Política
A 100 dias das eleições, veja pré-candidatos a governo e Senado em 26 estados e no DF
O cenário eleitoral a 100 dias do 1º turno
Faltando 100 dias para o primeiro turno das eleições gerais, em 4 de outubro, a situação na maioria dos estados brasileiros segue indefinida em relação aos pré-candidatos para governo e Senado. Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina estão entre os poucos estados onde as alianças já foram confirmadas.
Em São Paulo, a desistência de Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) deve levar a uma disputa inédita, que pode ser resolvida no 1° turno. Entre os partidos que têm representação na Câmara dos Deputados, apenas Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) foram confirmados como pré-candidatos ao governo de São Paulo.
Alagoas, Minas Gerais, Amazonas e Espírito Santo são alguns dos estados em que os pré-candidatos ao governo não foram definidos. Há ainda indefinição dos pré-candidatos ao Senado em estados como Ceará e Paraná. Já no Acre, Roraima, Sergipe e Distrito Federal, a dúvida é sobre a pré-candidatura de alguns políticos que podem vir a ser considerados inelegíveis.
Para fazer a lista dos possíveis candidatos nos estados e no Distrito Federal, o g1 considerou apenas aqueles que anunciaram publicamente a pré-candidatura. O cenário ainda pode mudar em alguns casos, a depender das convenções partidárias que acontecem entre 20 de julho e 5 de agosto.
Veja quais são os pré-candidatos ao Governo do Estado e ao Senado em cada estado:
Acre
Pré-candidatos ao governo estadual
Alan Rick (Republicanos)
Dr. Thor Dantas (PSB)
Eudo Raffael (PCB)
Mailza Assis (Progressistas)
Tião Bocalom (PSDB)
Pré-candidatos ao Senado
Dr. Eduardo Velloso (Solidariedade)
Gladson Camelí (PP)
Inácio Moreira (Rede)
Jorge Viana (PT)
Junior Feitosa (DC)
Mara Rocha (Republicanos)
Márcio Bittar (PL)
Sérgio Petecão (PSD)
Alagoas
Pré-candidatos ao governo estadual
Renan Filho (MDB)
Lenilda Luna (UP)
Pré-candidatos ao Senado
Renan Calheiros (MDB)
Arthur Lira (PP)
Alexandre Fleming (UP)
Davi Davino Filho (Republicanos)
Amazonas
Pré-candidatos ao governo estadual
Omar Aziz (PSD)
David Almeida (Avante)
Maria do Carmo Seffair (PL)
Isael Munduruku (Rede)
Pré-candidatos ao Senado
Eduardo Braga (MDB)
Wilson Lima (União Brasil)
Plínio Valério (PSDB)
Marcelo Ramos (PT)
Capitão Alberto Neto (PL)
Marcos Rotta (Avante)
Ismael Munduruku (Rede)
Chris Melchior (PSB)
Amapá
Pré-candidatos ao governo estadual
Clécio Luis (União)
Dr Furlan (PSD)
Pré-candidatos ao Senado
Rayssa Furlan (Podemos)
Randolfe Rodrigues (PT)
Teles Jr (PDT)
João Alberto Capiberibe (PSB)
Acácio Favacho (MDB)
Alliny Serrão (União)
Bahia
Pré-candidatos ao governo estadual
Jerônimo Rodrigues (PT)
ACM Neto (União Brasil)
Ronaldo Mansur (PSOL)
José Estevão (DC)
Pré-candidatos ao Senado
Rui Costa (PT)
