Política
Apreendidas pela PF, mensagens de autoridades mostram como o Brasil chegou ao 8/1
O material, dividido em três atos, registra conversas que precederam a chegada de Lula ao poder, a inconformidade de bolsonaristas com a derrota e a preocupação do presidente do Congresso e do então ministro da Justiça na véspera dos atos. 8 de janeiro – A Bandeira Nacional é vista tremulando atrás de vidros vandalizados no prédio do Supremo Tribunal Federal, após os atos antidemocráticos do 8 de Janeiro em Brasília
Ricardo Moraes/Reuters
O que revelam as mensagens apreendidas em celulares de autoridades diretamente envolvidas no 8 de janeiro de 2023, o maior ataque à democracia brasileira desde o fim da ditadura? É esta a pergunta que o blog tenta responder num compilado de conversas detectadas pela Polícia Federal ao longo das investigações sobre a tentativa de golpe.
O material, dividido em três atos, registra conversas que precederam a chegada de Lula ao poder, a inconformidade de bolsonaristas, inclusive no Exército, com a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro, a preocupação do presidente do Congresso e do então ministro da Justiça na véspera dos atos, a alienação do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e o desespero com a tomada da Praça dos Três Poderes pelos golpistas. Dias que antecederam os ataques golpistas.
🗓️ 28/11/22
Tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de Ordens do então presidente Jair Bolsonaro (PL).
WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
Mauro Cid envia para si mesmo, como backup, fotos de documento de três páginas que atacam decisões judiciais, questionam a lisura da eleição e terminam com o seguinte parágrafo:
“Afinal, diante de todo o exposto e para assegurar a necessária restauração do Estado Democrático de Direito no Brasil, jogando de forma incondicional dentro das quatro linhas, com base em disposições expressas da Constituição Federal de 1988, declaro o Estado de Sítio; e, como ato contínuo, decreto Operação de Garantia da Lei e da Ordem”
Para a PF, Cid tornou-se uma espécie de depositário de pareceres e esboços de medidas legais que dariam lastro a uma intervenção na ordem democrática, com “sugestão de um roteiro para a atuação das forças armadas como moderadora”. Isso ocorre após a derrota nas eleições de 2022.
Imagens inéditas do documentário ‘8/1 – A democracia resiste’; assista
🗓️ 13/11/22
Já no dia 13 de novembro de 2022, Cid troca mensagens com um sargento do Exército chamado Dos Reis sobre as manifestações que estavam ocorrendo em frente ao quartel de Goiânia. Ao ser questionado sobre a manifestação Mauro Cid diz: “Mais fácil eu ajudar os caras do que tirar de lá”.
Conversa entre Mauro Cid e o coronel Dos Reis.
GloboNews/Reprodução
Dos Reis, na sequência, envia um áudio de uma pessoa não identificada: “Hoje, domingo, treze de novembro, uma hora e cinco da tarde. Ó pessoal, aí ó! Patriotas estão firmes, sai não! Ó o povo aí. Dessa vez, nós vamos vencer a batalha!”
Dos Reis esteve na Esplanada no dia 8 de janeiro e enviou diversos vídeos da invasão dos Poderes. Ele chegou a escrever a colegas que estava “no meio da muvuca”, sem informações externas.
Sargento Luís Marcos dos Reis na CPI Dos Atos Golpistas
Geraldo Magela/Agência Senado
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🗓️ 30/11/ 22
A PF encontra mensagem enviada, nesta data, a Mauro Cid pelo Coronel Lawand, do Exército. Ele pede um número seguro (“este deve estar grampeado”, diz) para fazer uma ligação. Em áudio, afirma querer “um conforto, entender o que está acontecendo”.
Jean Lawand Junior durante depoimento à CPI dos Atos Golpistas.
Edilson Rodrigues/Agência Senado
🗓️ 01/12/22
No dia seguinte, Lawand envia um novo áudio a Cid. Esta é a transcrição segundo a PF.
“Cidão, pelo amor de Deus, cara. Ele dê a ordem que o povo está com ele, cara. Se os caras não cumprir (sic) o problema é deles. Acaba o Exército Brasileiro se os caras não cumprir (sic) a ordem do comandante supremo. (…) Pelo amor de Deus, Cidão. Pelo amor de Deus, faz alguma coisa, convence ele a fazer. Ele não pode recuar agora. Ele não tem nada a perder. Ele vai ser preso. O presidente vai ser preso. E pior: na Papuda, cara. Na Papuda.”
O áudio segue e Cid responde em apenas uma linha:
“Mas o Pr não pode dar uma ordem… se ele não confia no ACE [Alto Comando do Exército]”.
Lawand, então, finaliza: “Então ferrou. Vai ter que ser pelo povo mesmo. TMJ [Abreviação de “Tamos Juntos”]
Áudio enviado pelo Coronel Lawand a Mauro Cid.
GloboNews/Reprodução
O coronel Lawand segue enviando uma série de apelos a Cid pela “ordem” do presidente. Até que…
🗓️ 21/12/22
No dia 21 de dezembro Lawand envia a Cid o seguinte texto:
“Soube agora que não vai sair nada. Decepção, irmão. Entregamos o país aos bandidos.”
