Economia
Preço do ouro se aproxima de US$ 5.600 após ameaças de Trump contra o Irã
Barras de ouro de diversos valores são armazenadas em um cofre em Munique, Alemanha
Reuters
O preço do ouro disparou nesta quinta-feira (29) e atingiu um novo recorde, com cotação próxima de US$ 5.600 (mais de R$ 29 mil) por onça (31,1 gramas), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar ordenar um ataque militar contra o Irã.
🔎Favorecido também pela desvalorização do dólar, o aumento da procura por metais preciosos — considerados investimentos de proteção em momentos de incerteza nos mercados — impulsionou ainda uma alta temporária da prata.
O ouro chegou a subir mais de US$ 300 em um momento da sessão no mercado asiático, superando US$ 5.595 por onça, depois que Trump afirmou que Teerã deveria negociar um acordo sobre seu programa nuclear, que países ocidentais acreditam ter como objetivo a produção de uma bomba atômica.
“Esperamos que o Irã se sente em breve à mesa para negociar um acordo justo e equilibrado para todas as partes — ARMAS NUCLEARES NÃO”, escreveu o presidente em sua plataforma Truth Social. “O tempo está se esgotando, é realmente essencial.”
“O próximo ataque será muito pior. Não deixem que isso volte a acontecer”, acrescentou, em referência aos bombardeios dos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas em junho do ano passado.
Um grupo de ataque naval americano, descrito por Trump como uma “armada” e liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, está em águas do Oriente Médio.
O presidente afirmou estar “pronto, disposto e capacitado para cumprir rapidamente sua missão, com força e rapidez, se necessário”.
A rede CNN informou que Trump estaria considerando um ataque após o fracasso das negociações nucleares.
“Confiança”
“O ouro é o oposto da confiança. Quando a credibilidade das políticas enfraquece, o metal deixa de atuar apenas como proteção e passa a ser uma alternativa. É isso que estamos vendo agora. Não se trata de medo de recessão”, avaliou o analista de mercados Stephen Innes.
Em Hong Kong, investidores que buscam lucrar com a alta dos metais preciosos passaram a comprar barras de prata como alternativa ao ouro, que se tornou inacessível devido ao preço recorde.
Apesar do aumento da oferta para atender à forte demanda, lojas do centro financeiro semiautônomo chinês relataram o esgotamento de centenas de barras em pouco mais de uma hora.
Ken Wong, aposentado de 65 anos, entrou na fila da loja Lee Cheong por volta das 5h e conseguiu comprar cinco barras de prata. Ele afirmou à AFP que a compra permite investir rapidamente em um ativo em alta, já que o ouro ficou “caro demais”.
Em outro movimento, o aumento das tensões geopolíticas também elevou os preços do petróleo em quase 2%. O West Texas Intermediate atingiu o nível mais alto desde setembro, enquanto o Brent do Mar do Norte alcançou a maior cotação desde julho, em meio a preocupações com a oferta.
O dólar segue pressionado, mesmo após o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, declarar à CNBC que “os Estados Unidos sempre tiveram uma política de dólar forte”, um dia depois de Trump ter demonstrado apoio à desvalorização da moeda.
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Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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