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Política

Ataques em Brasília: quem quebrou, quem bancou, quem incitou e como agiram as forças de segurança

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No domingo, bolsonaristas radicais invadiram a Praça dos Três Poderes e depredaram patrimônio público. Investigações agora miram quem financiou terroristas e a conduta de autoridades. Salão térreo do Palácio do Planalto após atos de vandalismo
Adriano Machado/Reuters
A Polícia Federal, o Ministério Público e o Ministério da Justiça investigam as responsabilidades pela depredação da Praça dos Três Poderes por bolsonaristas radicais no último domingo (8), em Brasília. Os terroristas invadiram e vandalizaram os prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Veja nesta reportagem:
o que se sabe sobre os bolsonaristas presos
quem são os financiadores do ataque
quem incitou os terroristas
como foi a ação da polícia e do Exército no momento da invasão
Quem quebrou
Mais de 1,4 mil bolsonaristas radicais estão presos no DF após os ataques, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Pouco mais de 200 foram detidos em flagrante, ainda durante o quebra-quebra, e o restante no acampamento golpista instalado em frente ao Quartel-General do Exército, já na segunda-feira (9). Os homens presos foram levados para o Complexo da Papuda. As mulheres, para a Penitenciária Feminina do DF, conhecida como Colmeia.
Os idosos representam 3,5% dos presos. A maioria (67%) é de pessoas entre 40 e 59 anos. O mais velho é um idoso de 86 anos, e o mais jovem tem 18 anos.
Parte foi identificada ao postar nas redes sociais fotos e vídeos da invasão e depredação dos prédios públicos. Veja aqui a lista com mais de mil nomes e aqui informações adicionais sobre alguns deles.
Bolsonaristas retirados de acampamento do QG do Exército, em Brasília, são levados para ginásio da PF
Reprodução
Quem financiou
A Advocacia-Geral da União (AGU) identificou 52 pessoas e sete empresas suspeitas de terem financiado a manifestação golpista e pediu o bloqueio de R$ 6,5 milhões em bens (veja os nomes). A Justiça aceitou o pedido na noite desta quinta (12). Segundo as investigações, o grupo bancou os ônibus que transportaram os bolsonaristas radicais e os custos do acampamento em frente ao QG do Exército.
Empresários e colecionadores de armas estão entre os financiadores, segundo apuração da TV Globo. A maior parte é do Paraná, de Mato Grosso do Sul e de São Paulo. Quase 90 veículos foram apreendidos (saiba quem são os donos).
O acampamento golpista, que durou dois meses e só foi desmontado pela Polícia Militar do DF e pelo Exército após os atentados de domingo, e por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), tinham uma superestrutura com banheiro químico, comida à vontade e até uma espécie de igreja.
A reportagem da TV Globo e do g1 registrou a rotina no local durante dois meses, em imagens exclusivas (veja vídeo abaixo).
Do discurso ao terrorismo: dois meses dentro do acampamento bolsonarista em Brasília
Quem incitou
Os bolsonaristas terroristas miraram locais que foram hostilizados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante todo o seu mandato. Por quatro anos, Bolsonaro xingou ministros do STF, pregou contra as urnas eletrônicas, pôs em dúvida o sistema eleitoral sem nunca apresentar provas e participou de atos golpistas e antidemocráticos que pediam intervenção militar e o fechamento do Congresso e do Supremo. Confira frases e ações de Bolsonaro que serviram de estímulo aos ataques.
Selo frases Bolsonaro
Arte g1
Nesta quinta (12), a Procuradoria-Geral da República pediu ao STF a abertura de um inquérito para investigar os autores intelectuais do ataque — pessoas que, mesmo sem participar diretamente das ações criminosas, poderiam ser responsabilizadas porque estimularam a conduta violenta dos radicais propagando teorias golpistas e atacando a legitimidade da democracia brasileira.
Embora não cite diretamente Bolsonaro, a petição aponta todos aqueles que, “mesmo estando no exterior”, atacaram as urnas e o STF, insinuaram fraude eleitoral e tentaram deslegitimar quem foi eleito. Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o fim de dezembro, e nesta semana voltou a postar em uma rede social mentiras sobre urnas e fraude eleitoral, repetindo o comportamento que teve durante todo o ano passado.
Apoio de deputados
Parlamentares bolsonaristas também são acusados de apoiar os atos terroristas. O Grupo Prerrogativas, de advogados e juristas, pediu ao ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, para que 6 deputados federais e estaduais eleitos tenham a diplomação suspensa e sejam impedidos de assumir o mandato. (Veja aqui quem são eles).
Na lista está Nikolas Ferreira (PL), o deputado mais votado da história de Minas Gerais.
Como agiram as forças de segurança
A atuação da Polícia Militar, do governo do DF e do Exército foi muito questionada. Ninguém foi capaz de impedir a depredação dos prédios. O Exército, que tem um batalhão específico para proteger o palácio presidencial, falhou na missão. Pior: há indícios de que houve conivência com os terroristas, como indicam depoimentos de bolsonaristas presos e vídeos feitos durante a invasão.
Soldados do Exército dificultam ação da PMDF durante ataques terroristas em Brasília
Na quinta (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse estar convencido de que tanto a PM quanto o Exército foram coniventes e de que alguém facilitou a entrada dos terroristas no Palácio do Planalto.
Ainda no domingo, Lula assinou um decreto de intervenção para assumir o controle da segurança pública do DF.
O então secretário da área, Anderson Torres, ex-ministro e aliado próximo de Bolsonaro, foi demitido pelo governador Ibaneis Rocha. Na terça (10), o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão de Torres, que está nos EUA e ainda não voltou ao Brasil.
O coronel Fábio Augusto, que chefiava a PM no dia dos ataques, foi preso também por ordem do STF, e Ibaneis Rocha foi afastado do cargo por 90 dias.
Passagem livre
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a inércia da PM no início da invasão. Em uma das cenas, policiais apenas observam a passagem dos vândalos nas escadas do Congresso. Alguns deles chegam a fazer sinais para que os golpistas seguissem em frente (assista abaixo).
Vídeo mostra PMs liberando passagem para vândalos em Brasília
O reforço policial só chegou à Praça dos Três Poderes quando o cenário era de destruição. Homens da Tropa de Choque e da cavalaria conseguiram retomar os prédios, retirar e prender os criminosos quase três horas depois.
LEIA TAMBÉM:
É #FAKE que golpista presa após ataque em Brasília seja infiltrada do PT
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Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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