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Anistia: projeto atinge assinaturas para propor ‘rito acelerado’ na Câmara; saiba o que acontece agora

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Cabe ao presidente da Câmara, Hugo Motta, colocar a urgência para votação em plenário – e o próprio projeto, se a urgência for aprovada. Grupo ligado a Bolsonaro quer perdoar penas de vândalos do 8 de janeiro. A oposição na Câmara dos Deputados conseguiu reunir as assinaturas necessárias para dar início à tramitação de um pedido de urgência ao projeto que perdoa condenações de vândalos do 8 de janeiro de 2023.
O requerimento proposto pelo líder do PL na Casa, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), atingiu 258 assinaturas, uma a mais que o necessário, no fim da noite desta quinta-feira (10).
Os dados foram obtidos pelo g1 junto ao sistema de verificação de assinaturas eletrônicas da Câmara dos Deputados (veja a lista completa de quem assinou mais abaixo).
O número corresponde à “metade mais um” dos 513 deputados com mandato – a chamada “maioria absoluta”.
🔎 O regime de urgência permite um andamento mais acelerado ao projeto. Ao entrar em urgência, uma proposta não precisa passar pelas comissões temáticas da Casa e pode ser analisada diretamente no plenário.
O alcance do número de assinaturas, no entanto, não significa que o projeto está automaticamente em urgência.
🔔 Os apoios colhidos permitem somente que o requerimento seja, enfim, protocolado e registrado no sistema da Câmara.
Até aqui, portanto, a estratégia está sendo bem-sucedida em evitar que o projeto tenha que ser analisado pelas comissões da Câmara (um rito muito mais lento, que pode murchar o texto).
⏩ Mas para que a urgência seja aplicada ao projeto da anistia, será preciso que o pedido seja aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados. A aprovação depende de, no mínimo, 257 votos favoráveis.
⌛ A votação da urgência também não é incluída automaticamente na pauta do plenário. Cabe ao presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), colocar em pauta e definir quando o requerimento será analisado.
Bolsonaro participa de ato pró-Anistia na Avenida Paulista
As lideranças da oposição na Câmara se mobilizaram ao longo dos últimos dias para conquistar apoio entre colegas a fim de levar o projeto à votação direta no plenário da Casa.
O movimento partiu de uma mudança de estratégia do PL, que, inicialmente, contava com apoio de líderes partidários para registrar o pedido no sistema da Casa.
Na última semana, Sóstenes Cavalcante afirmou, porém, que Hugo Motta teria proibido lideranças da Câmara de apoiar requerimento da sigla que pedia urgência à proposta.
A partir disso, Sóstenes passou a pedir pessoalmente a cada deputado que registrasse o seu apoio à urgência. Na terça (8), o líder do PL chegou a ir ao Aeroporto de Brasília para recepcionar e pressionar parlamentares a assinar o requerimento.
Do total de assinaturas, o PL é o partido com o maior número de parlamentares que registraram apoio. Dos 92 deputados da sigla na Câmara, 89 assinaram o requerimento.
O União Brasil, que ocupa ministérios na Esplanada do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é o segundo partido em número de assinaturas. 36 deputados — dos 59 que compõem a bancada — endossaram o pedido.
O PP, que comanda o Ministério do Esporte, vem na sequência com 34 assinaturas. Outras siglas que integram a Esplanada também estão entre as de maiores adesões ao requerimento: Republicanos (26 assinaturas); PSD (23); e MDB (21).
Entre as lideranças partidárias da Casa, além de Sóstenes, somente dois representantes de bancadas assinaram o pedido de urgência: líder do PP, Doutor Luizinho (RJ); e a líder do Novo, Adriana Ventura (SP). Eles assinaram de forma individual, sem representar a bancada.
Os líderes da oposição, deputado Zucco (PL-RS), e da minoria, Caroline de Toni (PL-SC), também endossaram o pedido.
Após alcançar o número de assinaturas necessário para apresentar formalmente o pedido de urgência, Sóstenes Cavalcante disse ter “certeza” de que outros colegas vão endossar o requerimento ao longo dos próximos dias.
‘Limbo’ na Câmara
Atualmente, o PL da Anistia está numa espécie de “limbo” na Câmara. Em 2024, o texto chegou a quase ser votado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, mas o então presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), devolveu a proposta à estaca zero.
Temendo repercussão negativa e tentando afastar problemas para a candidatura de Hugo Motta, Lira definiu que o projeto deveria sair da CCJ e passar, em vez disso, por uma comissão especial.
O colegiado especial substituiria uma série de outras comissões, mas, apesar de previsto, nunca foi instalado de fato.
