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Economia

Ações da Lyft, concorrente da Uber, saltam 30% após erro de digitação em balanço trimestral

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Empresa informou que uma das métricas da margem financeira deveria subir 500 pontos-base neste ano, mas a informação foi corrigida para um aumento de 50 pontos-base. Diretora financeira Erin Brewer precisou fornecer esclarecimentos em uma teleconferência com analistas. Carros com os adesivos de Uber e Lyft na Califórnia
REUTERS/Lucy Nicholson
Um erro de digitação nas projeções da Lyft, principal concorrente da Uber entre empresas de transporte por aplicativo, provocou uma turbulência nas ações da empresa nesta quarta-feira (14).
A Lyft disse incorretamente que uma de suas métricas de margem financeira deveria subir 500 pontos-base neste ano, mas a informação foi posteriormente corrigida para um aumento de 50 pontos-base.
O erro na divulgação do resultado causou um breve salto de 67% nos papéis da empresa, mas perderam a maior parte dos ganhos após a correção. A diretora financeira Erin Brewer precisou fornecer esclarecimentos em uma teleconferência com analistas.
Mesmo assim, as ações da Lyft atingiram uma máxima em um ano e subiam cerca de 30% nesta quarta-feira, apoiadas também em um resultado trimestral sólido e na previsão positiva para o futuro da empresa.
Além de reportar uma melhora de lucratividade e dizer que geraria fluxo de caixa livre positivo pela primeira vez em 2024, a companhia disse que cortou despesas em 12% em 2023, o que a ajudou a superar a estimativa média de Wall Street. Além disso, manteve sua fatia de mercado intacta diante da competição feroz com a Uber.
Segundo especialistas ouvidos pela Reuters, tudo aponta para uma empresa que está saindo da crise depois de alguns anos difíceis. Mas não está claro se a Lyft poderá enfrentar responsabilidade legal pelo incidente em seu balanço.
O erro fez com que cerca de 48 milhões de ações foram negociadas no pós-mercado norte-americano na terça-feira, mais que o triplo do volume diário médio na sessão regular do mercado de ações.
“A SEC provavelmente revisará a situação dada a magnitude do movimento de preços das ações após a divulgação dos resultados originais e a Lyft pode ser multada”, disse Dan Coatsworth, analista de investimentos da AJ Bell.
“Como o erro está relacionado a uma projeção, é provável que a responsabilidade sob as regulamentações de valores mobiliários não se aplique, a menos que possa ser provado que foi feito com conhecimento de que estava errado ou com alguma intenção de enganar”, disse Bobby Reddy, professor de direito societário e governança na Universidade de Cambridge.
Ainda assim, alguns investidores podem testar “os limites da teoria legal sob outras perspectivas, potencialmente com o objetivo de buscar acordos,” acrescentou Reddy.
Transporte por aplicativo fica mais caro

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários

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Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.

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