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Política

Alianças nos estados contrariam 10 das 12 chapas presidenciais

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Levantamento do g1 feito com base nos apoios formais e informais aos 219 nomes de candidatos aos governos dos estados e do DF mostra que a divisão nacional entre os partidos não se reproduz regionalmente. As alianças entre os partidos na disputa aos governos estaduais contrariam, no plano nacional, 10 das 12 chapas presidenciais. As duas únicas exceções são o PCB e o PSTU.
As 12 candidaturas anunciadas ao Palácio do Planalto têm a participação oficial de 25 das 32 legendas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), distribuídas em coligações ou chapas únicas. Outras seis declararam apoio a algum nome. Apenas o PCO não estará em nenhum palanque para presidente.
Essa divisão, no entanto, não se reproduz de forma uniforme regionalmente, segundo análise feita pelo g1 a partir dos dados de 219 nomes aos governos dos estados e do Distrito Federal.
No gráfico abaixo, clique no nome do candidato ou do partido para ver as relações.
As informações foram obtidas junto aos próprios partidos e nas atas das convenções entregues à Justiça Eleitoral e levam em conta tanto as alianças formalizadas em coligações quanto apoios declarados até a última sexta-feira (12).
O cenário ainda pode mudar. Os partidos têm até esta segunda-feira (15) para registrar as candidaturas. E uma das presidenciais, por exemplo, ainda não havia sido oficializada até a publicação desta reportagem: a de Eymael (DC). Além disso, uma outra, a de Pablo Marçal (Pros), foi lançada por uma ala do partido que perdeu o controle da legenda por decisão liminar.
O Pros enfrenta outra controvérsia interna: em Santa Catarina, o partido tem dois diretórios, que tomaram decisões diferentes. Um dos diretórios lançou Ralf Zimmer ao governo estadual. Já o outro indicou apoio à reeleição de Carlos Moisés, do Republicanos. O caso foi levado à Justiça, que ainda vai analisá-lo.
Em muitas campanhas, legendas adversárias na eleição presidencial vão pedir votos para os mesmos candidatos a governador. Então, se na corrida para presidente da República a maioria das conexões aparecem geralmente dentro do mesmo espectro político, nos estados, isso vira um emaranhado, com coalizões formadas inclusive com partidos rivais. (veja o gráfico acima)
Um exemplo inusitado que explica como as costuras estaduais seguem uma lógica própria ocorre no Amapá, onde Clécio Luís (Solidariedade) disputa o governo do estado apoiado tanto pelo PL, de Bolsonaro, quanto pelo PT, de Lula, e o PDT, de Ciro Gomes.
Essa aparente incoerência entre as alianças dos partidos, comum também em eleições anteriores, se explica, em parte, por conta da extensão territorial do país e a sua diversidade inerente, que impactam nas realidades e interesses regionais.
“Os estados brasileiros têm características que não necessariamente correspondem ao ponto de vista da política em nível nacional e é por isso que esse tipo de aliança, que parece incongruente, acaba acontecendo”, explica Cláudio Couto, professor de ciência política da FGV-EAESP.
Ele acrescenta que, “muitas vezes, tem questões que são consideradas de estratégia eleitoral, muito mais do que propriamente de uma afinidade maior do ponto de vista ideológico”. Para Couto, no entanto, isso não, necessariamente, representa um problema. “Um país diverso como o Brasil comporta essa diversidade”, diz.
