Economia
Ações da Amazon caem 9% após empresa anunciar investimento de US$ 200 bilhões em IA
As ações da Amazon caem 9% nesta sexta-feira (6), com os papéis sendo negociados a US$ 202,21, após a empresa anunciar um plano de investir US$ 200 bilhões ao longo do ano.
O volume de recursos previsto reacendeu dúvidas entre investidores sobre se os retornos da inteligência artificial conseguirão acompanhar o ritmo acelerado dos gastos.
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O anúncio colocou a Amazon ao lado de outras grandes empresas de tecnologia que projetam forte aumento de despesas em 2025.
Juntas, essas companhias devem direcionar mais de US$ 630 bilhões para data centers e chips voltados à inteligência artificial, um patamar inédito de investimentos no setor.
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Embora o mercado já esperasse uma ampliação dos gastos, analistas apontam que a dimensão dos valores surpreendeu.
🔎 A avaliação é que o salto nas despesas levanta incertezas sobre o tempo necessário para que esses investimentos se traduzam em resultados financeiros.
Analistas ouvidos pela Reuters afirmaram que, apesar de o aumento dos investimentos já ser esperado, o tamanho do avanço ficou acima do consenso do mercado.
Segundo eles, a Amazon projeta um crescimento de cerca de 50% nos aportes, o que ampliou as preocupações dos investidores.
Expectativas com a IA
O movimento reacendeu comparações com o início dos anos 2000, quando empresas de tecnologia investiram pesadamente na infraestrutura que ajudou a construir a internet moderna, mas nem sempre conseguiram retorno proporcional ao volume de recursos empregados.
O anúncio da Amazon ocorre em um ambiente de maior instabilidade no mercado, influenciado pelas expectativas em torno da inteligência artificial. Nos últimos dias, ações da Microsoft e da Alphabet também recuaram após a divulgação de seus resultados.
Ao mesmo tempo, novas tecnologias desenvolvidas por startups apoiadas por essas empresas provocaram quedas em ações de companhias de software e intensificaram o debate sobre os impactos da IA no setor.
Desde 28 de janeiro, o índice de software e serviços do S&P 500 perdeu cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado.
Para o diretor de investimentos da AJ Bell, Russ Mould, o movimento reflete uma saída de investidores de ações em que as boas surpresas se tornaram mais difíceis.
“É mais fácil decepcionar do que muitos imaginam nesse momento do mercado”, disse à Reuters.
Mould também avalia que grandes empresas de computação em nuvem estão mudando seu modelo de negócios.
De acordo com ele, essas companhias deixam estruturas mais leves e passam a operar com volumes maiores de ativos, com os investimentos crescendo mais rapidamente do que as vendas.
Se a queda se mantiver, a Amazon pode perder cerca de US$ 200 bilhões em valor de mercado. A empresa negocia atualmente com um múltiplo preço/lucro de 27,01, acima do registrado pela Microsoft, de 21,62, e próximo ao da Alphabet, de 28,36.
Executivos mantêm defesa dos investimentos
Apesar das dúvidas do mercado, executivos das grandes empresas de tecnologia seguem defendendo os gastos elevados. A aposta é que os ganhos com a inteligência artificial irão superar os custos envolvidos nessa corrida.
Na teleconferência após a divulgação do balanço, o presidente-executivo da Amazon, Andy Jassy, destacou o crescimento de 24% da receita da Amazon Web Services.
O desempenho ficou abaixo do avanço registrado pelo Google Cloud, de 48%, e pelo Azure, da Microsoft, de 39%.
Segundo Jassy, a comparação deve considerar o tamanho da operação. “Como lembrete”, afirmou aos analistas, a AWS tem uma base de negócios maior do que a dos concorrentes, o que torna mais difícil manter taxas elevadas de crescimento.
Parte dos analistas concorda com essa avaliação, mas ressalta que o volume de investimentos reduz a margem para erros. Para a MoffettNathanson, embora haja sinais de demanda, o nível de gastos aumenta os riscos.
“Não acreditamos que eles estariam gastando US$ 200 bilhões no ano fiscal de 2026 sem indícios suficientes de demanda, mas a margem de erro está diminuindo”, afirmaram.
Logo da Amazon, gigante da tecnologia.
REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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