A análise pela comissão especial é um dos instrumentos mais mencionadas pelo presidente Hugo Motta para encaminhar a discussão da medida. O colegiado já está criado internamente e, se optasse por este caminho, Motta somente precisaria determinar que os líderes indicassem membros para a composição.
Na última segunda (7), o presidente da Câmara argumentou que é necessário discutir o tema com “seriedade” e sinalizou que, sem negociações, o projeto pode agravar uma crise institucional entre os Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo.
Na ocasião, Motta defendeu, ainda, a busca por uma “solução” em conversas com Executivo e o Judiciário.
O projeto
Antes de Lira retirar o projeto da CCJ, o deputado Rodrigo Valadares (União-SE) chegou a apresentar um parecer.
O texto estabelece um perdão a todos os delitos — com motivação política ou eleitoral, e outros definidos pelo Código Penal — ocorridos entre 8 de janeiro de 2023 e a eventual data de entrada em vigor da lei por pessoas que:
participaram de manifestações com motivo político ou eleitoral nessas datas
financiaram e apoiaram os atos no período
A proposta do ex-relator previa também que a anistia poderia valer para eventos anteriores ou posteriores, caso tenham relação com os atos de 8 de janeiro.
Pelo parecer, não seriam perdoados, porém, crimes como depredação a patrimônios públicos e históricos.
Na prática, o texto “apagaria” a maior parte das condenações criminais aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos vândalos e deixaria somente delitos com menor pena — depredação a patrimônio público.
O relatório apresentado por Rodrigo Valadares à CCJ também trazia uma outra medida para derrubar as condenações do Supremo.
O texto previa que condenações por crimes contra o Estado Democrático de Direito não poderão ser baseadas nos chamados crimes multitudinários — aqueles cometidos em grupo, quando todos contribuem para o resultado a partir de uma ação conjunta.
A tese do crime multitudinário tem sido aplicada pelo STF na condenação de réus pelos atos golpistas.
Veja os deputados que assinaram o requerimento para acelerar o projeto:

Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
Raimundo Santos (PSD-PA)
Maurício Carvalho (UNIÃO-RO)
Carla Dickson (UNIÃO-RN)
Reinhold Stephanes (PSD-PR)
Adriana Ventura (NOVO-SP)
Capitão Alden (PL-BA)
Pastor Eurico (PL-PE)
Greyce Elias (AVANTE-MG)
Coronel Fernanda (PL-MT)
Ricardo Salles (NOVO-SP)
Osmar Terra (MDB-RS)
Roberta Roma (PL-BA)
Ismael (PSD-SC)
Missionário José Olimpio (PL-SP)
Roberto Monteiro Pai (PL-RJ)
General Girão (PL-RN)
Gilson Marques (NOVO-SC)
General Pazuello (PL-RJ)
Coronel Ulysses (UNIÃO-AC)
Joaquim Passarinho (PL-PA)
Dr. Ismael Alexandrino (PSD-GO)
Glaustin da Fokus (PODE-GO)
Pr. Marco Feliciano (PL-SP)
Sargento Fahur (PSD-PR)
Franciane Bayer (REPUBLICANOS-RS)
Gustavo Gayer (PL-GO)
Simone Marquetto (MDB-SP)
Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG)
Carlos Jordy (PL-RJ)
Zé Trovão (PL-SC)
Daniel Agrobom (PL-GO)
Pastor Diniz (UNIÃO-RR)
Delegado Palumbo (MDB-SP)
Bia Kicis (PL-DF)