Veja a situação detalhada de cada candidatura à Presidência da República, em ordem alfabética:
Ciro Gomes (PDT)
O ex-ministro da Fazenda e ex-governador do Ceará Ciro Gomes está na sua quarta tentativa ao Palácio do Planalto, desta vez numa chapa pura: ele terá como vice Ana Paula Matos (PDT), atual vice-prefeita de Salvador. Embora não tenha formalizado coligação nacional com nenhum partido, o PDT tem aliança nos estados com partidos de 6 chapas adversárias na disputa da Presidência: Lula, Bolsonaro, Simone Tebet, Eymael, Pablo Marçal e Soraya Thronicke.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Ciro à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Eymael (DC)
Pelo Democracia Cristã, José Maria Eymael disputa a Presidência pela sexta vez. Sem coligação nacional, a legenda estará nos palanques estaduais de partidos que estão em 6 chapas adversárias: Bolsonaro, Lula, Ciro, Simone Tebet, Felipe D’Ávila e Soraya Thronicke. O candidato a vice-presidente, segundo assessoria de imprensa da sigla, será João Barbosa Bravo.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Eymael à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Felipe d’Avila (Novo)
O Partido Novo lançou o nome de Felipe d’Avila à Presidência, que tem o deputado federal Tiago Mitraud (Novo-MG) na vaga de vice. Com a chapa inteiramente formada por membros da sigla, o Novo não terá aliança nacionalmente. No entanto, em Minas Gerais, a candidatura à reeleição do atual governador, Romeu Zema, conta com o apoio de 9 partidos ligados a 5 chapas presidenciais: Lula, Tebet, Eymael, Bolsonaro e Roberto Jefferson.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Felipe D’Ávila à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Jair Bolsonaro (PL)
Candidato à reeleição pelo PL, Jair Bolsonaro faz parte de uma coligação nacional composta também pelo PP e Republicanos. Ele tem como vice o general Walter Braga Netto (PL). Integrantes do chamado Centrão, esses partidos transitam dentro de um amplo arco político, com conexões das mais variadas pelo país, e se aliaram nestas eleições a legendas que compõem ou apoiam outras 8 chapas presidenciais, incluindo a de Lula, Ciro, Tebet, Eymael, Pablo Marçal, Felipe D’Ávila, Soraya e Roberto Jefferson.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Bolsonaro à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Léo Péricles (UP)
O Unidade Popular (UP) escolheu o presidente da sigla, Léo Péricles, para disputar a primeira eleição presidencial do partido. Samara Martins será a candidata a vice-presidente. O UP não terá aliados nacionalmente, mas regionalmente recebe o apoio do PSOL, que está em 1 chapa presidencial, a de Lula.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Léo Péricles à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O PT lançou Lula como candidato à Presidência com mais 8 partidos na coligação: PSB, PCdoB, PV, Solidariedade, PSOL, Rede, Agir e Avante. Lula terá ainda o apoio informal do PCO. Em convenção, o partido decidiu que fará campanha em favor do petista, embora rejeite a escolha de Geraldo Alckmin (PSB) como vice.
Dos 32 partidos existentes no país, a chapa liderada pelo PT tem alguma relação nos palanques a governador com 26 partidos, que integram 8 chapas presidenciais: Bolsonaro, Ciro, Tebet, Pablo, Eymael, Soraya, Léo Péricles e D’Ávila. As exceções são PTB, PCB, PCO, PMB e PSTU.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Lula à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Pablo Marçal (PROS)
O Pros registrou a candidatura do influenciador Pablo Marçal à Presidência em meio a um racha interno da cúpula do partido. Após decisões judiciais, a nova direção da sigla definiu pela retirada do nome dele. No entanto, o registro ainda constava no site do TSE até a última atualização desta reportagem.
