Política
Antes uma das maiores bancadas, PSDB vê êxodo e corre risco de ficar sem nenhum nome no Senado
Partido chegou a ter 16 representantes e ocupou, por mais de 20 anos, a terceira posição no ranking de bancadas da Casa. Após sucessivas saídas, tucanos terão somente um senador. Plínio Valério (AM) será o único senador do PSDB com a saída de Izalci Lucas, marcada para a próxima terça-feira (26)
Beto Barata/Agência Senado
O PSDB terá, a partir da próxima semana, somente um senador filiado ao partido. A sigla passará a dividir o título de menor bancada partidária do Senado com o Novo.
Líder da legenda na Casa, o senador Izalci Lucas (DF) vai oficializar a saída da sigla rumo ao PL na próxima terça-feira (26), confirmando um movimento de aproximação já esperado desde o último ano.
Restará somente Plínio Valério (AM), que preside o diretório estadual tucano no Amazonas e, constantemente, recebe convites para migrar a outros partidos.
A sigla, que chegou a ocupar consistentemente a terceira posição no ranking de partidos da Casa, tem assistido à redução de seu poder ao mesmo tempo em que amarga resultados colhidos nas eleições de 2022, a pior para o partido desde 1990.
Os tucanos abriram 2023 com quatro senadores, nenhum eleito em 2022. Até então, esta já era a menor bancada do partido desde 1994.
Nos meses seguintes ao pleito, o PSDB perdeu dois representantes: Alessandro Vieira (SE), que migrou pro MDB; e Mara Gabrilli (SP), que escolheu o PSD como nova casa.
O PSDB no Senado
Partido perdeu gabinete no Senado
As movimentações e a falta de senadores interessados em migrar para o PSDB levaram o partido a perder o direito à estrutura de liderança dentro do Senado, que prevê gabinete e cargos exclusivos.
Para usufruir dessas vantagens, o regimento interno estabelece que o partido deve ter, no mínimo, três senadores.
O maior sinal da tormenta do PSDB no Senado veio em setembro passado. Sem ter direito às mordomias de lideranças, o partido foi “despejado” do espaço que ocupava havia décadas no edifício principal da Casa. Quase duas dezenas de pessoas estavam lotadas no gabinete.
Bem localizado e próximo à Presidência e ao plenário da Casa, o espaço da liderança dos tucanos chegou a ser disputado por outros partidos.
De lá para cá, foram somente retiradas a placa e o adesivo na porta de vidro que indicavam a função do local, que ainda segue vazio.
Marconi assume comando nacional do PSDB
Disputas internas levaram à desidratação
Parlamentares do partido no Congresso avaliam que a míngua no Senado é um reflexo da crise enfrentada pelo partido nos últimos anos, com um racha ideológico e a saída de nomes históricos, como o atual vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
As disputas internas de comando e divergências a respeito dos rumos do partido nas eleições de 2022 impulsionaram a desidratação do PSDB no Congresso.
Federado ao Cidadania, a sigla voltou seus esforços no pleito para o Congresso. Fracassou. Sem candidato ao Planalto pela primeira vez desde 1989, os tucanos tiveram o pior resultado de sua história nas eleições gerais.
Não conseguiram eleger senadores, conquistaram somente três governadores e perderam o comando do estado de São Paulo, que estava nas mãos do partido há quase três décadas.
Na Câmara, a legenda, que chegou a ter 99 deputados, alcançou a sua menor bancada na história: 13. Nas últimas semanas, porém, perdeu um: Carlos Sampaio (SP), que foi para o PSD.
De saída da legenda, Izalci Lucas disse que não quer fechar a interlocução com o partido. Ele afirmou que deixará a sigla em busca de maiores condições para disputar o governo do Distrito Federal em 2026.
“O PSDB perdeu, perdeu muito [com a redução da bancada ao longo dos anos]”, disse Izalci ao g1.
No ano passado, após a saída de Alessandro Vieira, o atual líder do partido chegou a tentar encorpar a bancada da sigla no Senado com a filiação de Marcos do Val (ES). À época, a entrada de Do Val permitiria a continuidade da estrutura de liderança conquistada pelo PSDB.
A troca, que já estava acertada e havia sido celebrada por Marcos do Val, foi indeferida pelo comando nacional do partido, que divulgou uma nota oficial dizendo ter sido “surpreendida”. No fim, Do Val decidiu se manter filiado ao Podemos.
Na avaliação de Izalci Lucas, depois das disputas em 2022, o partido tem se preparado para uma reconstrução. O parlamentar disse acreditar que, sob o comando de Marconi Perillo, o partido poderá encontrar novas lideranças no Congresso e ampliar os eleitos em 2026.
PSDB em SP pode perder 7 de 8 vereadores
Remanescente tem recebido convites
Último tucano no Senado, Plínio Valério afirmou ao g1 que continuará filiado ao PSDB. Ele é o responsável pelo diretório estadual do partido no Amazonas.
Segundo o senador, diversos partidos já apresentaram convites para que ele deixe o tucanato. Membros do PSDB avaliam que ele pode deixar o partido, mas que uma eventual decisão só deverá ser tomada depois das eleições municipais deste ano.
“Não pretendo pensar nisso tão cedo”, afirmou Valério.
Em março do ano passado, durante um discurso no plenário, o senador disse que o partido precisava se “reinventar”.
Na ocasião, ele atribuiu a redução do partido no Congresso a um “pecado mortal”, que, na avaliação do senador, foi cometido quando a sigla abriu mão de um candidato próprio na disputa ao Planalto.
Em 2022, pela primeira vez em sua história, o PSDB não lançou um candidato à Presidência. Escolheu se unir à candidatura de Simone Tebet (MDB-MS) com a indicação de Mara Gabrilli para a candidatura a vice.
“Nós estamos baqueados, sofremos muito com a eleição passada, mas estamos de pé, procurando nos reinventar e buscar uma alternativa”, declarou Plínio Valério.
O secretário-geral do PSDB, deputado Paulo Abi-Ackel (MG), avaliou que as mudanças da sigla são “normais” e diz que o partido trabalha para filiar senadores. Segundo ele, não há, no entanto, nomes “imediatos”.
“Isso demanda um tempo. A gente não tem imediatamente um substituto. O que a gente pode dizer é que, seguramente, em um curtíssimo espaço de tempo teremos uma bancada maior no Senado”, declarou ao g1.
Para o deputado, a desidratação da bancada do PSDB ocorreu como um reflexo das seguidas mudanças de rumos e comandos na legenda.
“[O Senado] é a Casa mais importante do Congresso Nacional. O que aconteceu foi que o partido sofreu um pouco com a troca de coordenação do Doria para o governador Eduardo Leite e, agora, com Marconi Perillo.”
Paulo Abi-Ackel também acredita que o partido tem conseguido reconquistar espaços em colégios eleitorais importantes, como Minas Gerais.
Ele disse que a legenda voltará a apostar nas eleições gerais de 2026, com um candidato próprio ao Planalto. O PSDB também discute uma nova federação partidária com PDT e Podemos.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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