Economia
Após 37 anos, zonas de processamento de exportações têm resultados irrelevantes no Brasil, aponta auditoria da CGU
Uma auditoria realizada pela Controladoria Geral da União concluiu que as Zonas de Processamento de Exportações (ZPEs), política criada em 1988, não atendeu à expectativa de impulsionar exportações, gerar emprego, renda e promover o desenvolvimento regional.
Segundo o relatório publicado na última quarta-feira (27), os efeitos foram limitados e incipientes. Apenas a ZPE do Pecém, no estado do Ceará, alcançou resultados significativos, com aumento da produção industrial e aumento do salário médio dos trabalhadores.
ZPEs são áreas localizadas próximas a portos, aeroportos ou fronteiras, para facilitar o escoamento de produtos ao exterior. As empresas que se instalam nesses locais têm isenção de tributos federais, estaduais e municipais.
Processo de produção de placas de aço na Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), no Ceará.
Divulgação
Das doze ZPEs com decreto de criação vigente, apenas quatro estão ativas: Pecém (CE), Parnaíba (PI), Cáceres (MT) e Uberaba (MG). Com exceção da ZPE do Pecém, que existe desde 2013, as demais foram inauguradas entre 2022 e 2024.
Por isso, segundo o relatório da CGU, não houve tempo suficiente para observar impactos significativos.
Mesmo na ZPE do Pecém, os resultados ficaram limitados ao município de São Gonçalo do Amarante, onde ela está instalada. Em 2018, o melhor ano entre 2016 e 2020, a área importou US$ 1,48 bilhão, o que representou apenas 0,6% das importações brasileiras.
Segundo a CGU, esse valor não foi suficiente para afetar significativamente as exportações brasileiras, nem mesmo no estado do Ceará.
A Secretaria Executiva do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação não tem dados atualizados do volume de exportações da ZPE de Pecém.
Novos projetos devem gerar R$ 26 bilhões em exportações
Dados da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, solicitados pela CGU, mostram que as empresas que operam nas ZPEs do Pecém e de Parnaíba somaram mais de R$ 700 milhões de renúncia fiscal de 2023 até setembro de 2024.
Essa quantia, porém, não é exata. A CGU aponta que há dificuldade de acesso a informações sobre atividades econômicas e desempenho das empresas, principalmente por causa do sigilo fiscal de dados sob guarda da Secretaria Especial da Receita Federal.
Segundo a CGU, 48 novos projetos industriais foram formalizados a partir de 2021, somando 69 projetos até setembro de 2024. Desses, 11 foram aprovados nos últimos 12 meses.
A expectativa é de que eles gerem R$ 53 bilhões em investimentos e R$ 26 bilhões em novas exportações. Cerca de 5.500 novos empregos diretos e indiretos devem ser criados.
A instalação de empresas em uma ZPE, no entanto, é um processo custoso e complexo, envolvendo etapas de apresentação, análise e aprovação da proposta, além de implantação de infraestrutura e licenciamentos.
Também foram formalizadas, a partir de 2021, 23 novas propostas de ZPEs. Entre as que devem entrar em operação estão Aracruz (ES), Bacabeira (MA) e Bataguassu (MS).
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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