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Política

Aliados de Lulinha reforçam defesa política do governo em meio a investigações do INSS: ‘Lula deixa a PF investigar’

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CPMI do INSS quebra sigilo de Lulinha
Com os sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, quebrados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela CPI do INSS, interlocutores do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm feito uma defesa política do governo, ao mesmo tempo em que, no campo jurídico, sustentam que não existem provas concretas contra Lulinha.
“Importante destacar que o presidente Lula deixa a Polícia Federal investigar”, disse ao g1 uma pessoa próxima de Lulinha.
Esse argumento virou um mantra também entre políticos da base governista, que buscam marcar posição diferenciando Lula do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Questionado pela reportagem sobre as suspeitas contra Lulinha, um deputado federal do PT respondeu que, no governo anterior, “o presidente trocava delegados da Polícia Federal (PF) para defender a família” — em referência a uma denúncia feita em 2020 por Sergio Moro (União-PR), então ministro da Justiça e atualmente senador, contra Bolsonaro.
📫 A defesa política ganhou força depois que a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático (de e-mails e nuvens) de Lulinha aumentou a pressão sobre o governo e sobre o próprio filho do presidente.
O advogado de Lulinha, Guilherme Suguimori Santos, disse em nota nesta semana que, “diante da incessante campanha midiática reproduzindo dados parciais e sigilosos” da investigação das fraudes no INSS, pediu acesso ao inquérito que investiga as fraudes.
O inquérito tramita na Suprema Corte sob a relatoria do ministro André Mendonça.
A CPMI do INSS quebrou os sigilos de Lulinha na quinta-feira (26) em uma sessão tumultuada que vem sendo questionada pelos governistas. Veio a público, depois da sessão da CPI, a informação de que Mendonça já havia autorizado as quebras de sigilo em janeiro, atendendo a um pedido da PF.
Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula.
Paulo Giandalia/Estadão Conteúdo
As suspeitas
As suspeitas contra Lulinha estão relacionadas a um dos principais lobistas do esquema de desvio de aposentadorias e pensões, Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e à empresária Roberta Luchsinger, de São Paulo. (veja as suspeitas contra Lulinha)
💵 A PF encontrou cinco pagamentos de R$ 300 mil de uma empresa do Careca para uma empresa de Roberta, totalizando R$ 1,5 milhão. A suspeita é que esse dinheiro tenha sido desviado das aposentadorias.
💰 Em mensagens de WhastApp trocadas entre o Careca e um ex-sócio, o lobista é questionado sobre um dos pagamentos de R$ 300 mil para Roberta. Ele responde que o valor era “para o filho do rapaz”. Não há menção expressa a quem seria essa pessoa.
Um ex-funcionário do Careca, que prestou depoimentos à PF, afirmou que o lobista dizia à sua equipe que pagava uma mesada de R$ 300 mil para Lulinha. O objetivo dessa mesada, segundo essa testemunha, era que o filho do presidente ajudasse uma das empresas do Careca, a World Cannabis, a vender produtos de canabidiol para o Ministério da Saúde.
O depoimento dessa testemunha levantou a suspeita de que os pagamentos à empresária Roberta tenham sido, na verdade, direcionados a Lulinha.
Em um outro trecho da investigação, a própria empresária Roberta troca mensagens com o Careca, nas quais ela diz que “acharam um envelope com o nome do nosso amigo no dia da busca e apreensão”, referindo-se a uma operação anterior feita pela PF. O envelope tinha o nome de “Fábio” e ingressos para um show.
O lobista respondeu: “Putz”. E a empresária disse depois: “Antônio, some com esses telefones. Joga fora”.
Amizades e argumentos da defesa
Um interlocutor de Lulinha diz que ele considera “improvável” que o Careca tenha dito que pagava mesada ao filho do presidente.
👉🏽 Um amigo de Lulinha contou, reservadamente, que ele nunca negou ser amigo da empresária Roberta Luchsinger — que é uma das melhores amigas de Renata, a esposa do filho do presidente.
Além de Roberta, duas pessoas que conhecem os envolvidos afirmam que Lulinha é amigo de outro investigado pelos desvios no INSS, Gustavo Gaspar, que já foi assessor da liderança do PDT nomeado pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA), também investigado no esquema.
A PF encontrou mensagens que indicam pagamento de R$ 40 mil em dinheiro vivo do Careca para Gaspar, além de anotação de R$ 100 mil para “Gasparzinho”, supostamente em referência ao sobrenome dele.
Assim como o advogado de Lulinha, seus interlocutores também negam que ele tenha recebido qualquer dinheiro do Careca para fazer lobby no Ministério da Saúde e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), seja diretamente ou por meio de Roberta.
🗓️ O advogado Marco Aurélio Carvalho, que integra o Grupo Prerrogativas e já foi defensor de Lulinha em outros processos, disse ao g1 que Lulinha já foi alvo, no passado, de fake news que atribuíam a ele a propriedade de carros de luxo, fazenda e frigorífico, o que não era verdade.
Já o advogado Bruno Salles, que defende a empresária Roberta Luchsinger, confirmou que ela recebeu pagamentos do Careca, mas afirmou que o dinheiro era lícito e não foi repassado a Lulinha.
“A acusação tem uma grande contradição: diz que ela [Roberta] teria recebido valores para repassar, mas dá exemplos de ela prestando o serviço, um serviço de relações institucionais, indo realmente ao Ministério da Saúde para fazer apresentação sobre as necessidades de regulação de cannabis medicinal”, explicou o advogado.
Quanto às mensagens em que Roberta aparenta estar preocupada com a apreensão do envelope com o nome de “Fábio”, Salles disse que já prestou esclarecimentos ao STF.
Segundo ele, as mensagens de WhatsApp estão “completamente fora do contexto” e eram parte de um diálogo maior que não foi tornado público. Ele disse não poder dar mais detalhes porque o inquérito está em sigilo.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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