Cid responde: “Infelizmente”
Ajudante de ordens Mauro Cid e Jair Bolsonaro.
GloboNews
Lawand segue: “Peça por favor para avisarem ao povo que está há 52 dias cagando em banheiro químico, dormindo mal e pegando chuva. Ele merece saber a verdade”
🗓️ 07/01/2023 – Véspera dos ataques
Governado do DF, Ibaneis Rocha.
TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Todos os registros abaixo foram captados pela PF nos celulares de autoridades, como o governador do DF, Ibaneis Rocha.
Anderson Torres tenta acionar Ibaneis por ligação, duas vezes, e não consegue. Então, encaminha o contato de seu número 2 na Secretaria de Segurança Pública, o delegado Fernando.
Na sequência, Ibaneis e Flávio Dino, então ministro da Justiça, travam um breve diálogo:
“O Fernando está a frente da Secretaria e já tomou todas as providências”, diz o governador.
Conversa entre Ibaneis Rocha e Flávio Dino na véspera do 8/1.
GloboNews/Reprodução
Dino responde enviando um ofício do Ministério da Justiça sobre a segurança nos atos.
Na sequência, Ibaneis fala com outra interlocutora, uma jornalista. Ela questiona, 19h32, do dia 7:
“Está liberada a manifestação da Esplanada?”
Ibaneis: “Manifestações pacíficas, sim”.
Minutos depois, às 20h, Ibaneis recebe uma mensagem do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.
Pacheco: “Estimado governador, boa noite. A Polícia do Senado está um tanto apreensiva pelas notícias de mobilização e invasão ao Congresso. Pode nos ajudar nisso? Abraço fraterno, Rodrigo”.
Ibaneis responde: “Já estamos mobilizados. Não teremos problemas. Coloquei todas as forças nas ruas”.
Minutos depois, é Flávio Dino quem escreve a Ibaneis.
Ministro da Justiça, Flávio Dino.
Cláudio Reis/Enquadrar/Estadão Conteúdo
O ministro encaminha ofício do MJ no qual solicita a proibição de tráfego na Esplanada nos dias 8 e 9 de janeiro. E, na sequência, link de reportagem que afirmava que Ibaneis havia liberado “manifestações pacíficas”.
“Governador, não entendi bem qual será a sua orientação para a Polícia do DF. Onde será o ponto de bloqueio e de que forma?”, diz Flávio Dino.
O governador apenas encaminha um relatório da secretaria de segurança dizendo que tudo estava sob controle. No dia seguinte, Ibaneis seria informado pelo delegado Fernando, por áudio, que 150 ônibus haviam estacionado em Brasília, mas que tudo ocorria de “forma ordeira e pacífica”.
‘Não teremos problemas’, disse Ibaneis a Pacheco na véspera dos ataques golpistas
🗓️ 08/01/2023 – Dia dos ataques
Com o Congresso ja invadido e a Praça dos Três Poderes já ocupada, a então presidente do Supremo, Rosa Weber, escreve ao governador Ibaneis:
💬 Weber: “Já entraram no Congresso!”
💬 Ibaneis: “Coloquei todas as forças de segurança nas ruas”
💬 Weber: “O secretário de Segurança do DF está de férias, por isso o contato direto com o sr!”
💬 Ibaneis: “Estamos cuidando”
💬 Weber: “Obrigada pelo retorno”
Diálogo entre Rosa Weber e Ibaneis.
GloboNews/Reprodução
O governador então encaminha à presidente do Supremo o contato do delegado Fernando. Ela apenas agradece.
Dez minutos depois da conversa com Weber, às 16h39, Ibaneis escreve ao delegado Fernando.
💬 Ibaneis: “Coloca tudo na rua. Tira esses vagabundos do Congresso e prende o máximo possível”
💬 Fernando responde em áudio: “Ô Governador, já coloquei toda tropa na rua…pedi pra acionar todo o “EDF” e proteger o STF…todo mundo pro STF”.
Na sequência, mais um áudio de Fernando a Ibaneis:
“Governador, a situação está bem crítica aqui…eu queria ver com o senhor o acionamento da Força Nacional e talvez do Exército…porque assim…tá monitorando em grupo que eles estão chamando mais gente pra poder invadir os locais, né…tem uma rede associada então que queria ver com o senhor a possibilidade de acionamento do Exército e da Força Nacional”.
Ibaneis, então, encaminha ao delegado o telefone de Flávio Dino. Na sequência, o governador escreve ao ministro:
“Vamos precisar do Exército. O Fernando vai te ligar”
Com o leite derramado, Ibaneis é procurado por Andréia Sadi. Ela cobra a responsabilidade do GDF. Diz que houve falha na segurança. O governador afirma que não é conivente com o que chama de “absurdo” e se afirma um democrata.
Delegado Fernando de Sousa Oliveira em conversa com Ibaneis.
GloboNews/Reprodução
Mais tarde, em conversa com a jornalista Cátia Seabra, da Folha, Ibaneis lança a tese de que foi “sabotado por todas as forças de segurança” do DF.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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