Economia
ABIMED luta para que Reforma Tributária não limite direito da população à saúde
Entenda as preocupações do setor e a defesa da associação. Fernando Silveira Filho é presidente da ABIMED
Divulgação
Desde que começaram os debates em torno da Reforma Tributária, a Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde (ABIMED) reforçou seu papel protagonista na defesa do setor de dispositivos médicos
A ABIMED defende a total isenção de carga tributária para todo o setor produtivo da saúde. Para a ABIMED, a Reforma Tributária deve ter total adesão ao estabelecido pela emenda constitucional 132/2023, que prevê isenção de 60% para equipamentos e dispositivos médicos e uma redução de 100% para uma lista específica de produtos desta categoria constantes dos registros da ANVISA.
A consequência de aprovação do texto sem atendimento dos pleitos será o aumento da carga tributária sobre procedimentos fundamentais para o sistema da saúde. A preocupação é que a alta de impostos nos equipamentos médicos limite a capacidade dos hospitais públicos e privados em melhorar o acesso a pacientes.
Fernando Silveira Filho, presidente da ABIMED, destaca que o pleito inicial da associação sempre foi pela alíquota zero. “Nós entendemos que saúde no Brasil deveria estar em passo com as produções das principais economias da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que têm alíquotas baixíssimas ou zeradas para os seus mercados. E isso por uma razão muito simples: quando você tem de 60% a 70% da população atendida pelo SUS, você querer tributar é a mesma coisa que inibir o acesso. E isso, para a ABIMED, é um contrassenso à lei, além de ser absolutamente contrária ao nosso propósito, que é buscar, de forma continuada, ampliar o acesso das pessoas às tecnologias de saúde”, diz ele.
Se for mantida a atual versão do Projeto de Lei Parlamentar (PLP) 68, que regulamenta a reforma e trata da definição das alíquotas dos tributos, determinando quais bens e serviços ficarão isentos, a população brasileira será a maior prejudicada. O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados e segue em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
“Em torno de um terço dos 100 mil produtos regularizados na Anvisa estão colocados hoje sobre a alíquota plena, tal qual está no PLP aprovado na Câmara dos Deputados”, observa Silveira Filho.
Outra preocupação do setor diz respeito à retração de investimentos. As mudanças fiscais, somadas à insegurança jurídica e ao Custo Brasil, também podem afastar investidores. A ABIMED afirma haver um gap de investimentos no país de oito anos. “O mercado de dispositivos e equipamentos médicos se caracteriza por inovações em curto espaço de tempo, entre 18 e 24 meses, e quaisquer retrações indicam tendência de defasagem tecnológica”, explica ele.
Também são pontos relevantes a serem corrigidos na visão da ABIMED:
• A extensão do benefício das compras públicas às entidades filantrópicas e beneficentes que atendem ao SUS;
• A aplicabilidade dos descontos para compra de partes, peças e acessórios dos equipamentos e dispositivos médicos desonerados, o que prejudica a manutenção e upgrades para o bom funcionamento dos produtos;
• A permissão para que Estados e o Distrito Federal possam criar mecanismos de restituição acelerada dos saldos credores de ICMS para assim atrair investimentos e expansão de empresas no segmento;
• A não incidência do CBS/IBS nas movimentações não-onerosas, como consignação e comodato.
Acesse o site da ABIMED e entenda a luta da associação na promoção da qualidade de vida dos brasileiros por meio das melhores tecnologias voltadas para a saúde
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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