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Política

Atos golpistas no DF: TV queimada, decisão sobre intervenção e outros bastidores de Lula em Araraquara estão em documentário

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Um ano após invasão dos prédios da Praça dos Três Poderes, doc ‘8/1: A Democracia Resiste’ mostra como a cidade do interior de São Paulo foi palco das principais decisões do presidente. Lula assina intervenção na segurança pública do DF, na prefeitura de Araraquara
Reprodução TV Globo
Há um ano, no gabinete da Prefeitura de Araraquara (SP), o presidente Lula decretava intervenção federal na segurança do Distrito Federal e nomeava o interventor.
Os bastidores das decisões tomadas no interior de São Paulo, que combateram a tentativa de golpe por bolsonaristas radicais, foram recuperados pelo documentário “8/1: A Democracia Resiste”, da GloboNews, que estreou no domingo (7).
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‘8/1 – A Democracia Resiste’: documentário revela imagens e depoimentos exclusivos sobre atos golpistas de 8 de janeiro
O presidente Lula, a primeira-dama, Janja da Silva, e três ministros foram a Araraquara, que estava em estado de emergência, avaliar os danos causados pela chuva que ocorria desde o final de dezembro. (entenda abaixo).
A comitiva havia acabado de desembarcar e recebeu as primeiras informações sobre o que acontecia na capital federal, enquanto seguia para o local onde uma cratera havia se aberto, matando seis pessoas de uma mesma família.
LEIA TAMBÉM: Atos golpistas: morador de Leme pegou 16 anos de prisão e 2 réus aguardam julgamento; saiba quem são
Televisão queimada
Após a vistoria do local, enquanto recebia informações de seus ministros sobre a situação em Brasília, o presidente seguiu para a prefeitura de Araraquara, de onde passou a tomar conhecimento do que estava acontecendo no DF e tomou as principais decisões para controlar a tentativa de golpe.
Prefeitura de Araraquara
Amanda Rocha/ACidadeON Araraquara
Ao chegar no gabinete do prefeito Edinho Silva (PT), Lula pediu que a televisão fosse ligada para acompanhar as imagens que já estavam sendo amplamente divulgadas, mas o equipamento não estava funcionando.
“Em uma das tempestades ela queimou. Nós nunca imaginamos que precisaria trocar de televisão porque o presidente iria precisar”, contou Edinho.
LEIA MAIS:
Prefeito de Araraquara, Edinho Silva, lança livro sobre desafios contra a Covid e visita de Lula no dia de ataques golpistas
Decisões
Do gabinete do prefeito de Araraquara, o presidente passou a tomar as decisões para controlar o tumulto e a invasão aos prédios da Praça dos Três Poderes.
Entre elas a de não decretar a Operação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) – que concede aos militares das Forças Armadas a atribuição de poder de polícia até o restabelecimento da normalidade -, após um alerta da sua esposa Janja.
“A Janja está sentada nesse momento e ela fica em pé e ela diz: ‘GLO não, é entregar para os militares'”, contou Edinho.
Começou, então, uma negociação sobre uma intervenção do governo federal nas forças de segurança do Distrito Federal, uma vez que havia indícios de que os golpistas não estavam sendo contidos.
No documentário, o ministro Flavio Dino, conta que foi até uma janela do Palácio da Justiça para buscar um sinal de celular melhor para falar com o presidente Lula em Araraquara e quando viu a atuação de Ricardo Capelli junto ao exército, o sugeriu como interventor.
Após o fornecimento de mais algumas informações sobre Capelli, Lula decretou a intervenção e o nomeou interventor.
Ainda em Araraquara o presidente assina o decreto e faz uma coletiva explicando sua decisão (veja vídeo abaixo). O presidente só voltaria para Brasília à noite.
Lula decreta intervenção federal no DF em Araraquara
Por que Lula estava em Araraquara?
Lula foi a Araraquara em 8 de janeiro de 2023 para vistoriar os estragos causados pelas chuvas que ocorriam desde o final de dezembro.
Segundo a Defesa Civil de Araraquara foi a maior precipitação na cidade, desde que começaram as medições.
Cratera ‘engoliu’ carro em Araraquara (SP) e deixou cinco mortos
Fábio de Souza/EPTV
Uma ponte desabou e abriu uma cratera na Avenida Padre Francisco Salles Colturato (Avenida 36), uma das principais da cidade, engolindo um carro com seis pessoas de uma mesma família.
“Eu falei pra Janja, vamos passar em Araraquara antes de a gente chegar em Brasília para ver o que a gente pode fazer pelo Edinho”, afirmou o presidente.
RELEMBRE: Presidente Lula e ministros avaliam danos causados pela chuva em Araraquara
Comitiva do presidente Lula chegando em Gavião Peixoto antes de ir para Araraquara
Patricia Conde
O presidente, a primeira-dama Janja, e os então ministros do Trabalho, Luiz Marinho, das Cidades, Jader Filho, e da Integração e Desenvolvimento Nacional Waldez Góes partiram do aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
O avião Força Aérea 1 pousou no base aérea da Embraer de Gavião Peixoto e o presidente foi recebido pelo prefeito de Araraquara e seguiu de carro para Araraquara, a cerca de 30 quilômetros, onde Lula foi até o local da tragédia e falou com apoiadores (veja vídeo abaixo).
Presidente Lula fala com apoiadores durante visita em Araraquara
Documentário
O documentário “8/1 – A democracia resiste” estreou no domingo (7), na GloboNews. O filme, com direção de Julia Duailibi e Rafael Norton, mostra como foi a retomada do controle pelo governo, além de imagens e depoimentos exclusivos sobre negociações tensas que aconteceram nos bastidores.
A equipe do documentário conseguiu mais de 500 horas gravadas pelas câmeras de segurança. O filme será reprisado nesta segunda-feira (8), às 21h, e também estará disponível no Globoplay.
VÍDEOS DA EPTV:
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Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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