Política
Anderson Ferreira diz que vai criar 600 mil empregos em 4 anos, reduzir IPVA e inserir 2,3 milhões na tarifa social de água
Candidato do PL foi o segundo participante da série de entrevistas comandadas por Clarissa Góes com candidatos ao governo do estado. Entrevista foi transmitida ao vivo direto do estúdio do g1, no Recife. Clarissa Góes e Anderson Ferreira (PL) durante entrevista ao g1
Pedro Alves/g1
Anderson Ferreira, candidato do PL ao governo do Pernambuco, disse, nesta terça-feira (23), que pretende criar 600 mil empregos em quatro anos, reduzir o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e inserir 2,3 milhões de pessoas na tarifa social de água.
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Ele foi o segundo a ser entrevistado pela apresentadora Clarissa Góes, na série do g1 que começou na segunda-feira (22).
Durante a entrevista, o candidato afirmou que pretende fazer uma Parceria Público Privada (PPP) para a saúde em todo o estado, e intermediar o processo de recuperação judicial do Estaleiro Atlântico Sul, no Complexo Portuário de Suape, no Litoral Sul de Pernambuco.
A primeira entrevistada da série foi Marília Arraes (Solidariedade). Depois de Anderson Ferreira, serão ouvidos Danilo Cabral (PSB), na quarta-feira (24); Raquel Lyra (PSDB), na quinta-feira (25); e Miguel Coelho (União Brasil), na sexta-feira (26).
Eles tiveram 5% ou mais na pesquisa Ipec de 15 de agosto e, por isso, serão entrevistados ao vivo por Clarissa Góes, apresentadora do Bom Dia Pernambuco, direto do estúdio do g1, no Recife.
Jadilson Bombeiro (PMB), Ubiracy Olímpio (PCO), João Arnaldo (PSOL), Jones Manoel (PCB), Pastor Wellington (PTB) e Claudia Ribeiro (PSTU), que tiveram menos que 5%, participarão de entrevistas gravadas, que serão exibidas de 29 de agosto a 6 de setembro.
Veja, abaixo, todos os trechos da entrevista de Anderson Ferreira ao g1:
Problemas nas estradas
PPPs na saúde
Centralização dos serviços médicos
Abastecimento de água e saneamento
Mortes por causa da chuva
Alagamentos
Disputa por Fernando de Noronha
Educação em Pernambuco
Violência
Projeto do Estatuto da Família
Propostas para população LGBTQIA+
Passeio com Bolsonaro
ICMS sobre os combustíveis
Estaleiro Atlântico Sul e empregos
Ambiente de negócios
IPVA e tarifa social de água
Metrô e transporte público
Turismo
Problemas nas estradas
A primeira pergunta foi sobre a situação das rodovias de Pernambuco. Anderson Ferreira disse que esse é um tópico prioritário da gestão dele, caso eleito para o governo, e afirmou que os problemas de infraestrutura impactam a economia de Pernambuco. “O escoamento da produção é feito também pelas estradas. Então, a gente vê essa dificuldade acontecer no Agreste, no Sertão e aqui na Região Metropolitana, e, com certeza, essa será uma prioridade no nosso governo”, afirmou. Também falou sobre os primeiros atos de campanha ao ser lançado como candidato ao Executivo estadual, e disse ser o candidato do presidente Jair Bolsonaro (PL), do mesmo partido.
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PPPs na saúde
Anderson Ferreira, ao falar de saúde, lembrou o período em que foi prefeito de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Ele disse que, na pandemia, enfrentou dificuldades com a superlotação, especialmente porque muitas pessoas deixaram de pagar planos de saúde e recorreram à saúde pública. Afirmou que fez a “primeira PPP [parceria público privada] de saúde do Brasil”, o que pretende replicar no estado caso seja eleito. “Em Jaboatão, [a PPP] foi para as unidades básicas de saúde. O que nós precisamos é rever toda a área de saúde de Pernambuco, hospital por hospital”, afirmou, ao dizer que precisa, antes de expandir a rede de saúde pública, requalificar as unidades existentes.
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Centralização dos serviços médicos
Respondendo a uma pergunta do público sobre a centralização dos serviços médicos no Grande Recife, Anderson Ferreira disse que pretende interiorizar o atendimento aos pacientes. Nesse ponto, ele criticou o PSB, lembrando que há 16 anos o partido está à frente do governo do estado, e chamou Paulo Câmara (PSB) de “pior governador da história de Pernambuco”. “Chegou a hora de ter um candidato a governador que fale a verdade. Não estou aqui para desconstruir biografia de ninguém, mas o que os indicadores demonstram é que estamos completamente no caminho errado. Tem que separar o time do bem do time que está aí”, declarou. Afirmou também ser contra o aborto e a legalização das drogas.