Sem Marçal na disputa, a nova executiva do Pros pretende pedir votos para Lula. De qualquer forma, nos estados, a legenda recebe o apoio de partidos conectados a outras 4 chapas presidenciais: Tebet, Ciro, Bolsonaro e Soraya.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Pablo Marçal à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Roberto Jefferson
Após indicar que seria favorável à candidatura de Bolsonaro à reeleição, o PTB indicou o ex-deputado Roberto Jefferson como candidato. Investigado no inquérito sobre milícias digitais, ele está em prisão domiciliar por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O vice dele será o padre Kelmon Luís da Silva Souza. Apesar de não ter fechado alianças nacionais, o PTB recebe o apoio nos estados de partidos ligados a 5 chapas presidenciais: Bolsonaro, Ciro, Tebet, D’Ávila e Soraya.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Roberto Jefferson à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Simone Tebet
A senadora Simone Tebet (MS) montou uma coligação composta pelo seu partido, o MDB, além do Podemos, PSDB e Cidadania. A chapa tem a também senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) como vice. Nas campanhas a governador, porém, o MDB dividirá o palanque com legendas que têm aliança com 8 chapas presidenciais: Bolsonaro, Lula, Ciro, Eymael, Pablo, Roberto Jefferson, Soraya e D’Ávila.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Simone Tebet à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Sofia Manzano
Sem partidos aliados, o PCB oficializou a candidatura de Sofia Manzano à Presidência. Antônio Alves será o candidato a vice. Nos estados, o partido não estará no palanque de nenhuma legenda que integra outra chapa presidencial adversária.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Sofia Manzano à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Soraya Thronicke
A senadora Soraya Thronicke (MS) é a candidata do União Brasil ao Palácio do Planalto. Em uma chapa pura, a legenda irá concorrer com o economista Marcos Cintra de vice. Nos palanques aos governos estaduais, o União receberá ou dará apoio formal ou informal a nomes de partidos que estão 6 chapas presidenciais: Lula, Bolsonaro, Ciro, Tebet, Eymael e Roberto Jefferson.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Soraya Thronicke à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Vera Lúcia
O PSTU vai para a disputa com a operária Vera Lúcia. Sem aliados, o partido escolheu a indígena Raquel Tremembé como candidata a vice. Nos estados, o partido também não fechou alianças.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Vera Lúcia à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Veja também:
*Colaboraram Vitor Sorano, Victor Farias, Gustavo Morais** e as equipes do g1 nos 26 estados e no DF
**Estagiário, sob supervisão de Ricardo Gallo

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Política

Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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Alianças nos estados contrariam 10 das 12 chapas presidenciais

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Levantamento do g1 feito com base nos apoios formais e informais aos 219 nomes de candidatos aos governos dos estados e do DF mostra que a divisão nacional entre os partidos não se reproduz regionalmente. As alianças entre os partidos na disputa aos governos estaduais contrariam, no plano nacional, 10 das 12 chapas presidenciais. As duas únicas exceções são o PCB e o PSTU.
As 12 candidaturas anunciadas ao Palácio do Planalto têm a participação oficial de 25 das 32 legendas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), distribuídas em coligações ou chapas únicas. Outras seis declararam apoio a algum nome. Apenas o PCO não estará em nenhum palanque para presidente.
Essa divisão, no entanto, não se reproduz de forma uniforme regionalmente, segundo análise feita pelo g1 a partir dos dados de 219 nomes aos governos dos estados e do Distrito Federal.
No gráfico abaixo, clique no nome do candidato ou do partido para ver as relações.
As informações foram obtidas junto aos próprios partidos e nas atas das convenções entregues à Justiça Eleitoral e levam em conta tanto as alianças formalizadas em coligações quanto apoios declarados até a última sexta-feira (12).
O cenário ainda pode mudar. Os partidos têm até esta segunda-feira (15) para registrar as candidaturas. E uma das presidenciais, por exemplo, ainda não havia sido oficializada até a publicação desta reportagem: a de Eymael (DC). Além disso, uma outra, a de Pablo Marçal (Pros), foi lançada por uma ala do partido que perdeu o controle da legenda por decisão liminar.
O Pros enfrenta outra controvérsia interna: em Santa Catarina, o partido tem dois diretórios, que tomaram decisões diferentes. Um dos diretórios lançou Ralf Zimmer ao governo estadual. Já o outro indicou apoio à reeleição de Carlos Moisés, do Republicanos. O caso foi levado à Justiça, que ainda vai analisá-lo.
