Economia
Após crise da Agrishow, BNDES anuncia nesta terça R$ 2 bilhões para setor
O novo crédito bilionário será o mecanismo usado por Lula (PT) para conquistar o público ligado a Bolsonaro (PL). Fontes internas ao BNDES disseram ao blog que o anúncio seria feito durante a Agrishow, mas o ministro da Agricultura foi desconvidado do evento. Edifício-sede do BNDES, no centro do Rio
Marcos Serra Lima/g1
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve anunciar nesta terça-feira (9) mais R$ 2 bilhões para a linha de crédito em dólares do setor agro. O valor se soma aos outros R$ 2 bilhões anunciados em abril de 2023.
O novo crédito bilionário será o mecanismo usado por Lula (PT) para conquistar o público ligado a Bolsonaro (PL). A necessidade de estreitar relações com o setor agro ficou nítida após a Agrishow, maior feira de agronegócios do Brasil, que ocorreu na última semana.
No primeiro dia de evento, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, foi desconvidado porque, nas palavras dele, os organizadores queriam constrangê-lo politicamente, ao adiar a sua participação para que ela acontecesse depois de Bolsonaro chegar ao local (relembre).
A ação do BNDES também atende a determinação do presidente Lula de aumentar o crédito para empresas.
Fontes internas ao BNDES disseram ao blog que a nova linha de crédito rural poderá ser paga em até dez anos, sendo os dois primeiros anos de carência, e com uma taxa real de 3% ano (considerando uma variação cambial de +7,5 ao ano).
Uma fonte disse ao blog que pretendia anunciar a ampliação do crédito rural na Agrishow, mas desistiu da ideia quando o ministro da Agricultura foi desconvidado para o evento.
Durante a feira, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lançou uma linha de R$ 200 milhões em taxa Selic. Nas palavras da fonte, a saída de Tarcísio é 5% do crédito do BNDES e tem uma taxa bem maior.
Até abril, o produtor rural contava com três tipos de taxas para o financiamento do Crédito Rural: Selic; TLP (Taxa de longo prazo do BNDES); e Taxa Fixa do BNDES.
Em nota quando anunciou os primeiros bilhões, o BNDES disse: “com a criação de uma linha com taxa fixa em dólares, a expectativa é de potencial de crédito superior a R$ 2 bilhões por ano para operações que utilizem esse custo financeiro. A novidade deve contribuir para a ampliação da mecanização, renovação e atualização tecnológica da frota de tratores e colheitadeiras agrícolas, viabilizando maior produtividade no campo”.
Novos lançamentos
Fontes internas ao BNDES também disseram ao blog que haverá o lançamento em 25 de maio de uma linha de crédito em dólar para a indústria. O anúncio será feito na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).
A ação do BNDES também atende a determinação do presidente Lula de aumentar o crédito para empresas.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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