Economia
Anatel inaugura laboratório especializado no combate aos aparelhos de ‘gatonet’
Medida faz parte do plano de ação para combate à pirataria na TV por assinatura, lançado em fevereiro. Agência já apreendeu 1,4 milhão desses aparelhos. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) inaugurou, nesta sexta-feira (1º), um laboratório especializado na análise de aparelhos de “TV Boxes” – usados para captar o sinal de TV por assinatura de forma clandestina. Esses equipamentos são popularmente chamados de “gatonet”.
O laboratório é fruto de um acordo com a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) para analisar os equipamentos. A medida faz parte do plano de ação para combate ao uso de decodificadores clandestinos de TV por assinatura.
Em fevereiro deste ano, a agência definiu medidas para combater a oferta clandestina de conteúdo pago por meio desses aparelhos, além de iniciativas para mitigar riscos de segurança associados aos equipamentos piratas.
Segundo o superintendente de Fiscalização da Anatel, Hermano Barros Tercius, cerca de 1,4 milhão de equipamentos foram apreendidos pela agência em operações em parceria com a Polícia Federal.
Em seis meses desde o lançamento do plano, a agência realizou 29 operações de bloqueio de TVs Boxes. De acordo com o superintendente, foram bloqueados 1.466 endereços.
As “TVs Boxes” podem, por exemplo, ser controladas por terceiros e usadas em ataques hackers do tipo DDoS (negação de serviço distribuída, em inglês).
Nessas invasões, os hackers controlam os equipamentos para acessar um site ou aplicativo diversas vezes em curto período de tempo. Devido ao alto número de acessos, a capacidade dos serviços fica limitada, o que causa indisponibilidade – ou seja, os alvos desses ataques ficam “fora do ar”.
“Somando essa capacidade de processamento [dos aparelhos espalhados pelo país], tem um risco muito forte, consegue derrubar redes governamentais e instituições privadas grandes. Depois que constatamos isso, virou um problema de segurança nacional, inclusive”, declarou Tercius.
Embora não haja números oficiais, a Anatel estima que até 7 milhões de TVs Boxes acessem conteúdo de forma irregular no Brasil.
Além disso, os equipamentos podem ter acesso a dados sensíveis do usuário, por estarem conectados à rede wi-fi.
Pontual: Pirataria digital causa prejuízo de mais de US$ 200 bilhões por ano (vídeo de 2019)
Parceria para ordens judicias
A Anatel anunciou também que pretende firmar parcerias com órgãos públicos para executar decisões judiciais, visando ao bloqueio de conteúdos piratas.
A parceria fará com que as ordens judiciais para bloqueio entrem “no fluxo de ordens administrativas da agência”. Isso significa que a Anatel emitirá a notificação das empresas prestadoras de serviços, para que executem o bloqueio.
“A proposta da agência é que a gente consiga colaborar com os órgãos executores de ordem judiciais, em especial Ministério Público e polícias, que fazem essa solicitação e depois execução das ordens, fazendo com que essas decisões entrem no fluxo da agência”, disse Tercius.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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