Em muitas campanhas, legendas adversárias na eleição presidencial vão pedir votos para os mesmos candidatos a governador. Então, se na corrida para presidente da República a maioria das conexões aparecem geralmente dentro do mesmo espectro político, nos estados, isso vira um emaranhado, com coalizões formadas inclusive com partidos rivais. (veja o gráfico acima)
Um exemplo inusitado que explica como as costuras estaduais seguem uma lógica própria ocorre no Amapá, onde Clécio Luís (Solidariedade) disputa o governo do estado apoiado tanto pelo PL, de Bolsonaro, quanto pelo PT, de Lula, e o PDT, de Ciro Gomes.
Essa aparente incoerência entre as alianças dos partidos, comum também em eleições anteriores, se explica, em parte, por conta da extensão territorial do país e a sua diversidade inerente, que impactam nas realidades e interesses regionais.
“Os estados brasileiros têm características que não necessariamente correspondem ao ponto de vista da política em nível nacional e é por isso que esse tipo de aliança, que parece incongruente, acaba acontecendo”, explica Cláudio Couto, professor de ciência política da FGV-EAESP.
Ele acrescenta que, “muitas vezes, tem questões que são consideradas de estratégia eleitoral, muito mais do que propriamente de uma afinidade maior do ponto de vista ideológico”. Para Couto, no entanto, isso não, necessariamente, representa um problema. “Um país diverso como o Brasil comporta essa diversidade”, diz.
Veja a situação detalhada de cada candidatura à Presidência da República, em ordem alfabética:
Ciro Gomes (PDT)
O ex-ministro da Fazenda e ex-governador do Ceará Ciro Gomes está na sua quarta tentativa ao Palácio do Planalto, desta vez numa chapa pura: ele terá como vice Ana Paula Matos (PDT), atual vice-prefeita de Salvador. Embora não tenha formalizado coligação nacional com nenhum partido, o PDT tem aliança nos estados com partidos de 6 chapas adversárias na disputa da Presidência: Lula, Bolsonaro, Simone Tebet, Eymael, Pablo Marçal e Soraya Thronicke.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Ciro à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Eymael (DC)
Pelo Democracia Cristã, José Maria Eymael disputa a Presidência pela sexta vez. Sem coligação nacional, a legenda estará nos palanques estaduais de partidos que estão em 6 chapas adversárias: Bolsonaro, Lula, Ciro, Simone Tebet, Felipe D’Ávila e Soraya Thronicke. O candidato a vice-presidente, segundo assessoria de imprensa da sigla, será João Barbosa Bravo.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Eymael à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Felipe d’Avila (Novo)
O Partido Novo lançou o nome de Felipe d’Avila à Presidência, que tem o deputado federal Tiago Mitraud (Novo-MG) na vaga de vice. Com a chapa inteiramente formada por membros da sigla, o Novo não terá aliança nacionalmente. No entanto, em Minas Gerais, a candidatura à reeleição do atual governador, Romeu Zema, conta com o apoio de 9 partidos ligados a 5 chapas presidenciais: Lula, Tebet, Eymael, Bolsonaro e Roberto Jefferson.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Felipe D’Ávila à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Jair Bolsonaro (PL)
Candidato à reeleição pelo PL, Jair Bolsonaro faz parte de uma coligação nacional composta também pelo PP e Republicanos. Ele tem como vice o general Walter Braga Netto (PL). Integrantes do chamado Centrão, esses partidos transitam dentro de um amplo arco político, com conexões das mais variadas pelo país, e se aliaram nestas eleições a legendas que compõem ou apoiam outras 8 chapas presidenciais, incluindo a de Lula, Ciro, Tebet, Eymael, Pablo Marçal, Felipe D’Ávila, Soraya e Roberto Jefferson.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Bolsonaro à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Léo Péricles (UP)
O Unidade Popular (UP) escolheu o presidente da sigla, Léo Péricles, para disputar a primeira eleição presidencial do partido. Samara Martins será a candidata a vice-presidente. O UP não terá aliados nacionalmente, mas regionalmente recebe o apoio do PSOL, que está em 1 chapa presidencial, a de Lula.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Léo Péricles à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O PT lançou Lula como candidato à Presidência com mais 8 partidos na coligação: PSB, PCdoB, PV, Solidariedade, PSOL, Rede, Agir e Avante. Lula terá ainda o apoio informal do PCO. Em convenção, o partido decidiu que fará campanha em favor do petista, embora rejeite a escolha de Geraldo Alckmin (PSB) como vice.
