Economia
Apple perde US$ 113 bilhões em valor de mercado após processo nos EUA, diz agência
Gigante da tecnologia é acusada de usar seu poder no mercado de celulares para obter mais dinheiro dos consumidores nos EUA. Por sua vez, empresa diz que processo está ‘errado nos fatos e na lei’. Tim Cook, CEO da Apple, apresenta o iPhone 11 Pro durante evento no Steve Jobs Theater, em Cupertino, Califórnia
Stephen Lam/Reuters
O processo do Departamento de Justiça dos EUA e de mais quinze estados americanos contra a Apple fez com que a dona do iPhone perdesse US$ 113 bilhões em valor de mercado na quinta-feira (21), segundo informações da Bloomberg.
A big tech vem sendo acusada de monopolizar ilegalmente o mercado de smartphones no país.
Na quinta, as ações da empresa caíram 4,1%, fazendo com que o seu valor de mercado despencasse em bilhões, registrando uma perda acumulada em 2024 em 11%, segundo a Bloomberg.
Ela também teve um desempenho inferior ao Nasdaq 100 (bolsa de valores americana que reúne empresas de tecnologia) e ao S&P 500, que tem as 500 maiores empresas do mundo que estão listadas na bolsa de Nova York e na Nasdaq.
As ações da Apple, cujo valor de mercado atingiu um pico de US$ 3,081 trilhões em dezembro de 2023, encerraram o ano passado com um ganho de 48%. Junto da Microsoft, elas estão entre as empresas mais valiosas do mundo.
Processo contra a Apple
A Apple se junta a uma lista de grandes empresas de tecnologia processadas pelos reguladores dos EUA, incluindo Google, Meta e Amazon, durante as administrações do ex-presidente Donald Trump e do presidente Joe Biden.
O Departamento de Justiça alega que a Apple usa seu poder de mercado para obter mais dinheiro de consumidores, desenvolvedores, criadores de conteúdo, artistas, editores, pequenas empresas e comerciantes.
“Os consumidores não deveriam ter que pagar preços mais altos porque as empresas violam as leis antitruste”, disse o procurador-geral Merrick Garland , em comunicado. “Se não for contestada, a Apple apenas continuará a fortalecer o seu monopólio dos smartphones”.
Segundo a Bloomberg, a Apple disse que o processo está “errado nos fatos e na lei”. Disse ainda que ele pode “abrir um precedente perigoso” e que irá se defender.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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