Jaques Wagner (PT)
Angelo Coronel (Republicanos)
João Roma (PL)
Delliana Ricelli (PSOL)
Marcelo Santtana (DC)
Ceará
Pré-candidatos ao governo estadual
Elmano de Freitas (PT)
Ciro Gomes (PSDB)
Eduardo Girão (Novo)
Jarir Pereira (Psol)
Giovanni Sampaio (PRD)
Zé Batista (PSTU)
Delegado Huggo Leonardo (Missão)
Pré-candidatos ao Senado
Capitão Wagner (União)
Pastor Alcides Fernandes (PL)
Priscila Costa (PL)
Júnior Mano (PSB)
Luizianne Lins (Rede)
General Theóphilo (Novo)
Anna Karina (PSOL)
Professor Germano Lima (PSOL)
Eunício Oliveira (MDB)
Distrito Federal
Pré-candidatos ao governo estadual
Celina Leão (PP)
José Roberto Arruda (PSD)
Leandro Grass (PT)
Paula Belmonte (PSDB)
Ricardo Cappelli (PSB)
Izalci Lucas (PL)
Samara Mineiro (UP)
Kiko Caputo (Novo)
Pré-candidatos ao Senado
Leila Barros (PDT)
Michelle Bolsonaro (PL)
Ibaneis Rocha (MDB)
Erika Kokay (PT)
Bia Kicis (PL)
Espírito Santo
Pré-candidatos ao governo estadual
Ricardo Ferraço (MDB)
Lorenzo Pazolini (Republicanos)
Helder Salomão (PT)
Pré-candidatos ao Senado
Renato Casagrande (PSB)
Fabiano Contarato (PT)
Maguinha Malta (PL)
Manato (Republicanos)
Marcos do Val (Podemos)
Goiás
Pré-candidatos ao governo estadual
Daniel Vilela (MDB)
Marconi Perillo (PSDB)
Wilder Morais (PL)
Adriana Accorsi (PT)
Cíntia Dias (PSOL)
Telêmaco Brandão (PN)
Pré-candidatos ao Senado
Gracinha Caiado (União)
Vanderlan Cardoso (PSD)
Dr. Zacharias Calil (MDB)
Gustavo Gayer (PL)
Delegado Humberto Teófilo (Novo)
Alexandre Baldy (PP)
Oséias Varão (PL)
Iure Castro (Cidadania)
Professor Marcelo Moreira (PSOL)
Humberto Chaves (PSOL)
Maranhão
Pré-candidatos ao governo estadual
Eduardo Braide (PSD)
Orleans Brandão (MDB)
Enilton Rodrigues (PSOL)
Felipe Camarão (PT)
Pré-candidatos ao Senado
André Fufuca (PP)
Duarte Júnior (Avante)
Weverton Rocha (PDT)
Elizane Gama (PT)
Antônia Cariongo (PSOL)
Professor Franklin Douglas (PSOL)
Lahésio Bonfim (NOVO)
Roberto Rocha (NOVO)
Hilton Gonçalo (Mobiliza)
Minas Gerais
Pré-candidatos ao governo estadual
Mateus Simões (PSD)
Alexandre Kalil (PDT)
Jarbas Soares (PSB)
Gabriel Azevedo (MDB)
Ben Mendes (Missão)
Túlio Lopes (PCB)
Rafael Duda (PSTU)
Maria da Consolação (PSOL)
Pré-candidatos ao Senado
Marília Campos (PT)
Áurea Carolina (PSOL)
Domingos Sávio (PL)
Vanessa Portugal (PSTU)
Carlos Viana (PSD)
Marcelo Aro (PP)
Mato Grosso do Sul
Pré-candidatos ao governo estadual
Eduardo Riedel (PP)
Fábio Trad (PT)
João Henrique Catan (Novo)
Economista Renato (DC)
Jeferson Bezerra (Agir)
Lucien Rezende (PSOL)
Pré-candidatos ao Senado
Vander Loubet (PT)
Soraya Thronicke (PSB)
Nelsinho Trad (PSD)
Capitão Contar (PL)
Reinaldo Azambuja (PL)
Marcos Pollon (PL)
Mato Grosso
Pré-candidatos ao governo estadual
Alex Pucinelli (Democrata)
Caiubi Kuhn (PDT)
Jayme Campos (União)
Marcelo Maluf (Novo)
Natasha Slhessarenko (PSD)
Otaviano Pivetta (Republicanos)