Luiz Lima (PL-RJ)
Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)
Jefferson Campos (PL-SP)
Gutemberg Reis (MDB-RJ)
Mauricio Marcon (PODE-RS)
Rosana Valle (PL-SP)
Dr. Frederico (PRD-MG)
Delegado Caveira (PL-PA)
Gilberto Nascimento (PSD-SP)
Helio Lopes (PL-RJ)
Chris Tonietto (PL-RJ)
Diego Garcia (REPUBLICANOS-PR)
Lafayette de Andrada (REPUBLICANOS-MG)
Felipe Francischini (UNIÃO-PR)
Coronel Assis (UNIÃO-MT)
Ricardo Barros (PP-PR)
Magda Mofatto (PRD-GO)
Pedro Lupion (PP-PR)
Marcel van Hattem (NOVO-RS)
André Ferreira (PL-PE)
Marcelo Moraes (PL-RS)
Coronel Meira (PL-PE)
Eros Biondini (PL-MG)
Sanderson (PL-RS)
Filipe Martins (PL-TO)
Alfredo Gaspar (UNIÃO-AL)
Sargento Gonçalves (PL-RN)
Capitão Augusto (PL-SP)
Cabo Gilberto Silva (PL-PB)
Gisela Simona (UNIÃO-MT)
Giacobo (PL-PR)
Nelson Barbudo (PL-MT)
Rodolfo Nogueira (PL-MS)
Soraya Santos (PL-RJ)
Silvia Waiãpi (PL-AP)
Bibo Nunes (PL-RS)
Dr. Zacharias Calil (UNIÃO-GO)
Rodrigo da Zaeli (PL-MT)
Vermelho (PL-PR)
Filipe Barros (PL-PR)
Stefano Aguiar (PSD-MG)
Delegado Éder Mauro (PL-PA)
Mendonça Filho (UNIÃO-PE)
Wellington Roberto (PL-PB)
Altineu Côrtes (PL-RJ)
Nicoletti (UNIÃO-RR)
Zucco (PL-RS)
Any Ortiz (CIDADANIA-RS)
Carla Zambelli (PL-SP)
Fernando Rodolfo (PL-PE)
Luiz Gastão (PSD-CE)
Rosangela Moro (UNIÃO-SP)
Ricardo Guidi (PL-SC)
Amaro Neto (REPUBLICANOS-ES)
Thiago Flores (REPUBLICANOS-RO)
Rodrigo Valadares (UNIÃO-SE)
Cristiane Lopes (UNIÃO-RO)
Pedro Westphalen (PP-RS)
Otoni de Paula (MDB-RJ)
Dayany Bittencourt (UNIÃO-CE)
Vinicius Carvalho (REPUBLICANOS-SP)
Luciano Alves (PSD-PR)
Lincoln Portela (PL-MG)
Pezenti (MDB-SC)
Clarissa Tércio (PP-PE)
Geovania de Sá (PSDB-SC)
Daniela Reinehr (PL-SC)
Zé Vitor (PL-MG)
André Fernandes (PL-CE)
Mario Frias (PL-SP)
Silas Câmara (REPUBLICANOS-AM)
Capitão Alberto Neto (PL-AM)
Domingos Sávio (PL-MG)
Caroline de Toni (PL-SC)
Mauricio do Vôlei (PL-MG)
Paulo Freire Costa (PL-SP)
Julio Cesar Ribeiro (REPUBLICANOS-DF)
Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP)
Delegado Ramagem (PL-RJ)
Emidinho Madeira (PL-MG)
Marcio Alvino (PL-SP)
Hugo Leal (PSD-RJ)
Olival Marques (MDB-PA)
Evair Vieira de Melo (PP-ES)
Luis Carlos Gomes (REPUBLICANOS-RJ)
Dr. Jaziel (PL-CE)
Miguel Lombardi (PL-SP)
Dr. Fernando Máximo (UNIÃO-RO)
Ossesio Silva (REPUBLICANOS-PE)
Maria Rosas (REPUBLICANOS-SP)
Gilvan da Federal (PL-ES)
Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
Allan Garcês (PP-MA)
José Medeiros (PL-MT)
Junio Amaral (PL-MG)
Messias Donato (REPUBLICANOS-ES)
Sargento Portugal (PODE-RJ)
Eli Borges (PL-TO)
Adilson Barroso (PL-SP)
Dr. Luiz Ovando (PP-MS)
Marcos Pollon (PL-MS)
Nikolas Ferreira (PL-MG)
Alberto Fraga (PL-DF)
Julia Zanatta (PL-SC)
Dilceu Sperafico (PP-PR)
Professor Alcides (PL-GO)
Rosângela Reis (PL-MG)
Icaro de Valmir (PL-SE)
Silvia Cristina (PP-RO)
Daniel Freitas (PL-SC)
Giovani Cherini (PL-RS)
Rodrigo Estacho (PSD-PR)
Delegada Ione (AVANTE-MG)
Junior Lourenço (PL-MA)
Rafael Simoes (UNIÃO-MG)
Delegado Marcelo Freitas (UNIÃO-MG)
Kim Kataguiri (UNIÃO-SP)
David Soares (UNIÃO-SP)
Dani Cunha (UNIÃO-RJ)
Padovani (UNIÃO-PR)
Alceu Moreira (MDB-RS)