Dos 32 partidos existentes no país, a chapa liderada pelo PT tem alguma relação nos palanques a governador com 26 partidos, que integram 8 chapas presidenciais: Bolsonaro, Ciro, Tebet, Pablo, Eymael, Soraya, Léo Péricles e D’Ávila. As exceções são PTB, PCB, PCO, PMB e PSTU.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Lula à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Pablo Marçal (PROS)
O Pros registrou a candidatura do influenciador Pablo Marçal à Presidência em meio a um racha interno da cúpula do partido. Após decisões judiciais, a nova direção da sigla definiu pela retirada do nome dele. No entanto, o registro ainda constava no site do TSE até a última atualização desta reportagem.
Sem Marçal na disputa, a nova executiva do Pros pretende pedir votos para Lula. De qualquer forma, nos estados, a legenda recebe o apoio de partidos conectados a outras 4 chapas presidenciais: Tebet, Ciro, Bolsonaro e Soraya.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Pablo Marçal à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Roberto Jefferson
Após indicar que seria favorável à candidatura de Bolsonaro à reeleição, o PTB indicou o ex-deputado Roberto Jefferson como candidato. Investigado no inquérito sobre milícias digitais, ele está em prisão domiciliar por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O vice dele será o padre Kelmon Luís da Silva Souza. Apesar de não ter fechado alianças nacionais, o PTB recebe o apoio nos estados de partidos ligados a 5 chapas presidenciais: Bolsonaro, Ciro, Tebet, D’Ávila e Soraya.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Roberto Jefferson à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Simone Tebet
A senadora Simone Tebet (MS) montou uma coligação composta pelo seu partido, o MDB, além do Podemos, PSDB e Cidadania. A chapa tem a também senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) como vice. Nas campanhas a governador, porém, o MDB dividirá o palanque com legendas que têm aliança com 8 chapas presidenciais: Bolsonaro, Lula, Ciro, Eymael, Pablo, Roberto Jefferson, Soraya e D’Ávila.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Simone Tebet à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Sofia Manzano
Sem partidos aliados, o PCB oficializou a candidatura de Sofia Manzano à Presidência. Antônio Alves será o candidato a vice. Nos estados, o partido não estará no palanque de nenhuma legenda que integra outra chapa presidencial adversária.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Sofia Manzano à Presidência
Kayan Albertin/Arte g1
Soraya Thronicke
A senadora Soraya Thronicke (MS) é a candidata do União Brasil ao Palácio do Planalto. Em uma chapa pura, a legenda irá concorrer com o economista Marcos Cintra de vice. Nos palanques aos governos estaduais, o União receberá ou dará apoio formal ou informal a nomes de partidos que estão 6 chapas presidenciais: Lula, Bolsonaro, Ciro, Tebet, Eymael e Roberto Jefferson.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Soraya Thronicke à Presidência
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Vera Lúcia
O PSTU vai para a disputa com a operária Vera Lúcia. Sem aliados, o partido escolheu a indígena Raquel Tremembé como candidata a vice. Nos estados, o partido também não fechou alianças.
Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Vera Lúcia à Presidência
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**Estagiário, sob supervisão de Ricardo Gallo

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Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Política

Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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