Connect with us

Economia

Argentina: Milei decreta Aerolíneas como ‘sujeita a privatização’ e intensifica conflito com sindicatos

Published

on

Apesar da publicação no Diário Oficial desta quarta-feira (2), medida precisa ser discutida no Congresso Nacional. Na prática, esse foi o primeiro passo para uma possível desestatização da companhia aérea. Boeing 737-887, da companhia Aerolíneas Argentinas, decola no aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires, na Argentina.
Reuters
O presidente da Argentina, Javier Milei, intensificou os conflitos com os sindicatos aeronáuticos ao publicar, nesta quarta-feira (2), um decreto que classifica a Aerolíneas Argentinas como “sujeita à privatização”. Esse é o primeiro passo para a desestatização da companhia aérea.
A medida, que já havia sido adiantada pelo porta-voz presidencial, Manuel Adorni, foi publicada no Diário Oficial do país. Apesar do decreto, o tema ainda precisa ser discutido pelo Congresso Nacional, já que a legislação exige autorização do Legislativo.
O governo já estava em conflito com os trabalhadores da Aerolíneas. Em setembro, eles entraram em greve, pedindo por aumentos salariais como forma de compensar a deterioração de renda na Argentina, que tem uma inflação anual em 236,7%. A greve afetou os serviços da companhia.
LEIA TAMBÉM
Argentina: pobreza dispara e atinge 15,7 milhões de pessoas; situação afeta 52,9% da população
Agência Moody’s eleva nota de crédito do Brasil de Ba2 para Ba1, com perspectiva positiva
Bets: Haddad diz que Fazenda terá sistema para impedir apostas com cartão de crédito e irá monitorar CPFs
No decreto, a gestão Milei destaca que a companhia foi reestatizada há 16 anos e que, “apesar das boas intenções” com a medida, “os objetivos propostos não foram alcançados”.
“A privatização da empresa e o seu funcionamento em condições de mercado permitirão uma melhor prestação de serviços, o cuidado dos cofres públicos e, principalmente, que os argentinos deixem de financiar o déficit de uma empresa ineficiente”, diz o texto.
Segundo o decreto, a empresa teve perdas acentuadas depois de ser reestatizada, obrigando aportes do Tesouro Nacional “para garantir a continuidade operacional”.
Ao justificar a ineficiência operacional, a gestão de Milei também afirma que a Aerolíneas Argentinas têm um quadro de 1.107 pilotos para 81 aeronaves ativas, o que representa uma proporção de aproximadamente 14 pilotos para cada aeronave operacional.
“Um número desproporcional em relação aos padrões globais da indústria”, alega o governo.
A iniciativa pela privatização da empresa é mais uma medida de Milei em direção à diminuição da participação do Estado na economia. O presidente foi eleito sob uma agenda ultraliberal, com foco em privatizações e enxugamento da máquina pública.
Essa é a segunda tentativa de desestatização da Aerolíneas. Neste ano, Milei havia incluído a companhia em uma lista de estatais a serem privatizadas na chamada Lei de Bases. O Congresso, no entanto, recusou a inclusão da aérea.
Argentina: pobreza 15,7 milhões de pessoas; situação afeta 52,9% da população
Greve e embate nos últimos meses
Em 19 de setembro, o governo argentino já havia afirmado aos sindicatos aeroviários que, caso a greve persistisse, a operação da Aerolíneas seria entregue a empresas privadas.
“Em virtude das persistentes greves convocadas pelo sindicato (…), o governo nacional iniciou diálogos com várias empresas privadas latino-americanas para finalmente assumir a operação da Aerolíneas Argentinas, caso as extorsões que os argentinos estão recebendo com esse tipo de medidas continuem”, disse, na ocasião, Manuel Adorni, porta-voz da Presidência.
Em agosto, os sindicatos já haviam rejeitado, como “provocativa”, uma oferta de reajuste de 3% proposta pelo governo.
Nesse sentido, Adorni também questionou o direito de greve. O porta-voz de Milei fez comparações a empresas privadas ao dizer que, “se você entra em greve e complica as operações, você é demitido”.
Uma das paralisações, em 13 de setembro, durou 24 horas e afetou 319 voos e mais de 30 mil passageiros domésticos e internacionais. A interrupção dos serviços custou entre US$ 2,5 milhões e US$ 3 milhões, de acordo com a empresa.
Em meio ao processo de privatização, os sindicatos acusam o governo de “buscar o fechamento da Aerolíneas Argentinas”.
“Isso seria um locaute patronal [boicote ou falta de condições de trabalho], buscando interromper a operação da empresa e depois culpar os sindicatos e seus trabalhadores”, argumentaram.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

Published

on

By

Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

Continue Reading

Trending

Copyright © 2022 InfoDourados