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Apoio a posições autoritárias diminuiu 10% no Brasil entre 2017 e 2022, aponta Datafolha

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Levantamento feito por iniciativa da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública também aponta que discurso autoritário perdeu força entre jovens de 16 a 24 anos. Pesquisa aponta que discurso autoritário perdeu força entre os mais jovens, de 16 a 24 anos.
Marcos Serra Lima/g1
A média de apoio a posições autoritárias diminuiu 10% no Brasil entre 2017 e 2022, segundo pesquisa feita pelo Datafolha para a Rede de Ação Política pela Sustentabilidade e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública
A proposta do mapeamento é analisar as mudanças no país desde 2017, ano que foi feita uma pesquisa sobre o medo da violência e autoritarismo no país depois do impeachment de Dilma Rousseff e um ano antes das eleições de 2018.
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O estudo deste ano, realizado com apoio do Fundo Canadá para Iniciativas Locais, apontou que a média de apoio a posições autoritárias teve índice de 7,29, um valor 10% menor do que o de 8,10 encontrado em 2017.
A versão utilizada no estudo foi composta por 15 assertivas e respondida por meio de gradação de concordância: concorda totalmente, concorda, concorda parcialmente, discorda parcialmente, discorda, e discorda totalmente (veja abaixo gráfico com discorda, discorda totalmente, concorda e concorda totalmente).
Assim, os níveis de resposta variam de 1 a 6, que foram usados para a criação do “Índice de Propensão ao apoio a Posições Autoritárias”. Este índice corresponde a um ranking de 1 a 10 pontos: quanto mais próximo de 1, menor o apoio a posições autoritárias, e quanto mais próximo de 10, maior é a adesão e apoio a elas.
Apoio a posições autoritárias diminuiu 10% no Brasil entre 2017 e 2022
Arte/g1
A análise dos dados mostrou que a queda no apoio a posição autoritária só não foi maior por conta do aumento na dimensão “agressividade autoritária”, ressalta Renato Sérgio de Lima, sociólogo e diretor presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
“A queda só não foi maior por conta do aumento na dimensão ‘agressividade autoritária’ – predisposição à hostilidade a minorias –, impulsionada, exatamente, pela incitação à radicalização de diversos temas que tangem a segurança pública e a democracia que temos presenciado sobretudo por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. A violência e o medo impedem que a agenda de direitos e cidadania inaugurada pela Constituição Federal avance”, diz.
Ao todo, 2.100 pessoas participaram da pesquisa entre os dias 3 e 13 de agosto de 2022, compondo uma amostra representativa da população brasileira com 16 anos ou mais, em cerca de 130 municípios de pequeno, médio e grande porte. A margem de erro é de 2 pontos.
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Perfil
Aspectos sociodemográficos também influenciam a adesão a posições autoritárias.
Reprodução/Globonews
A tendência a apoiar posições autoritárias em 2022, assim como em 2017, é maior entre quem têm mais medo da violência (índice 7,48) do que entre quem tem menos medo (7,16).
Os pesquisadores também enfatizam que aspectos sociodemográficos também influenciam a adesão a posições autoritárias. Assim, o “Índice de Propensão ao Apoio a Posições Autoritárias” também foi analisado de acordo com a escolaridade, a faixa etária, a cor/raça, a classe econômica, o porte do município, região do país e pela religião. Confira:
Faixa etária
Assim como em 2017, pessoas acima de 45 anos são as mais propensas a apoiar posições autoritárias, índice que cresce com a idade.
No entanto, observa-se que a maior redução do autoritarismo ocorreu entre jovens de 16 a 24 anos (de 8,1 em 2017 para 7,1 em 2022), tornando este grupo o com menor índice em 2022.
Raça/cor

Embora não tenha havido diferença estatisticamente significativa entre a adesão a posições autoritárias por raça/cor, nota-se que as maiores diminuições na adesão entre 2017 e 2022 ocorreram com a população negra. Tanto pessoas pretas quanto pardas apresentaram redução de 1 ponto na média de apoio a posições autoritárias.
Orientação sexual
A menor propensão ao apoio a posições autoritárias é encontrada entre pessoas bissexuais (6,5), seguida da de homossexuais (6,7), que se distanciam da média de heterossexuais (7,3).
Escolaridade
Em 2022, desde as pessoas analfabetas até as pessoas com o nível superior incompleto têm índices muito semelhantes de propensão a posições autoritárias, tornando-se grupos mais homogêneos apesar da diferença da escolaridade.
As diferenças significativas ocorrem com o grupo de pessoas com pós-graduação com as demais faixas de escolaridade;
Classe socioeconômica

Seguindo a média da população geral, houve uma diminuição da propensão ao apoio a posições autoritárias entre todas as classes socioeconômicas.
A classe D/E, embora continue apresentando a maior média junto com a classe C2, foi a que teve maior redução do autoritarismo em comparação com 2017, havendo uma diminuição de 1,1 pontos.
Região
As médias das diferentes regiões do país seguiram a tendência de diminuição da propensão ao autoritarismo em comparação a 2017. Sul e Sudeste tiveram as menores médias (7,1 e 7,2 respectivamente), sendo que a região Sul demonstrou a maior queda no índice em relação a 2017 (de 1,1 ponto).
As diferenças significativas são observadas entre Nordeste e Sul, com o Nordeste apresentando a média maior; e marginalmente entre Nordeste e Sudeste, com Nordeste apresentando a média maior.
Porte e natureza do município
Pessoas residentes nas capitais têm médias menores de propensão a posições autoritárias (7,0) em comparação com aqueles residentes nas regiões metropolitanas e interior (ambos com média 7,3).
Religião
As maiores médias de propensão a posições autoritárias estão entre os católicos e evangélicos e neopentecostais (ambos com média 7,4).
As menores médias estão entre as pessoas de religiões de matriz africana, outras religiões (média 7,0 para ambos), e as sem religião que, com média 6,8, têm a menor propensão de apoio a posições autoritárias.
Apoio a posições autoritárias diminuiu 10% no Brasil entre 2017 e 2022
Marcos Serra Lima/G1

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Política

Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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