Wellington Fagundes (PL)
Pré-candidatos ao Senado
Carlos Fávaro (PSD)
Mauro Mendes (União)
Janaina Riva (MDB)
José Medeiros (PL)
Pedro Taques (PSB)
Pará
Pré-candidatos ao governo estadual
Araceli Lemos (Psol)
Cléber Rabelo (PSTU)
Daniel Santos (Podemos)
Hana Ghassan (MDB)
Mário Couto (DC)
Pré-candidatos ao Senado
Celso Sabino (PDT)
Chicão (União)
Éder Mauro (PL)
Helder Barbalho (MDB)
Paulo Rocha (PT)
Zequinha Marinho (Podemos)
Paraíba
Pré-candidatos ao governo estadual
Cícero Lucena (MDB)
Efraim Filho (União Brasil)
Lucas Ribeiro (PP)
Olímpio Rocha (PSOL)
Yuri Ezequiel (UP)
Pré-candidatos ao Senado
André Gadelha (MDB)
João Azevêdo (PSB)
Major Fábio (Novo)
Marcelo Queiroga (PL)
Nabor Wanderley (Republicanos)
Rosilene Gomes (UP)
Veneziano Vital do Rêgo (MDB)
Pernambuco
Pré-candidatos ao governo estadual
Raquel Lyra (PSD)
João Campos (PSB)
Renan Hallais (Missão)
Ivan Moraes (PSOL)
Camila Falcão (UP)
Pré-candidatos ao Senado
Marília Arraes (PDT)
Humberto Costa (PT)
Paulo Rubem (Rede)
Túlio Gadelha (PSD)
Miguel Coelho (União Brasil)
Piauí
Pré-candidatos ao governo estadual
Rafael Fonteles (PT)
Joel Rodrigues (PP)
Toni Rodrigues (PL)
Mainha (Podemos)
Lúcia Santos (PSDB)
Jesus Rodrigues (Cidadania)
Elizeu Aguiar (Novo)
Geraldo Carvalho (PSTU)
Francisco Jurity (Democracia Cristã)
Santiago Belizario (UP)
Pré-candidatos ao Senado
Marcelo Castro (MDB)
Júlio César (PSD)
Ciro Nogueira (PP)
Tiago Junqueira (PL)
Dionísio Carvalho (DC)
Evandro Marques (DC)
Antonio Barros (Novo)
Antonio José Lira (Avante)
Jorge Lopes (PSDB)
Ravenna Castro (Democrata)
Pedro Laurentino (UP)
Paraná
Pré-candidatos ao governo estadual
Rafael Greca (MDB)
Sergio Moro (PL)
Luiz França (Missão)
Requião Filho (PDT)
Tony Garcia (DC)
Samuel Mattos (PSTU)
Sandro Alex (PSD)
Pré-candidatos ao Senado
Álvaro Dias (MDB)
Alexandre Curi (Republicanos)
Deltan Dallagnol (NOVO)
Luiz Carlos Hauly (Podemos)
Filipe Barros (PL)
Gleisi Hoffmann (PT)
Rio de Janeiro
Pré-candidatos ao governo estadual
André Marinho (Novo)
André Português (Republicanos)
Anthony Garotinho (Republicanos)
Bombeiro Rafa (Missão)
Cyro Garcia (PSTU)
Douglas Ruas (PL)
Eduardo Paes (PSD)
Juliete Pantoja (UP)
Luan Monteiro (PCO)
Wiliam Siri (PSOL)
Wilson Witzel (Democratas)
Pré-candidatos ao Senado
Benedita da Silva (PT)
Marcelo Crivella (Republicanos)
Márcio Canella (União)
Miro Teixeira (PDT)
Mônica Benício (PSOL)
Pedro Paulo (PSD)
Helio Secco (Missão)
Rio Grande do Norte
Pré-candidatos ao governo estadual
Allyson Bezerra (União Brasil)
Álvaro Dias (PL)
Cadu Xavier (PT)
Francisco Dias (UP)
Robério Paulino (PSOL)
Dário Barbosa (PSTU)
Pré-candidatos ao Senado
Coronel Hélio (PL)
Styvenson Valentim (Podemos)
Rafael Motta (PDT)
Samanda Alves (PT)
Sandro Pimentel (PSOL)
Sônia Godeiro (PSOL)
Oswaldo Negrão (PCdoB)
Zenaide Maia (PSD)
Rondônia
Pré-candidatos ao governo estadual
