Economia
‘Assembleia clandestina’: presidente da Fiesp diz que nomeação de substituto não é válida e que responsáveis sofrerão consequências
Após votação pela destituição de Josué Gomes, opositores anunciaram, nesta sexta-feira, Elias Miguel Haddad como presidente interino. O empresário Josué Gomes da Silva, no Senado, em imagem de julho de 2019
Geraldo Magela/ Agência Senado
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes, emitiu um comunicado na noite desta sexta-feira (20) em que afirma não ser válida a decisão de afastá-lo do cargo e de nomear Elias Miguel Haddad como presidente interino.
“Não será uma assembleia clandestina, que sequer tinha itens para deliberar, que colocará nossa Entidade em riscos econômicos, jurídicos e de credibilidade”, diz a carta enviada a funcionários da Fiesp.
O comunicado de Josué Gomes é uma resposta à oposição, que anunciou mais cedo Elias Miguel Haddad como substituto provisório. O decano é um dos delegados que compõem o conselho de representantes da federação.
No comunicado, Gomes disse ter recebido com “absoluta surpresa” a informação sobre o “escuso propósito de destituir um Presidente regularmente eleito e com mandato em curso”.
Ele afirmou que a atitude “isolada, desproporcional e irresponsável” pode provocar riscos econômicos, jurídicos e trabalhistas na entidade, o que deve ser “formal e veementemente coibido”.
“O que faço desde já nesta notificação, tornando sem efeito toda e qualquer deliberação tomada em minha ausência”, continuou. Ele também disse que estatuto da Fiesp deverá ser “fielmente cumprido, lembrando que esta bússola cria causas e condições para cassação de mandato de um Diretor Eleito”.
“Advirto, outrossim, que os responsáveis sofrerão consequências administrativas, trabalhistas e eventualmente em outras esferas, servindo a presente notificação para ciência inequívoca da ilegalidade dos atos praticados nesta tarde, que comprovam a desabrida reiteração de atos ilícitos e a ambição de a qualquer modo ocupar indevidamente a Presidência”, finaliza.
Entenda o caso
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Opositores de Gomes dão posse a Elias Miguel Haddad como presidente interino
Integrantes da assembleia da Fiesp decidiram na última segunda-feira (16) pela destituição de Josué gomes do cargo. A votação foi comandada por representantes de sindicatos e membros da diretoria da entidade que fazem oposição ao empresário.
Fachada da sede da Fiesp, em São Paulo.
Divulgação: Fiesp/Everton Amaro
A assembleia teve 47 votos a favor do afastamento e um, contra, além de duas abstenções. O resultado, no entanto, não é reconhecido por parte da cúpula da Fiesp e pela defesa de Josué Gomes, que alega falta de quórum, de consenso e diz que o estatuto da entidade não foi cumprido.
A Fiesp se manifestou pela primeira vez na quinta-feira (19), três dias após a decisão. Em comunicado enviado à imprensa, a federação afirmou que o empresário “é o presidente da entidade e está no exercício pleno de suas funções, conforme determinam os estatutos vigentes”.
Os opositores, então, se reuniram nesta sexta para dar posse a Elias Miguel Haddad como presidente interino.
Quem é Elias Haddad, empossado pela oposição
Opositores de Josué Gomes dão posse a Elias Miguel Haddad como presidente interino da Fiesp.
Everton Amaro/Divulgação
Decano entre os delegados que compõem o conselho de representantes da Fiesp, Elias Miguel Haddad é empresário da indústria têxtil. Foi eleito vice-presidente da federação em 1980, cargo que ocupou em todas as gestões da entidade até agora.
Assumiu no mesmo ano as atividades industriais no Conselho Regional do SESI-SP. É coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário (Comtextil) desde a sua criação, em 2004.
Faz parte do Instituto Roberto Simonsen (IRS). Na área do comércio internacional, coordena os conselhos Brasil-Turquia e Brasil-Paquistão e é membro dos conselhos Brasil-Tunísia e Brasil-Egito. Também é titular do Conselho Deliberativo da Câmara de Comercio Árabe Brasileira.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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