Economia
Ações da Sabesp são colocadas à venda, e privatização da companhia entra na fase final
Empresas poderão fazer ofertas para comprar 15% da empresa a partir de segunda-feira (24). Em 1º de julho será aberta a venda de mais 17% das ações para outros investidores, incluindo pessoas físicas. Governo de SP vai manter 18% das ações da Sabesp após privatização
O processo de privatização da Sabesp entrou na etapa final após ações da empresa serem colocadas à venda, na sexta-feira (21). O governo de São Paulo informou que publicou o prospecto da oferta pública de ações após o fechamento do mercado.
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Entre os dias 24 e 28 de junho, empresas credenciadas na bolsa de valores brasileira (B3) poderão fazer propostas para comprar 15% das ações da empresa.
As duas empresas que oferecerem o maior valor por ação serão selecionadas no próximo dia 28. Por fim, elas vão competir sobre qual oferecerá mais recursos ao governo de São Paulo.
O resultado da vencedora sairá no dia 15 de julho, com a liquidação da operação sendo concluída no dia 22 do próximo mês.
Além disso, a partir do dia 1º de julho, será aberta a venda de mais 17% das ações da Sabesp. Os papéis poderão ser comprados por investidores aptos a operar no mercado de ações, incluindo pessoas físicas.
Até esta sexta-feira, o governo de São Paulo detinha 50,3% das ações da Sabesp. Com o processo de privatização, o poder público ficará com 18% dos papéis da empresa.
Após a venda da companhia, o governo ainda terá poder de veto em algumas decisões.
Privatização
Caixas de tratamento de água da Sabesp no estado de São Paulo.
Divulgação/Sabesp
O projeto que autorizou a privatização da Sabesp foi aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo em dezembro de 2023. Na capital, a privatização foi aprovada na Câmara Municipal em 2 de maio deste ano.
Atualmente, metade das ações da empresa está sob controle privado, sendo que parte é negociada na B3 e parte na Bolsa de Valores de Nova York, nos Estados Unidos.
Em 2022, a empresa registrou um lucro de R$ 3,1 bilhões. Desse montante, 25% foram revertidos como dividendos aos acionistas e R$ 2,4 bilhões, destinados a investimentos.
Atendendo, 375 municípios com 28 milhões de clientes, o valor de mercado da empresa chegou, em 2022, a R$ 39,1 bilhões.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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