Marussa Boldrin (MDB-GO)
Luiz Carlos Motta (PL-SP)
Danilo Forte (UNIÃO-CE)
Luiz Fernando Vampiro (MDB-SC)
Célio Silveira (MDB-GO)
José Nelto (UNIÃO-GO)
Átila Lira (PP-PI)
Jeferson Rodrigues (REPUBLICANOS-GO)
Gilson Daniel (PODE-ES)
Cobalchini (MDB-SC)
Luisa Canziani (PSD-PR)
Afonso Hamm (PP-RS)
Julio Arcoverde (PP-PI)
Tião Medeiros (PP-PR)
Da Vitoria (PP-ES)
Lucio Mosquini (MDB-RO)
Doutor Luizinho (PP-RJ)
Julio Lopes (PP-RJ)
Pinheirinho (PP-MG)
Ana Paula Leão (PP-MG)
Delegado Fabio Costa (PP-AL)
Claudio Cajado (PP-BA)
Matheus Noronha (PL-CE)
Vicentinho Júnior (PP-TO)
Cezinha de Madureira (PSD-SP)
Vinicius Gurgel (PL-AP)
Delegado Bruno Lima (PP-SP)
Mauricio Neves (PP-SP)
Fred Linhares (REPUBLICANOS-DF)
Covatti Filho (PP-RS)
Thiago de Joaldo (PP-SE)
Sonize Barbosa (PL-AP)
Daniel Trzeciak (PSDB-RS)
Delegado da Cunha (PP-SP)
Silvye Alves (UNIÃO-GO)
Tiririca (PL-SP)
Moses Rodrigues (UNIÃO-CE)
Lula da Fonte (PP-PE)
Eduardo da Fonte (PP-PE)
Carlos Henrique Gaguim (UNIÃO-TO)
Ronaldo Nogueira (REPUBLICANOS-RS)
Alex Santana (REPUBLICANOS-BA)
Dr. Victor Linhalis (PODE-ES)
Ribamar Silva (PSD-SP)
Sergio Souza (MDB-PR)
Beto Pereira (PSDB-MS)
Diego Andrade (PSD-MG)
Lucas Redecker (PSDB-RS)
Josivaldo Jp (PSD-MA)
Leur Lomanto Júnior (UNIÃO-BA)
Eduardo Velloso (UNIÃO-AC)
Antonio Andrade (REPUBLICANOS-TO)
Rafael Prudente (MDB-DF)
Luiz Carlos Hauly (PODE-PR)
AJ Albuquerque (PP-CE)
Pedro Aihara (PRD-MG)
Marcelo Crivella (REPUBLICANOS-RJ)
Roberto Duarte (REPUBLICANOS-AC)
João Leão (PP-BA)
Duda Ramos (MDB-RR)
Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG)
Gabriel Mota (REPUBLICANOS-RR)
Defensor Stélio Dener (REPUBLICANOS-RR)
Albuquerque (REPUBLICANOS-RR)
Igor Timo (PSD-MG)
Pastor Gil (PL-MA)
Lebrão (UNIÃO-RO)
Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR)
Marangoni (UNIÃO-SP)
Alexandre Guimarães (MDB-TO)
Juarez Costa (MDB-MT)
Jorge Goetten (REPUBLICANOS-SC)
Mersinho Lucena (PP-PB)
Paulo Folletto (PSB-ES)
Bebeto (PP-RJ)
Danrlei de Deus Hinterholz (PSD-RS)
Detinha (PL-MA)
Fausto Santos Jr. (UNIÃO-AM)
Paulo Litro (PSD-PR)
Geraldo Mendes (UNIÃO-PR)
Nely Aquino (PODE-MG)
Zezinho Barbary (PP-AC)
Luiz Nishimori (PSD-PR)
Nitinho (PSD-SE)
Helena Lima (MDB-RR)
Luiz Carlos Busato (UNIÃO-RS)
Fabio Schiochet (UNIÃO-SC)
Renata Abreu (PODE-SP)
Pastor Sargento Isidório (AVANTE-BA)
Adriano do Baldy (PP-GO)
Murillo Gouvea (UNIÃO-RJ)
Misael Varella (PSD-MG)
Fábio Teruel (MDB-SP)
Aluisio Mendes (REPUBLICANOS-MA)
José Rocha (UNIÃO-BA)
Celso Russomanno (REPUBLICANOS-SP)
Benes Leocádio (UNIÃO-RN)
Bruno Ganem (PODE-SP)
Ely Santos (REPUBLICANOS-SP)
Arnaldo Jardim (CIDADANIA-SP)
Josimar Maranhãozinho (PL-MA)
Paulo Azi (UNIÃO-BA)

Sóstenes Cavalcante (PL-RJ(PSD-PA)
Raimundo Santos
Maurício Carvalho
Reinhold Stephanes
Adriana Ventura (NOV
Capitão Alden
Pastor Eurico (PL-O-SP)
Greyce Elias (AVANTE-MG)O-SP)
Coronel Fernanda O-SP)
Ricardo Salles (NOV
Osmar Terra
Ismael (PSD-(PL-SP)SP)
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Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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