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Economia

Aneel deve mudar critérios para tratamento diferenciado de distribuidoras em áreas de milícia e tráfico; entenda

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Por causa do risco para funcionários, empresas não conseguem entrar nesses locais para retirar ‘gatos’ de energia e fazer cobranças. Por isso, recebem ajuda para recompor perdas. Área de atuação de grupo miliciano na Zona Oeste do Rio
Reprodução/ TV Globo
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve mudar os critérios para classificar as distribuidoras que operam em áreas dominadas por milícias ou tráfico. A revisão da norma está prevista para começar no segundo semestre deste ano.
A expectativa é que a Aneel mude os critérios até a renovação dos contratos das distribuidoras do Rio de Janeiro.
Segundo as regras atuais da Aneel, duas distribuidoras têm operações em áreas assim: Enel RJ e Light, as duas no Rio de Janeiro. Por isso, essas empresas têm um tratamento diferenciado para as chamadas “perdas não técnicas” – “gatos” ou furtos de energia.
No Rio de Janeiro, uma investigação chegou a um carnê de prestações imposto pela milícia a moradores e comerciantes
Atualmente, a Aneel usa o CEP como uma forma de definir as empresas que se encontram em áreas de milícias ou tráfico. O critério considera as regiões onde os Correios não conseguem fazer entregas.
Mas a Aneel considera que o CEP pode não ser suficiente para distinguir as áreas em que a distribuidora não consegue entrar para retirar “gatos” de furto de energia ou fazer cobranças.
💡Quando a Aneel reconhece os furtos de energia na tarifa para ajudar a empresa a recompor as perdas, isso aumenta a conta de luz para os consumidores pagantes.
“Sem dúvida esse é um ponto crucial que todas as empresas ao longo da aplicação do regulamento vêm trazendo. O CEP, só o CEP, não é suficiente para caracterizar essas áreas”, disse a superintendente de Gestão Tarifária da Aneel, Camila Bomfim.
A superintendente afirmou que a agência vai estudar outras variáveis, que sejam públicas e abrangentes para outras realidades estaduais.
Renovação das concessões
A Aneel aprovou na terça-feira (25) a minuta dos termos aditivos dos contratos de concessão de distribuidoras. Até 2031, 20 distribuidoras terão seus contratos encerrados e poderão optar pela renovação.
A minuta prevê que, na próxima revisão tarifária das distribuidoras que renovarem os contratos, a Aneel vai discutir um plano de combate às perdas com reflexos no cálculo da tarifa de energia.
Ou seja, uma tarifa diferenciada para as distribuidoras em “áreas de severas restrições operativas”, como áreas de milícia e tráfico.
“Quando a gente fala do plano de investimento, é um olhar de também dar uma oportunidade para o concessionário de ex ante de fazer isso, isso e isso para enfrentar esse problema. E a Aneel se debruçar [para entender se parece razoável]”, declarou a diretora Agnes Costa, em entrevista nesta quarta-feira (26).
“Temos que ter alguma forma de comparar com outras empresas porque senão ficamos sempre naquela história de achar que de repente tudo que foi trazido é verdade, e na verdade poderia ser um plano mais eficiente”, continuou.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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