Economia
Após transição divulgar dívida, Itamaraty diz que governo pagará R$ 4,6 bilhões pendentes a organismos internacionais
Transição de governo apurou que dívida é de quase R$ 5 bilhões; valor pagará ‘quase totalidade’, diz governo atual. Pendências podem levar Brasil a perder direito de voto em fóruns globais. O Ministério das Relações Exteriores divulgou nesta segunda-feira (26) que a área econômica do governo destinou R$ 4,6 bilhões para o pagamento de dívidas do Brasil junto a organismos internacionais.
Segundo o Itamaraty, o dinheiro foi alocado pelo Ministério da Economia para o “pagamento de contribuições a organismos internacionais e integralização junto a bancos de fomento”.
A decisão acontece poucas semanas após a transição de governo divulgar que o Brasil mantinha uma dívida de quase R$ 5 bilhões junto a organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
“Isso significa que o Brasil será excluído desses fóruns. E é uma dívida pesada, que também não tem previsão orçamentária pro ano que vem”, declarou naquele momento o coordenador dos trabalhos da equipe de transição e ex-senador Aloizio Mercadante (PT).
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Na nota divulgada nesta segunda, o Itamaraty diz que o governo atual “não poupou esforços para equacionar a irregularidade crônica de pagamentos e a dívida acumulada desde períodos anteriores”.
“Os recursos disponibilizados pelo Ministério da Economia permitirão saldar a quase totalidade da dívida do Brasil, fortalecendo a posição do País no sistema multilateral e na comunidade internacional”, prossegue o ministério.
Na nota divulgada, o Itamaraty não indica quais dívidas seguirão pendentes e nem quando os débitos serão de fato liquidados.
Em novembro, o ex-chanceler Celso Amorim foi entrevistado pela GloboNews sobre os desafios do Brasil para se reposicionar no cenário internacional. Confira no vídeo abaixo:
Ex-chanceler Celso Amorim fala dos desafios do Brasil no cenário internacional
Dívida bilionária com a ONU
Em setembro, após levantamento a pedido da BBC News Brasil, a ONU apontou que o Brasil devia US$ 306 milhões, o equivalente a R$ 1,5 bilhão, à organização.
Pelas regras da ONU, se um país acumular uma dívida equivalente a dois anos ou mais em relação às suas contribuições regulares, ele pode perder o direito ao voto. O Brasil tem feito alguns pagamentos da dívida para evitar esse cenário.
No fim de 2020, por exemplo, Bolsonaro sancionou crédito suplementar de R$ 3,3 bilhões para pagar parte das dívidas com a ONU e com a Organização dos Estados Americanos (OEA), entre outras obrigações internacionais.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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