Economia
Ações contra Moro podem interferir na escolha de Lula para substituir Lewandowski no STF
‘Tem que ter responsabilidade social’, diz Lula sobre vaga no STF
A escolha do presidente Lula para a vaga do agora ministro aposentado Ricardo Lewandowski ao Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou um elemento complicador com a informação de que Cristiano Zanin é o nome preferido do presidente para a indicação.
Zanin foi advogado de Lula na Lava Jato, e a possível escolha por ele pode causar uma reviravolta nos casos que afetam o senador e ex-juiz da operação Sergio Moro.
No foco da preocupação, estão os casos até agora relatados por Lewandowski da chamada “Vaza Jato”, que trata da revelação de conversas de procuradores envolvidos na operação com o ex-juiz, que geraram críticas à ação do MP. Há ainda a ação que apura acusações do advogado Rodrigo Tacla Duran contra Moro.
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Dentro do STF, a regra é que o indicado assuma a relatoria dos casos do ministro que se aposentou. Até agora, defensores de Zanin afirmavam que ele teria que se declarar impedido apenas nos casos envolvendo Lula na Lava Jato.
Só que advogados com familiaridade com os processos afirmam que tanto a “Vaza Jato” quanto o processo de Tacla Duran contra Moro partem de uma reclamação feita pelo próprio Zanin (número 43007), quando ainda advogado de Lula.
A reclamação já tem mais de 60 extensões e suas decisões seguiam sendo dadas por Lewandowski até o início de abril. Em uma delas, o próprio Tacla Duran conseguiu a concessão de liminar.
A decisão de redistribuição das relatorias, caso Zanin se torne ministro na vaga de Lewandowski, fica a cargo da presidência do STF e os casos iriam para outro ministro da Segunda Turma da Corte, da qual o ministro aposentado fazia parte.
Ali, uma redistribuição poderia ser fatal para o futuro dos dois casos que atingem em cheio Moro, alvo que Lula não escondeu, em entrevista recente ao site “247”, querer responsabilizar.
A segunda turma é presidida por André Mendonça e conta ainda com Nunes Marques, Edson Fachin (relator da Lava Jato) e Gilmar Mendes.
“A redistribuição poderia ser um desastre, mas é a jurisprudência”, afirmou o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, um dos maiores críticos à atuação de Moro na Lava Jato.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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