Economia
Argentina: Banco Central altera regime cambial e atrela peso à inflação
O Banco Central da Argentina (BCRA) anunciou nesta segunda-feira (15) um novo conjunto de regras monetárias, que vincula a faixa de negociação do peso à inflação, em uma tentativa de acumular reservas em dólar e estabilizar a economia.
As medidas, que passam a valer em 1º de janeiro, integram um programa mais amplo do governo de Javier Milei para eliminar os controles cambiais temporários e migrar para um sistema mais estável. Trata-se de uma nova tentativa de sustentar uma recuperação econômica ainda em estágio inicial.
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O BCRA informou que os limites inferior e superior da faixa cambial serão ajustados mensalmente conforme os dados oficiais mais recentes de inflação. A mudança substitui o modelo anterior, de um reajuste fixo de 1% ao mês — percentual que ficou defasado diante da inflação de novembro, de 2,5%.
🔎 Os limites inferior e superior da faixa cambial são valores mínimo e máximo para a cotação da moeda. Eles servem para manter o câmbio dentro de um intervalo considerado seguro, evitando oscilações bruscas que possam desestabilizar a economia.
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Um dos objetivos centrais é acumular reservas em moeda estrangeira, consideradas essenciais para sustentar o crescimento. O Banco Central planeja adquirir até US$ 10 bilhões, com possibilidade de elevar o total para US$ 17 bilhões, dependendo dos fluxos do balanço de pagamentos.
O Banco Central também informou que pretende ampliar a base monetária para 4,8% do Produto Interno Bruto até o fim de 2026, ante os atuais 4,2%, ajustando a oferta de moeda à expectativa de recuperação da demanda pela moeda local.
A medida segue as recomendações recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI), que, no início deste mês, pediu à Argentina que intensifique a acumulação de reservas para recuperar o acesso aos mercados internacionais de capitais.
A porta-voz do FMI, Julie Kozack, declarou nesta segunda-feira, na rede social X, que vê de forma positiva o recente acesso aos mercados e as iniciativas para reforçar o sistema monetário e cambial, recompor reservas e avançar em reformas que impulsionem o crescimento na Argentina.
Os mercados financeiros reagiram com calma às mudanças. O peso argentino valorizou 0,17%, chegando a 1.438,5 por dólar, enquanto o índice acionário S&P Merval avançou 1,13%. Os títulos soberanos também registraram alta, puxados pelos papéis atrelados ao dólar.
A mudança de política acontece em um momento em que a economia argentina começa a mostrar sinais de recuperação. A expectativa é que o PIB cresça 3,5% no terceiro trimestre de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior, revertendo a queda de 1,9% registrada um ano antes.
* Com informações da agência de notícias Reuters
Mulher conta notas de pesos argentinos
Agustin Marcarian/Reuters
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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