Adailton Fúria (PSD)
Expedito Netto (PT)
Hildon Chaves (União Brasil)
Luiz Carlos Teodoro (PSOL)
Marcos Rogério (PL)
Samuel Costa (PSB)
Pré-candidatos ao Senado
Acir Gurgacz (PDT)
Anandreia Trovó (PSOL)
Bruno Scheid (PL)
Luciana Oliveira (PT)
Luís Fernando (PSD)
Fernando Máximo (União Brasil)
Mariana Carvalho (Republicanos)
Neidinha Suruí (PSB)
Nilton Souza (PSDB)
Rosângela Cipriano (PSD)
Sílvia Cristina (PP)
Roraima
Pré-candidatos ao governo estadual
Edilson Damião (União Brasil)
Arthur Henrique (PL)
Soldado Sampaio (Republicanos)
Antonia Pedrosa (PT)
Paulo Cesar Quartiero (DC)
Pré-candidatos ao Senado
Teresa Surita (MDB)
Nicoletti (PL)
Denarium (Republicanos)
Bartô Macuxi (PSOL)
Helena Lima (PSD)
Mauro Asato (Democrata)
Rio Grande do Sul
Pré-candidatos ao governo estadual
Evandro Augusto (Missão)
Gabriel Souza (MDB)
Juliana Brizola (PDT)
Luciano Zucco (PL)
Marcelo Maranata (PSDB)
Priscila Voigt (UP)
Rejane Oliveira (PSTU)
Pré-candidatos ao Senado
Frederico Antunes (PSD)
Germano Rigotto (MDB)
Manuela D’ávila (PSOL)
Marcel van Hattem (Novo)
Milton Cardoso (PSDB)
Paulo Pimenta (PT)
Renato Jaguarão (Cidadania)
Ubiratan Sanderson (PL)
Santa Catarina
Pré-candidatos ao governo estadual
Gelson Merísio (PSB)
João Rodrigues (PSD)
Jorginho Mello (PL)
Laís Chaud (Unidade Popular)
Marcelo Brigadeiro (Missão)
Ralf Zimmer (PRD)
Pré-candidatos ao Senado
Afrânio Boppré (PSOL)
Antídio Lunelli (MDB)
Carlos Bolsonaro (PL)
Carol de Toni (PL)
Décio Lima (PT)
Esperidião Amin (PP)
Jeferson Rocha (PRD)
Sergipe
Pré-candidatos ao governo estadual
Fábio Mitidieri (PSD)
Valmir de Francisquinho (Republicanos)
Ricardo Marques (PL)
Emanuel Cacho (PSDB)
Dr. Helton Monteiro (PSOL)
Pré-candidatos ao Senado
Alessandro Vieira (MDB)
Rogério Carvalho (PT)
Delegado André David (Republicanos)
Eduardo Amorim (Republicanos)
Adailton Sousa (Podemos)
André Moura (União Brasil)
Edvaldo Nogueira (PDT)
Rodrigo Valadares (PL)
Coronel Rocha (PL)
Iran Barbosa (PSOL)
São Paulo
Pré-candidatos ao governo estadual
Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Fernando Haddad (PT)
Pré-candidatos ao Senado
Simone Tebet (PSB)
Márcio França (PSB)
Marina Silva (Rede)
Guilherme Derrite (PP)
André do Prado (PL)
Ricardo Salles (Novo)
Pablo Marçal (União Brasil)
Tocantins
Pré-candidatos ao governo estadual
Ataídes Oliveira (Novo)
Amélio Cayres (Republicanos)
Laurez Moreira (PSD)
Professora Dorinha (União Brasil)
Vicentinho Junior (PSDB)
Witer Naves (PSOL)
Pré-candidatos ao Senado
Alexandre Guimarães (MDB)
Carlos Gaguim (União Brasil)
Eduardo Gomes (PL)
Irajá Abreu (PSD)
Fábio Ribeiro (Rede)
Eli Borges (Republicanos)
Mauro Carlesse (PSD)
Vanderlei Luxemburgo (Podemos)
Ronaldo Dimas (Podemos)
Paulo Mourão (PT)
Urna eletrônica exibida em evento do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), no Rio
