Economia
Agricultores franceses realizam novo protesto em Paris na tentativa de impedir acordo com o Mercosul
Protesto contra a gestão do governo em relação ao acordo de livre comércio UE-Mercosul em Paris
REUTERS/Benoit Tessier
Agricultores franceses levaram tratores até Paris na terça-feira, pela segunda vez em uma semana, para protestar contra um acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul que, segundo eles, ameaça a agricultura local ao criar uma concorrência desleal com as importações sul-americanas mais baratas.
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Agricultores na França, o maior produtor agrícola da União Europeia, e em outros Estados-membros, vêm protestando há meses contra o acordo UE-Mercosul e diversas queixas locais.
A manifestação de terça-feira foi organizada pela FNSEA, uma das maiores centrais sindicais rurais da França.
“O acordo com o Mercosul foi aprovado mesmo sem a manifestação do Parlamento Europeu. Isso levará à importação de produtos estrangeiros que somos perfeitamente capazes de produzir na França e que não respeitam os padrões impostos à agricultura francesa”, afirmou Damien Greffin, vice-presidente da FNSEA e agricultor da região de Paris.
Greffin afirmou que os agricultores protestariam em frente ao parlamento francês na terça-feira e também planejavam se manifestar no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, no dia 20 de janeiro.
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A aprovação do acordo Mercosul pela maioria dos Estados-membros da UE na sexta-feira, apesar da rejeição da França, intensificou a pressão sobre o governo por parte de agricultores e partidos da oposição, alguns dos quais apresentaram moções de censura .
Na quinta-feira passada, um sindicato rural independente, a Coordination Rurale, já havia levado tratores para debaixo da Torre Eiffel e do Arco do Triunfo em uma manifestação surpresa.
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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