Economia
Advogado de diretora do Fed diz que vai recorrer à Justiça contra tentativa de Trump de demiti-la
Donald Trump demite diretora do FED
O advogado de Lisa Cook, diretora do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), afirmou que ela vai recorrer à Justiça contra a tentativa do presidente Donald Trump de demiti-la.
“Trump não tem poder para tirar Lisa Cook do cargo”, disse o advogado Abbe Lowell em nota enviada à imprensa. “Essa tentativa, baseada apenas em uma carta de referência, não tem fundamento legal nem factual. Vamos processar para contestar essa decisão.”
Para justificar o afastamento de Cook, Trump utilizou um dispositivo da lei de criação do Federal Reserve que autorizaria a demissão de membros do conselho “por justa causa”.
Acusada de fraude hipotecária
Ao anunciar a demissão de Cook, o presidente republicano mencionou uma denúncia criminal feita em 15 de agosto pelo diretor da Agência Federal de Financiamento Habitacional (FHFA, na sigla em inglês), um aliado de Trump, apresentada ao procurador-geral dos Estados Unidos, Bill Pulte.
Com base nos documentos da denúncia, Pulte apontou que a diretora do BC americano teria cometido fraude hipotecária ao declarar duas residências como principais para obter melhores condições de financiamento. Os documentos, no entanto, teriam sido assinados antes de Cook ingressar no Fed.
Em comunicado à BBC na semana passada, a diretora afirmou que soube das alegações pela mídia e que o assunto decorreu de um pedido de empréstimo hipotecário que ela fez quatro anos antes de ingressar no Fed.
“Não tenho intenção de ser pressionada a renunciar ao meu cargo por causa de algumas questões levantadas em um tuíte”, disse ela.
“Pretendo levar a sério quaisquer perguntas sobre meu histórico financeiro como membro do Federal Reserve e, portanto, estou reunindo informações precisas para responder a quaisquer perguntas legítimas e fornecer os fatos.”
‘Não vou renunciar’
Em nota divulgada na noite de ontem por meio de seu advogado, Cook declarou que “não há motivo legal” para sua demissão e que não renunciará ao cargo no Federal Reserve.
“O presidente Trump alegou ter me demitido ‘por justa causa’ quando não há justa causa prevista em lei, e ele não tem autoridade para fazê-lo”, diz o comunicado.
“Não vou renunciar. Continuarei a cumprir meus deveres para ajudar a economia americana, como venho fazendo desde 2022.”
*Com informações de agências internacionais
Economista Lisa Cook será a primeira mulher negra na cúpula do Fed
Ken Cedeno/Reuters
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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