Economia
Ações do McDonald’s caem mais de 6% nesta quarta, após sanduíche ser relacionado a surto de E. coli nos EUA
Uma pessoa morreu e dezenas ficaram doentes devido a infecções por E. coli ligadas ao hambúrguer Quarterão. Relatos foram vistos em pelo menos 10 Estados norte-americanos. Unidade do McDonald’s nos Estados Unidos
AP/Gene J. Puskar
As ações do McDonald’s caíam mais de 6% na manhã desta quarta-feira (23), após o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos informar, na véspera, que uma pessoa morreu e dezenas ficaram doentes devido a infecções por E. coli ligadas ao hambúrguer “Quarter Pounders”, o Quarterão.
Foram ouvidos relatos em pelo menos 10 Estados norte-americanos. O surto deixou 49 pessoas doentes e levou 10 para o hospital, segundo autoridades.
A cepa envolvida, E. coli O157:H7, pode causar doenças graves e foi a origem de um surto em 1993 que matou quatro crianças que comeram hambúrgueres malpassados nos restaurantes Jack in the Box.
Na véspera, após a notícia ser divulgada, as ações da maior rede de fast-food do mundo chegaram a cair cerca de 6% no pós-mercado de Wall Street. Um agente de mercado ainda disse à Reuters que o surto também pode pressionar os preços dos contratos de gado dos Estados Unidos, ameaçando a demanda por carne bovina.
Ainda de acordo com o CDC, todos os pacientes identificados como parte de uma investigação sobre o surto disseram ter comido no McDonald’s antes de ficarem doentes, e a maioria mencionou especificamente ter comido o Quarterão.
O ingrediente específico ligado à infecção ainda não foi identificado, mas investigadores estão concentrados nas cebolas frescas fatiadas e nos hambúrgueres de carne bovina. A maioria das pessoas doentes é do Colorado ou Nebraska.
“As descobertas iniciais da investigação indicam que um subconjunto de doenças pode estar relacionado às cebolas fatiadas usadas no Quarterão e adquiridas de um único fornecedor que atende a três centros de distribuição”, disse o diretor de cadeia de suprimentos do McDonald’s na América do Norte, Cesar Piña, em um comunicado.
O McDonald’s tem removido proativamente as cebolas fatiadas e os hambúrgueres de carne usados no Quarterão das lojas nos Estados afetados enquanto a investigação continua, informou a companhia ao CDC.
A empresa está removendo temporariamente o sanduíche dos restaurantes nas áreas afetadas, incluindo Colorado, Kansas, Utah e Wyoming, acrescentou o McDonald’s, informando ainda que estava trabalhando com fornecedores para repor o estoque na próxima semana.
Os sintomas da E. coli incluem cólicas abdominais severas, diarreia e vômito.
Em 2015, a cadeia de burritos Chipotle enfrentou uma queda nas vendas e teve sua reputação afetada após surtos de E. coli em vários Estados dos EUA. O surto esteve relacionado a uma cepa diferente de E. coli, que normalmente causa doenças menos severas do que a cepa E. coli O157:H7.
*Com informações da agência de notícias Reuters
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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