Política
Após viagem e reunião com Trump, Lula tem série de temas na agenda na volta ao Brasil; veja lista
Relação com Trump ficou mais próxima, diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarca em Brasília nesta terça-feira (28) após uma viagem internacional à Indonésia e Malásia, onde também se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
De volta, Lula tem uma série de temas a tratar, entre os quais:
indicação do substituto do ex-ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF);
alternativas para melhorar o cenário fiscal do governo;
negociação com os EUA sobre tarifaço e sanções a autoridades;
lançamento da “bet” da Caixa.
Indicação para o STF
Lula pretende conversar com senadores sobre a possível indicação de Jorge Messias para a vaga no STF, segundo o blog do jornalista Valdo Cruz.
🔎 A Constituição Federal estabelece que a indicação ao STF é de livre escolha do presidente da República. Porém, o escolhido passa por uma sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ) e tem que ter seu nome aprovado na comissão e no plenário do Senado Federal.
Antes da viagem, Lula se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na noite anterior à viagem. O presidente ouviu de Alcolumbre que ele precisava negociar bem a sua escolha para evitar surpresas negativas.
Alcolumbre aconselhou que, antes de formalizar a indicação, Lula deveria conversar com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas, também cotados para a vaga, para explicar os motivos de sua escolha.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante coletiva de imprensa à margem da 47ª Cúpula da ASEAN em Kuala Lumpur
Edgar Su/Reuters
Alternativas para fechar as contas
O presidente Lula decidiu insistir na taxação de bets, fintechs e de Juros sobre Capital Próprio (JCP) e irá enviar, nos próximos dias, um projeto de lei sobre o assunto ao Congresso Nacional.
🔎 A proposta retoma pontos centrais da Medida Provisória 1303, que o Congresso não votou. O texto perdeu a validade sem a aprovação, impondo uma derrota para o governo Lula.
O Executivo também irá enviar ao Congresso as regras que estavam na MP e que versam sobre controle de despesas como:
inclusão do programa Pé de Meia no piso da educação;
limitação do valor pago anualmente no seguro-defeso; e
mudanças na concessão de outros benefícios previdenciários, como o auxílio-doença.
Para agilizar a tramitação, Planalto e Câmara dos Deputados acordaram acrescentar esses trechos em outra proposta, batizada de “PL do Metanol”, numa manobra conhecida como jabuti. O projeto foi pautado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e será votado nesta semana.
Em paralelo, o governo deverá publicar uma MP com o mesmo conteúdo para que tenha validade imediata – enquanto o projeto estiver em tramitação na Câmara e no Senado.
💰 A preocupação do Executivo é não conseguir fechar as contas de 2025, o que forçaria o contingenciamento do orçamento em novembro. Para 2026, as medidas de contenção de despesas devem gerar uma economia de R$ 25 bilhões.
Negociação com os EUA
As equipes do Brasil e dos EUA devem se reunir nas próximas semanas para seguirem com as negociações em busca de uma solução sobre a tarifa extra de 40% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos.
Uma reunião ocorreu nesta segunda-feira (27), já como desdobramento do encontro entre o presidente Lula e o presidente norte-americano Donald Trump no domingo (26). Segundo o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ficou definido um cronograma de reuniões entre as equipes.
Lula afirmou que, durante a conversa com o americano, eles estabeleceram uma regra de negociação. O presidente brasileiro disse que, quando houver dificuldades, falará pessoalmente com Trump. O petista afirmou que a depender do resultado nas negociações com os Estados Unidos nessa semana, vai ligar diretamente para Trump.
Lula também vai atuar diretamente em relação às sanções de autoridades brasileiras. Segundo o presidente, essas questões serão resolvidas apenas por ele e Trump. Lula quer separar os aspectos políticos dos econômicos nas tratativas com o governo norte-americano para suspender as tarifas impostas a produtos brasileiros.
O governo de Donald Trump sancionou autoridades brasileiras por conta do julgamento de Jair Bolsonaro, agora condenado por liderar uma trama golpista no país. Na ocasião, ele chegou a dizer que o ex-presidente era vítima de uma “caça às bruxas” no Brasil.
🔎O ministro Alexandre de Moraes e a esposa, Viviane de Moraes, foram punidos com a Lei Magnitsky, legislação norte-americana usada para punir autoridades estrangeiras. Outros ministros do Supremo, autoridades ligadas à Saúde e o advogado-geral da União, Jorge Messias, também tiveram os vistos revogados.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático – ASEAN em Kuala Lampur, Malásia.
Ricardo Stuckert/Presidência da República
Lançamento de “bet” da Caixa
Lula convocou o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, para uma reunião sobre o anúncio de que o banco vai lançar um sistema de apostas esportivas próprio.
Lula e Carlos Vieira devem avaliar a decisão de lançar o sistema que vem sendo criticado por opositores por ir na contramão do discurso crítico do governo a apostas esportivas.
O presidente do banco afirmou que a plataforma de apostas iria ser lançada no final de novembro, com previsão de arrecadação de R$ 2 bilhões a R$ 2,5 bilhões em 2026.
Após o anúncio, o governo Lula passou a ser alvo de críticas de parlamentares da oposição, como os senadores Cleitinho (PL-MG) e Damares Alves (Republicanos-DF), mas também de influenciadores mais alinhados com a esquerda, como a economista Nath Finanças.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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