdaq Composite avançou 0,91%. O Dow Jones, por sua vez, caiu 0,83%.
Do outro lado do Atlântico, a maioria dos índices europeus fechou em alta nesta terça-feira, impulsionadas pelo noticiário corporativo positivo na região.
Entre os destaques, o índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,6% e atingiu seu nível mais alto em uma semana. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,58%, enquanto o francês CAC 40 avançou 0,27%. Na Alemanha, por sua vez, o índice DAX caiu 0,15% na sessão.
As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, puxadas por sinais de melhora nos lucros das empresas chinesas e pelo bom desempenho recente das bolsas americanas
Na China, o índice de Xangai subiu 0,18%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas do país, ficou praticamente estável, com leve queda de 0,03%. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,35%, refletindo principalmente a alta das ações de tecnologia.
Outros mercados asiáticos também acompanharam o movimento positivo. Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,85%. Na Coreia do Sul, o Kospi teve forte alta de 2,73%. Em Taiwan, o Taiex avançou 0,79%. Já em Cingapura, o Straits Times ganhou 1,28%, e, na Austrália, o S&P/ASX 200 subiu 0,92%.
Cédulas de dólar
Pexels
*Com informações da agência de notícias Reuters

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Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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