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Abastecimento de água e saneamento
Anderson Ferreira chamou de “equivocada” a forma como a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) presta serviço à população. “Chega a conta, mas não chega a água”, disse. Lembrando novamente o período como prefeito de Jaboatão, disse que conversava com os responsáveis pela parceria público privada da empresa e disse que, assim que asfaltava ruas na cidade, a Compesa “rasgava” a via. “Esse contrato precisa ter metas e responsabilidade com a população”, afirmou.
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Mortes por causa da chuva
Anderson Ferreira foi questionado sobre investimentos em áreas de morro, já que Jaboatão, cidade da qual ele foi gestor até o fim de março, foi o local onde mais morreram pessoas nas chuvas que mataram mais de 130 pessoas em Pernambuco. Somente no município, foram 64 óbitos. “A gente fica triste de saber de uma tragédia como essa, não me esquivo dessa responsabilidade, até porque, nessa mesma área em que houve o maior número de mortes foram investidos R$ 10 milhões em obras de contenção”, afirmou.
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Alagamentos
O candidato também foi questionado sobre alagamentos nos bairros de Jaboatão que circundam a Lagoa do Náutico, cujos moradores são vítimas de inundações frequentes. “Temos que fazer uma drenagem na Lagoa do Náutico, ela precisa receber, porque toda água, estamos abaixo do nível do mar, Recife, Jaboatão… São cidades que estão abaixo do nível do mar. Mas uma obra para ser executada como essa tem que ser uma obra em sintonia com o governo federal. Os cofres públicos do município não comportavam fazer essa drenagem”, declarou, sugerindo também a construção de um parque no entorno da lagoa.
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Disputa por Fernando de Noronha
A apresentadora Clarissa Góes lembrou a disputa travada pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) pela titularidade de Fernando de Noronha. Anderson Ferreira disse que a União pediu o “cumprimento do contrato”, e disse que pretende manter com o estado a gestão do arquipélago. “Os pernambucanos não estão tendo direito de ir a Fernando de Noronha. Primeiro, pela falta de assistência na área de saúde, muito menos de infraestrutura. Muito que ocorreu foi por conta do não cumprimento da ilha de Fernando de Noronha”, disse.
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Educação em Pernambuco
Para a educação, Anderson Ferreira lembrou do projeto Jaboatão Prepara, voltado a alunos do 9º ano do ensino fundamental, para prepará-los para vestibulares. O projeto foi premiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e o candidato afirmou que pretende, se for eleito, expandi-lo para o estado. “Hoje eu vejo queixas absurdas de merendas na rede estadual. Em Jaboatão, o cardápio é confeccionado de acordo com a necessidade do aluno. Se o aluno é hipertenso, tem diabetes, a mãe comunica à escola e a merenda vem da forma que é necessária para aquele aluno”, afirmou.
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Violência
Sobre o combate à violência em Pernambuco, o candidato afirmou que os profissionais de segurança estão desmotivados e que falta equipamentos e materiais e prometeu fazer uma equiparação salarial das frotas. “Vejo policiais dizendo que estão dividindo colete à prova de balas, comerciantes pagando manutenção de viaturas da polícia. Tem delegacias que não têm nem placa dizendo que é uma delegacia”, disse. Também propôs aparelhar os órgãos de segurança com investimento em tecnologia.
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Projeto do Estatuto da Família
Anderson Ferreira, enquanto deputado federal, foi autor do Projeto de Lei que cria o Estatuto da Família, que ainda está com a tramitação parada e sofreu críticas da comunidade LGBTQIA+ por considerar como família a união entre homens e mulheres. Ele se defendeu e disse não ser homofóbico. “A única forma de eu criar um parâmetro para as políticas públicas era extraindo a Constituição. O que a Constituição garantir, vai ter direito. Eu não posso criar um conceito de família que está diferente da Constituição”, declarou.
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Propostas para população LGBTQIA+
O candidato também foi questionado sobre as propostas para a população LGBTQIA+ e afirmou que, se for eleito, “como governante, sentarei com todas as categorias, sim, como sempre tenho feito”, mas não citou propostas específicas. “Sou contra o aborto, contra a legalização das drogas, não tenho dificuldade, sou a favor da valorização da família”, completou.
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Passeio com Bolsonaro
Anderson Ferreira também foi questionado sobre o passeio de moto que participou com Bolsonaro, no Recife, onde trafegou na garupa da moto pilotada pelo presidente, ambos sem capacete, o que, de acordo com o Código de Trânsito, é uma infração. “Ato político é algo diferente do que você fazer um transporte na caçamba de uma caminhonete”, afirmou.
