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Economia

Após apagão, ONS diz que adotou medidas ‘conservadoras’ para garantir segurança do sistema

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Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico, entre as iniciativas tomadas estão a redução da carga de linhas de transmissão e o adiamento de manutenções. Procedimento faz parte do protocolo do órgão. Governo ainda investiga as causas do apagão nacional
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirmou nesta quinta-feira (17) que a rede nacional de energia tem operado em “condições mais conservadoras” para assegurar o fornecimento, após o apagão em 25 estados e Distrito Federal no início da semana.
Segundo o ONS, o procedimento faz parte do protocolo adotado depois de perturbações no sistema.
“No momento, o sistema está sendo operado em condições mais conservadoras para garantir a segurança do atendimento conforme previsto nos Procedimentos de Rede”, escreveu o ONS em nota.
O operador informou que, entre as medidas adotadas no procedimento, estão a redução na carga das linhas de transmissão — ou seja, na energia transportada — e o adiamento de manutenções programadas no sistema
Próximos passos
O ONS deve concluir o Relatório de Análise de Perturbação (RAP) em até 45 dias úteis. O prazo, segundo a assessoria do órgão, começou a contar na quarta (16).
No documento, constará avaliação sobre a causa e os eventos que se sucederam ao desligamento na linha de transmissão, além do desempenho dos sistemas de proteção.
Além da elaboração do RAP, o ONS vai se reunir com representantes do Ministério de Minas e Energia, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e de usinas de geração para avaliar as informações enviadas depois do incidente. O encontro está marcado para o próximo dia 25.
Esse é o primeiro passo para a elaboração do relatório. Outra reunião está prevista para 1º de setembro.
Cronologia do apagão
De acordo com a nota divulgada pelo ONS, o apagão de energia iniciou às 8h30 da última terça (15).
Segundo o órgão, o primeiro evento que levou à interrupção do fornecimento de energia foi a abertura (desligamento) de uma linha de transmissão localizada no Ceará.
O operador afirma que o incidente ocorreu na linha Quixadá-Fortaleza II, de propriedade operada pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), uma subsidiária da Eletrobras.
Na ocasião, a distribuição de aproximadamente 27% da carga elétrica do sistema foi interrompida.
De acordo com o ONS, a interrupção foi provocada pela “atuação incorreta no sistema de proteção da linha, que operava dentro dos limites, ocasionou o seu desligamento”.
A partir do incidente, o Operador Nacional do Sistema Elétrico afirma que ocorreu:
separação elétrica das regiões Norte e Nordeste das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste
abertura das interligações entre essas regiões, afetando 24 estados e o Distrito Federal
suspensão da carga elétrica da região Norte (5,4 mil MW)
suspensão de parte da carga elétrica da região Nordeste (7 mil MW, ou 56%)
e cortes controlados de carga, por meio do Esquema Regional de Alívio de Carga, em parte das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul (6,4 mil MW)
A análise preliminar do ONS indica que o evento ocorrido no Ceará, de forma isolada, não “seria suficiente para ocasionar a interrupção de energia elétrica observada” na última terça.
“O desligamento refletiu desproporcionalmente em equipamentos adjacentes e ocasionou oscilações elétricas (tensão e frequência) no sistema das regiões Norte e Nordeste”, diz a nota.
“Sendo assim, neste momento, mais documentos estão sendo recebidos e avaliados para que se faça um diagnóstico mais aprofundado e detalhado sobre a situação”, conclui.
A recomposição do fornecimento, ainda segundo o ONS, teve início “nos primeiros minutos após a ocorrência”:
9h05: as cargas da região Sul estavam normalizadas
9h33: as cargas das regiões Sudeste e Centro-Oeste foram reestabelecidas
13h34: todo o sistema de operação sob coordenação do ONS estava restaurado
14h49: todas as cargas interrompidas estavam normalizadas pelas distribuidoras

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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