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Indefinição nos estados
Alagoas é um dos estados onde um dos principais nomes segue indefinido. João Henrique Caldas (PSDB), o JHC, deixou o cargo de prefeito de Maceió para concorrer às eleições, mas não confirmou se será candidato ao governo. Em Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos) também é cotado, mas não confirmou a pré-candidatura.
No Piauí, Mainha (Podemos), Lúcia Santos (PSDB) e Jesus Rodrigues (Cidadania) lançaram seus nomes, mas devem fechar uma chapa única a depender do resultado das pesquisas. Já no Mato Grosso, Jayme Campos (União) demonstrou interesse em disputar o governo, mas não teve sua candidatura confirmada pelo partido.
No Amazonas, o campo da situação segue indefinido. O grupo governista, liderado pelo ex-governador Wilson Lima (União Brasil), pré-candidato ao Senado, não confirmou se o atual governador Roberto Cidade (União Brasil) tentará a reeleição.
Já no Espírito Santo, o único pré-candidato oficialmente declarado é Ricardo Ferraço. Os demais falam em disputar o cargo, mas não bateram martelo. O mesmo acontece na disputa para o Senado. O único nome confirmado é Renato Casagrande (PSB).
No Ceará, a principal indefinição é sobre quem serão os candidatos ao Senado, tanto pela chap da situação como da oposição. Já no Maranhão, o nome da deputada federal e ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (MDB) tem aparecido com destaque nas pesquisas eleitorais, mas ela ainda não oficializou a pré-candidatura.
Instabilidade jurídica
No Distrito Federal, uma das principais dúvidas é se o ex-governador José Roberto Arruda (PSD) poderá se candidatar ao governo ou se segue barrado pela Lei Ficha Limpa. Situação semelhante acontece em Sergipe, em relação à candidatura de Valmir de Francisquinho.
Francisquinho havia perdido os direitos políticos em 2024, após condenação por improbidade administrativa enquanto era prefeito de Itabaiana. Em janeiro de 2026, conseguiu uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendendo a condenação. O cenário, contudo, pode mudar até as eleições.
A situação jurídica também é instável para Denarium (Republicanos), pré-candidato ao Senado em Roraima. Ele foi declarado inelegível por 8 anos em abril, mas deve recorrer da decisão. Já no Acre, o ex-governador Gladson Camelí (PP), pré-candidato ao Senado, está recorrendo de uma condenação do STJ em maio.
Colaboraram com essa reportagem: Victor Lebre, Jadson Lima, Iamany Santos, João Souza, Rafaela Paixão, Rafaelle Fróes, Rafaela Mansur, Loraine França, Arielly Barth, Taymã Carneiro, Jhonathan Oliveira, Pedro Alves, Douglas Maia, Amanda Oliveira, Diego Nuñez, John Pacheco, Letícia Dauer, Patrício Reis, Valéria Oliveira e Philipe Santos.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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