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Economia

Argentina chega a acordo com FMI para acesso a US$ 4,7 bilhões

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Acerto de ‘nível técnico’ será apresentado para aprovação do conselho executivo do Fundo. Negociação faz parte do programa de dívida de US$ 44 bilhões do país com a organização internacional. Casa Rosada, sede da presidência argentina, em março de 2019
Reuters/Agustin Marcarian
A Argentina chegou a um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quarta-feira (10) para renegociar a dívida do país com a organização.
Segundo comunicado do FMI, o acerto de “nível técnico” será apresentado para aprovação de seu conselho executivo nas próximas semanas. Caso seja aceito, o país sul-americano terá acesso a US$ 4,7 bilhões adicionais ao programa de dívida.
Em 2023, o governo argentino não conseguiu cumprir com metas traçadas pelo FMI dentro do pacote de ajuda da organização, de US$ 44 milhões (cerca de R$ 215 milhões).
Ao justificar a decisão, o Fundo disse ter chegado a um entendimento com as autoridades argentinas sobre um “conjunto reforçado de políticas para restaurar a estabilidade macroeconômica do país e colocar o programa [de dívida com o FMI] de volta ao caminho certo”.
“Este acordo, sujeito a implementação política contínua e duradoura, será apresentado para aprovação pelo conselho executivo do FMI nas próximas semanas. Após a conclusão da revisão, a Argentina teria acesso a cerca de US$ 4,7 bilhões”, publicou o Fundo.
De acordo com o FMI, o valor adicional tem o objetivo de “apoiar os fortes esforços políticos das novas autoridades para restaurar a estabilidade macroeconômica e ajudar a Argentina a satisfazer as necessidades da sua balança de pagamentos”.
No documento, a organização também atribuiu as recentes falhas do programa aos “graves reveses políticos do governo anterior”.
“A nova administração já está implementando um ambicioso plano de estabilização, ancorado em uma grande consolidação fiscal inicial, juntamente com ações para reconstruir reservas, corrigir desalinhamentos de preços relativos, fortalecer o balanço do banco central e criar um sistema mais simples”, escreveu o FMI.
Discussões
Nesta semana, integrantes do FMI estavam em Buenos Aires para debater os termos do acordo. As duas partes, segundo o porta-voz do governo argentina, Manuel Ardoni, finalizavam detalhes antes de um anúncio oficial, previsto para esta quarta-feira (10).
Segundo Ardoni, o atual governo pediu revisão das metas e dos termos para a devolução do dinheiro. O porta-voz disse que o país só poderá devolver o empréstimo caso a chamada Lei Omnibus, um pacote de medidas e reformas que o governo tenta aprovar no Congresso, entre em vigor.
Em 2023, o governo de Alberto Fernández lançou um plano econômico eleitoral que foi contra boa parte do acordo firmado anteriormente com o Fundo.
Segundo o jornal argentino “Clarín”, a intenção do Governo Milei agora é estabelecer novas metas de déficit e acumulação de reservas, obter isenções do conselho do FMI para objetivos não alcançados no final de 2023, e desbloquear pelo menos um desembolso pendente de US$ 3,3 bilhões para reforçar o Banco Central.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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