Economia
CEO do Washington Post deixa o cargo após onda de demissões
Will Lewis, editor e CEO do The Washington Post, posa para um retrato em Washington, domingo, 5 de novembro de 2023.
Matt McClain/The Washington Post via AP
O editor-executivo do Washington Post, Will Lewis, disse no sábado (7) que está deixando o cargo, encerrando um período conturbado três dias depois de o jornal anunciar que demitiria um terço de sua equipe.
Lewis anunciou sua saída em um e-mail de dois parágrafos enviado aos funcionários, dizendo que, após dois anos de transformação, “agora é o momento certo para eu me afastar”. O diretor financeiro do Post, Jeff D’Onofrio, foi nomeado editor-executivo interino.
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Nem Lewis nem o bilionário dono do jornal, Jeff Bezos, participaram da reunião com funcionários que anunciou as demissões na quarta-feira. Embora esperados, os cortes foram mais profundos do que o previsto, resultando no fechamento da renomada editoria de esportes do Post, na eliminação da equipe de fotografia e em fortes reduções no pessoal responsável pela cobertura de Washington metropolitana e do exterior.
Eles se somam a uma saída generalizada de talentos nos últimos anos no jornal, que perdeu dezenas de milhares de assinantes após a ordem de Bezos, no fim da campanha presidencial de 2024, de recuar de um endosso planejado a Kamala Harris, além de uma posterior reorientação de sua seção de opinião em direção mais conservadora.
Martin Baron, primeiro editor do Post sob o comando de Bezos, condenou o antigo chefe nesta semana por tentar agradar o presidente Donald Trump e classificou o que ocorreu no jornal como “um estudo de caso de destruição de marca quase instantânea e autoinfligida”.
Um manifestante segura um recorte de papelão com o rosto de Jeff Bezos em frente à agência do Washington Post após uma demissão em massa, na quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, em Washington.
AP/Allison Robbert
Nascido no Reino Unido, Lewis foi um alto executivo do The Wall Street Journal antes de assumir o Post em janeiro de 2024. Seu período foi turbulento desde o início, marcado por demissões e por um plano de reorganização fracassado que levou à saída da então editora-chefe Sally Buzbee.
A escolha inicial de Lewis para substituir Buzbee, Robert Winnett, desistiu do cargo após surgirem questionamentos éticos sobre ações dele e de Lewis quando trabalhavam na Inglaterra — incluindo pagamento por informações que renderam grandes reportagens, prática considerada antiética no jornalismo americano. O atual editor executivo, Matt Murray, assumiu pouco depois.
Lewis também não conquistou simpatia dos jornalistas do Post ao falar de forma direta sobre o trabalho deles, chegando a dizer em uma reunião que mudanças eram necessárias porque poucas pessoas estavam lendo suas matérias.
As demissões desta semana levaram a pedidos para que Bezos aumente seus investimentos no jornal ou o venda a alguém que tenha papel mais ativo. Em sua nota, Lewis elogiou Bezos: “A instituição não poderia ter tido um dono melhor”, afirmou.
“Durante meu mandato, decisões difíceis foram tomadas para garantir o futuro sustentável do Post, para que ele possa, por muitos anos, publicar jornalismo de alta qualidade e apartidário para milhões de leitores todos os dias”, disse Lewis.
O Washington Post Guild, sindicato que representa os funcionários, afirmou que a saída de Lewis demorou a acontecer.
“Seu legado será a tentativa de destruição de uma grande instituição do jornalismo americano”, disse o sindicato em nota. “Mas ainda dá tempo de salvar o Post. Jeff Bezos deve rescindir imediatamente essas demissões ou vender o jornal a alguém disposto a investir em seu futuro.”
Bezos não mencionou Lewis em comunicado dizendo que D’Onofrio e sua equipe estão posicionados para levar o Post a “um próximo capítulo empolgante e próspero”.
“O Post tem uma missão jornalística essencial e uma oportunidade extraordinária”, disse Bezos. “Todos os dias nossos leitores nos dão um roteiro para o sucesso. Os dados nos dizem o que é valioso e onde focar.”
D’Onofrio, que entrou no jornal em junho passado após passagens pela empresa de gestão de anúncios digitais Raptive, Google, Zagat e a Major League Baseball, disse em mensagem à equipe que “estamos encerrando uma semana difícil de mudanças com mais mudanças”.
“Este é um momento desafiador para todas as organizações de mídia, e o Post infelizmente não é exceção”, escreveu. “Tive o privilégio de ajudar a traçar o rumo tanto de empresas disruptivas quanto de instituições culturais tradicionais. Todas enfrentaram ventos econômicos contrários em setores em transformação, e estivemos à altura desses momentos. Não tenho dúvida de que faremos o mesmo, juntos.”
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Economia
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Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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