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Política

André do Prado rebate Salles: ‘Ele precisa entender que fui o escolhido do grupo bolsonarista’ para ser o candidato ao Senado em SP

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Os deputados André do Prado (PL) e Ricardo Salles (Novo), pré-candidatos ao Senado por São Paulo no campo da direita conservadora.
Reprodução/TV Globo e Marcelo Camargo/Agência Brasil
O pré-candidato do PL ao Senado por São Paulo, deputado André do Prado (PL), rebateu nesta terça-feira (12) as críticas feitas por Ricardo Salles (Novo) a sua candidatura ao Senado Federal por SP.
Prado foi escolhido pela família Bolsonaro no campo da direita e recebeu intensas críticas do também bolsonarista Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro.
Após o anúncio da pré-candidatura, Salles criticou o presidente da Alesp e afirmou que André do Prado é “pupilo do Valdemar [da Costa Neto], presidente nacional do PL e preso no escândalo do mensalão”, além de associá-lo ao Centrão, grupo que classificou como “pior que a esquerda” e que, segundo ele, “toma dinheiro, verba e emenda de todo mundo” (veja vídeo abaixo).
Em evento em São Paulo nesta terça-feira (12), Prado afirmou que Salles tem o direito de também se candidatar ao Senado pelo Novo, mas que não vai ter apoio da família Bolsonaro.
“O Salles tem que saber que eu fui o escolhido do grupo bolsonarista. Pelo Eduardo Bolsonaro, pelo Flávio Bolsonaro, pelo governador Tarcísio de Freitas e pelo Partido Liberal (PL). Com relação a essas resistências, com certeza no dia-a-dia, essas pessoas vão me conhecer e saber porque o Eduardo me escolheu. O que eu agrego para a campanha do Flávio Bolsonaro em São Paulo. O que vou trazer de votos para o Flávio Bolsonaro. E a minha lealdade. Vou ser leal”, declarou.
Ricardo Salles diz que não abre mão de candidatura ao Senado em SP por André do Prado
“Estou muito tranquilo nesse apoio porque sempre estive ao lado do presidente Bolsonaro. Todas as vindas dele a São Paulo. Estou no PL há 32 anos e vi a chegada do presidente Bolsonaro”, afirmou.
Apesar da fala, André do Prado confirmou que o PL e a base de Tarcísio de Freitas em São Paulo conversam para que o deputado Delegado Palumbo (MDB) não seja candidato ao Senado e saia como deputado federal. Ele também disse que os dirigentes partidários podem sim conversar com o Novo não lance Salles à mesma vaga que ele, evitando divisão do voto bolsonarista no estado.
“Dentro do campo político tudo é possível. Acho que os dirigentes partidários que são responsáveis devem estar atuando nesse sentido de convergir todas as candidaturas, porém, nós sabemos que isso não é tão simples. O Salles, acho, tá muito claro, que eles vai levar essa candidatura até o final. Temos que respeitar essa posição do Novo. Com relação ao Palumbo há possibilidade dele se lançar deputado federal, porém, é um grande nome também”, declarou.
André do Prado também confirmou que Eduardo Bolsonaro será seu 1° suplente na vaga, se a Justiça Eleitoral permitir. O filho do ex-presidente da República foi cassado pela Câmara dos Deputados no final do ano passado por excesso de faltas e é réu investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Portanto, ele está impedido de se candidatar a qualquer cargo, segundo a lei eleitoral.
Briga com Eduardo Bolsonaro
Ricardo Salles (Novo), Eduardo Bolsonaro (PL) e André do Prado (PL): disputa da ala ideológica do bolsonarismo em São Paulo.
Reprodução/Redes Sociais
Nesta segunda-feira (11), em um vídeo publicado nas redes sociais, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro acusou Salles de “calúnia” por acusá-lo de vender seu apoio a André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
“Ele começou partindo para a calúnia, dizendo que sou bandido, que sou corrupto, que estou aceitando dinheiro em troca do voto, de indicar para as pessoas votarem no André do Prado”, disse Eduardo em um vídeo no YouTube.
“Eu quero que você prove, Salles, que tem algum acordo financeiro entre eu e o André do Prado. Eu quero que você diga onde é que está sua suspeita. Eu quero que você prove o que está falando, porque você está falando que sou corrupto, você está falando que eu sou vendido”, afirmou.
Disputa na direita por vagas na eleição do Senado
O pano de fundo da disputa é a definição das candidaturas no campo da direita. A chapa de Tarcísio terá André do Prado e Guilherme Derrite, do PP, que foi secretário de Segurança Pública de SP.
Integrantes do grupo bolsonarista entendem que uma terceira candidatura de direita, caso Salles siga adiante, poderia dividir votos e beneficiar os aliados de Lula, que devem lançar dois nomes entre Simone Tebet (PSB), Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede).
Salles tem dado indicações de que não vai desistir. “Para o André do Prado, pupilo do Valdemar, não abro mão de jeito nenhum. Porque ele é Centrão. Nunca foi, jamais será de direita. Candidato de direita tem que ter história na direita. E ele não tem nenhuma”, disse ele na semana passada, em suas redes sociais.
O deputado do Novo afirmou que só abrirá mão da sua candidatura caso o escolhido para a segunda vaga seja o vice-prefeito da capital paulista, Ricardo Mello Araújo (PL).
“Vocês retiram a candidatura do André do Prado e colocam o Mello Araújo. Se vocês colocarem ele, eu abro mão da minha candidatura. E fica só o Derrite e ele. Vamos ver se vocês querem realmente prestigiar a direita ou se é jogada do Valdemar”, afirmou.
No vídeo que postou nesta segunda, Eduardo Bolsonaro afirmou que a decisão de apoiar André do Prado foi tomada sem acordos com ninguém. O ex-deputado, que está nos Estados Unidos há mais de um ano e perdeu o mandato, afirmou que deve ser primeiro suplente na chapa.
“Eu sentei e conversei com várias pessoas e tomei uma decisão, porque em algum momento nós temos que tomar uma decisão […]. Fiz um vídeo ao lado do André do Prado porque não é um apoio tímido, que eu tenho vergonha; é uma pessoa que está junto comigo em um projeto, e fiz isso tudo achando que dali poderia nascer um debate interessante”, disse o filho de Jair Bolsonaro.
Em outro trecho, Eduardo disse que o deputado do Novo está “virando meme” por sua conduta de “ser de biruta de vento político”.
“Você está virando meme nas páginas, Salles, por causa dessa sua conduta de ser biruta de vento político. Não faça isso, cara. Você é quem, na última análise, está se desgastando. Não sou eu, não, Salles. Eu sou o primeiro suplente de uma chapa. O cabeça é o André do Prado, mas não faça isso, que você cai em descrédito. Agora, mais uma vez, você está notoriamente quieto. Todo mundo viu isso. Por que você acha que essa é a estratégia correta para você se manter dentro do tabuleiro político com mandato? Eu acho que não”, disse.

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Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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