Economia
Americanas tem prejuízo de R$ 329 milhões no primeiro trimestre, queda de 33,7%
Fachada das lojas Americanas Express na Avenida Paulista, zona sul da capital
Itaci Batista/Estadão Conteúdo/Arquivo
A Americanas teve prejuízo líquido de R$ 329 milhões nos primeiros três meses do ano, uma queda de 33,7% em relação às perdas de R$ 496 milhões registradas no primeiro trimestre de 2025, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (13).
O resultado operacional, medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, ficou positivo em R$ 15 milhões, ante resultado negativo de R$ 26 milhões no primeiro trimestre do ano anterior.
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A receita líquida subiu 20,2% no período, para R$ 3,08 bilhões, segundo o balanço.
“O resultado do trimestre foi mais positivo que o esperado para o segmento digital. Nas lojas físicas, as vendas por metro quadrado cresceram 11%, bastante forte. Nossa estratégia de remodelação está ajudando o crescimento”, disse o presidente-executivo da companhia, Fernando Dias Soares, em entrevista a Reuters.
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As vendas nas mesmas lojas (SSS) cresceram 22% no primeiro trimestre. O resultado foi impulsionado por eventos sazonais, como a Páscoa, que teve alta de 8,8% em relação a 2025, além das campanhas de Volta às Aulas e “Eletro da Semana”.
“Maio segue com crescimento forte”, disse o presidente da Americanas, comentando o desempenho observado neste mês.
A varejista afirma que possui atualmente 1.148 lojas e cerca de 40 milhões de clientes ativos, além de registrar, em média, 92 milhões de visitas mensais em lojas físicas, no site e no aplicativo.
Desinvestimentos
A Americanas segue com o processo de venda da rede de hortifrutis Natural da Terra, porém sem evoluções. Os executivos dizem buscar o melhor cenário para a venda do ativo.
“Nesse momento nada evoluiu. É mais por uma questão comercial, mas queremos maximizar o valor do ativo. Temos conversas avançadas, não vamos vender a qualquer custo”, disse o diretor financeiro, Sebastien Durchon.
Apesar disso, a companhia também anunciou nesta quarta-feira que assinou com o Oba Hortifruti a venda de 10 lojas deficitárias da Hortifruti Natural da Terra, localizadas no Estado de São Paulo, no valor de R$ 69,3 milhões.
A Americanas foca também na venda de ativos imobiliários.
“Estamos negociando a venda de imóveis também. Ainda temos propriedade de lojas e até prédios inteiros. Uma parte dever ser vendida ainda neste ano”, disse Durchon.
Em fevereiro, a empresa informou que recebeu aprovação de seus credores para vender uma série de imóveis, com valor total estimado entre R$346 milhões e R$468 milhões, que não se encontram listados no plano de recuperação judicial como ativos para desinvestimento.
Recuperação judicial
A Americanas espera sair do processo de recuperação judicial nos próximos meses.
“Fizemos pedido no final de março. Agora tem o trâmite burocrático. Já avançamos desde março, com parecer favorável do Ministério Público. Agora está nas mãos da juíza. Os advogados acreditam que a saída efetiva seja no terceiro trimestre deste ano”, disse Durchon.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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