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ICMS sobre os combustíveis
Sobre o preço dos combustíveis, Anderson Ferreira foi questionado sobre se fará redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Ele disse que pretende adotar a medida. “Nosso presidente conseguiu algo inédito, unir o Congresso ali para ter essa redução. Infelizmente, o governo de Pernambuco é incompetente. Paulo Câmara e Danilo Cabral não querem repassar esse aumento para a população”, afirmou. Disse, também, que pretende amenizar o impacto na receita estadual fazendo economias na gestão pública.
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Estaleiro Atlântico Sul e empregos
Anderson Ferreira também afirmou que pretende recuperar o Estaleiro Atlântico Sul, atualmente em recuperação judicial. Ele disse que pretende intervir no processo e facilitar a recuperação por meio da concessão a uma empresa que, atualmente, mostrou intenção de fazer um pátio de contêiner no local. “Por que o governo de Pernambuco não se habilita para participar dessa recuperação judicial, se ele é a parte interessada? Para poder unir. Se tu tem um cliente e tu tem outro que está em recuperação judicial, entra lá, para poder unir as pessoas e a gente tirar esse imbróglio”, questionou. Finalizou dizendo que pretende gerar 600 mil empregos em quatro anos. “Quero ser conhecido como o governador que mais gerou empregos. Vamos gerar 600 mil empregos em quatro anos, vamos fazer o que essa turma não fez em oito”, disse.
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Ambiente de negócios
Anderson Ferreira também afirmou que pretende tornar Pernambuco um ambiente propício para negócios. Afirmou que, como prefeito de Jaboatão, atraiu empreendimentos para a cidade. “Eu vou botar os documentos debaixo do braço e bater na porta. Vou apresentar Pernambuco para todo mundo, vou conversar com investidores, sim.
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IPVA e tarifa social de água
O candidato também foi questionado sobre como pretende fazer as conclusões de obras que tem prometido ao mesmo tempo que abre mão de receita, como a redução do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Para baixar o imposto, ele disse que pretende congelar a taxa usando como referência a Tabela Fipe, considerada o principal índice para a negociação de carros no país. Disse, também, que pretende inserir 2,3 milhões de pessoas na tarifa social de água. “Hoje, existe o CadÚnico, o cadastro é todo online, é tecnologia, a migração tem que ser feita automática”, disse.
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Metrô e transporte público
Sobre os constantes problemas no Metrô do Recife, gerenciado pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), uma empresa federal, Anderson Ferreira disse que é preciso fazer parcerias com o governo federal, mas o estado também precisa atuar. “Existe uma dívida do governo do estado com os terminais do metrô. Quer dizer, esse trabalho tem que ser integrado. Se o nosso governo vai ser um governo alinhado com o governo federal, você não tenha dúvida nenhuma de que vamos prestar um grande serviço, tanto na área de metrô quanto de transporte público”, disse. Também disse que teria que “redesenhar” o modelo do BRT do Grande Recife e finalizar as obras inacabadas do sistema.
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Turismo
Anderson Ferreira foi questionado sobre as políticas que pretende fazer para a cultura e falou sobre o turismo. Ele afirmou que, em Pernambuco, é possível explorar a área de vinicultura do interior do estado, além do turismo religioso. “Temos que reativar o Litoral Norte. O Litoral Norte ficou abandonado, e, se você olhar, o Litoral Sul chega em Porto de Galinhas e para, Tamandaré, no máximo”.
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Próximos entrevistados
Os candidatos entrevistados ao vivo, nesta semana, tiveram 5% ou mais de intenção de voto na pesquisa Ipec de 15 de agosto. Eles têm direito a uma hora de entrevista. Os próximos entrevistados são os seguintes:
Danilo Cabral (PSB) – 24/08 – 14h;
Raquel Lyra (PSDB) – 25/08 – 14h;
Miguel Coelho (União Brasil) – 26/08 – 14h.
Os outros seis candidatos terão entrevistas de 20 minutos, gravadas sem corte, exibidas entre 29 de agosto e 3 de setembro. A ordem é a seguinte:
Jadilson Bombeiro (PMB): 29/08 – 14h;
Ubiracy Olímpio (PCO): 30/08 – 14h;
João Arnaldo (PSOL): 31/08 – 14h;
Jones Manoel (PCB): 01/09 – 14h;
Pastor Wellington (PTB): 02/09 – 14h;
Claudia Ribeiro (PSTU): 03/09 – 14h.
Todas as entrevistas ficam disponíveis na íntegra, em vídeo, e em áudio, como episódio especial do podcast “O Assunto”.
A iniciativa do g1 de entrevistar em podcast os candidatos começou em junho, com a série do podcast “O Assunto”, apresentada pela jornalista Renata Lo Prete, com os postulantes à corrida presidencial.
Durante as entrevistas, os candidatos também responderão a perguntas do público.
Clique AQUI para participar. Lembre-se de colocar “Entrevista g1” no título e, no campo mensagem, envie sua pergunta.
VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
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Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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