Economia
Ações da Americanas sobem mais de 15% após queda histórica da véspera
Analistas afirmam, no entanto, que a alta é fruto de um movimento especulativo e que não deve se sustentar. Americanas encontrou inconsistência contábil de R$ 20 bi.
Ueslei Marcelino/ Reuters
Esta sexta-feira (13) foi mais positiva para a Americanas na bolsa brasileira. Os papéis da varejista passaram o dia inteiro operando em forte alta e fecharam com ganhos de mais de 15% na sessão. O movimento de recuperação vem após a queda histórica das cotações na véspera (-77%) – reflexo do escândalo contábil que reportou “inconsistências” de R$ 20 bilhões no balanço da empresa.
A queda de ontem foi a maior para uma empresa na bolsa brasileira desde 2008 e fez com que a Americanas perdesse mais de R$ 8 bilhões em valor de mercado. Nesse cenário, analistas reforçam que a alta das ações da Americanas, hoje, é originada principalmente de um movimento especulativo.
“Na teoria, os números ainda não estão tão claros assim e a Americanas é uma empresa com patrimônio negativo. Isso significa que a empresa não tem fundamento nenhum. Então a maior parte do movimento que vemos agora é de gente querendo especular e tentar algum ganho, tentando comprar um ativo que caiu quase 80% para vender nessa alta de 20%. Isso não deve se sustentar”, afirma o responsável de renda variável da SVN Investimentos, André Luzbel.
Durante a tarde, os papéis da Americanas chegaram a superar os 50% de ganho, alcançando a cotação máxima de R$ 4,38, e passaram por leilões ao longo do dia, antes de encerrarem cotado a R$ 3,15, ainda bem abaixo dos R$ 12 – nível em que as ações se encontravam antes das notícias sobre o valor bilionário registrado de forma inapropriada nos resultados da empresa.
O leilão é um “mecanismo de defesa” que interrompe as negociações comuns para tranquilizar momentos de variação bruta de papéis na bolsa.
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O que deve ficar na mira dos investidores nos próximos dias?
Nesse cenário, analistas contam que a principal expectativa dos investidores fica por entender como a empresa deve reequilibrar as contas.
“Precisamos entender se a empresa vai transformar a dívida em ações, transformando quem era credor em acionista, por exemplo, ou se a companhia vai acabar dando calote e entrando em recuperação judicial. Além disso, eles também já mencionaram que devem fazer um aumento de capital, então precisamos ver como se dará esse aumento e se será suficiente. Tudo ainda é muito arriscado”, completa Luzbel.
Para José Simão, sócio da Legend Investimentos, outro ponto que também deve ficar em destaque nos próximos dias e pode influenciar nas cotações do papel da Americanas é a credibilidade dos envolvidos.
“Ainda faltam muitas peças desse quebra cabeça. É difícil acreditar que uma auditoria do nível da PwC não conseguiria enxergar uma inconsistência dessa magnitude nos últimos anos. A meu ver, não apenas a diretoria anterior [da Americanas] como a própria auditoria teriam que explicar isso para tentar chegar a valores mais completos. Ainda tem muito o que desenrolar dessa história”, diz.
O que aconteceu?
O alvoroço nos mercados acionários começou na quinta-feira (12), após a Americanas divulgar um comunicado na noite anterior avisando que os recém-empossados presidente da empresa, Sergio Rial, e diretor de relações com investidores, André Covre, decidiram renunciar após a descoberta de “inconsistências em lançamentos contábeis” no valor de R$ 20 bilhões.
Em conferência na manhã da quinta-feira (13), Rial, afirmou que a empresa segue vendendo e é “absolutamente viável” e que “os acionistas de referência permanecem comprometidos com o futuro” da Americanas. Ele reforçou, no entanto, que o nível de dívida agora é incompatível para que a empresa prossiga com suas operações e que uma capitalização precisará acontecer.
Em nota, a Americanas informou que ainda não é possível determinar todos os impactos do rombo na demonstração de resultado e no balanço patrimonial da companhia. A empresa ainda criou um comitê independente para apurar o rombo bilionário.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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