Economia
Acordo comercial entre UE e Mercosul na Justiça: veja repercussão entre líderes europeus
Líderes da União Europeia e do Mercosul celebraram em Assunção a assinatura do acordo de livre comércio que encerra mais de 25 anos de negociações.
REUTERS/Cesar Olmedo
Líderes europeus começaram a se posicionar no X sobre a votação do Parlamento Europeu para paralisar o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. A decisão, desta quarta-feira (21), em teoria, impede a entrada em vigor do acordo comercial por vários meses.
Além disso, manda os termos do acordo para o Tribunal de Justiça da União Europeia para revisão de sua legalidade. Saiba mais sobre a votação.
O Friedrich Merz, chefe de governo da Alemanha, por exemplo, escreveu que: “A decisão do Parlamento Europeu sobre o acordo Mercosul é lamentável. Ela avalia mal a situação geopolítica. Estamos convencidos da legalidade do acordo. Chega de atrasos. O acordo deve agora ser aplicado provisoriamente”. Veja a publicação mais abaixo.
Já Jean-Noël Barrot, Ministro da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França, escreveu que “ao submeter o acordo com o Mercosul ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o Parlamento Europeu agiu em consonância com a posição que temos defendido. A França está disposta a dizer não quando necessário, e a história muitas vezes comprova isso. A luta continua para proteger a nossa agricultura e garantir a nossa soberania alimentar”.
O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, por sua vez, respondeu à publicação de Barrot que essa foi uma votação importante e que deve ser respeitada.
Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, compartilhou um post no X da página @patriotaspelaeuropa sobre a decisão. A publicação afirma que, enquanto partidos do “establishment” se curvam a lobistas globalistas, o movimento diz defender agricultores e trabalhadores europeus. O texto também sustenta que os votos do grupo “mudaram o jogo” e que agora a decisão caberá à Justiça.
Os eurodeputados aprovaram a moção com 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções. Saiba todos os detalhes da votação.
Jean-Noël Barrot, Ministro da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França
Reprodução/X
Publicação de Frierich Merz
Reprodução/X
*Essa reportagem está em atualização
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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