Connect with us

Economia

Atualização do valor de imóveis: Imposto de Renda será menor, mas deverá ser pago em até 90 dias sem parcelamento

Published

on

Para ter validade, a regra ainda tem de passar pela Câmara. Votação deve ocorrer até 11 de setembro. Pagamento deverá ser feito à vista ainda neste ano, com data final ainda a ser definida, para assegurar o benefício do imposto reduzido
Divulgação/Mega Leilões
O Senado aprovou nesta terça-feira (20) o projeto que mantém a desoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia, e de municípios do país, além de estabelecer medidas para compensar a perda de arrecadação neste e nos próximos anos.
Entre as propostas para incrementar a arrecadação, consta uma medida que autoriza pessoas físicas e jurídicas a atualizar o valor de bens imóveis na declaração do Imposto de Renda. Deste modo, as regras permitirão que o dono atualize valor de sua casa própria e pague menos IR sobre ganhos de capital.
Apesar de a regulamentação ainda não ter saído, não deverá permitido parcelar os valores, que, de acordo com o texto que saiu do Senado Federal, terão de ser pagos em até 90 dias “a partir da publicação” da lei. Essa interpretação foi confirmada por integrantes da área econômica ao g1. Especialistas também têm o mesmo entendimento.
Para ter validade, a regra ainda ainda tem de passar pela Câmara dos Deputados, que têm de concluir a votação até 11 de setembro – prazo dado pelo STF para resolver o custeio da desoneração da folha. Sem obstáculo no Legislativo, a expectativa é que o texto seja aprovado. E depois tem de ser regulamentada pela Receita Federal.
Sendo a lei aprovada e publicada ainda em setembro, o pagamento deverá ser feito à vista ainda neste ano, com data final ainda a ser definida, para assegurar o benefício do imposto reduzido.
“Muito provavelmente nos próximos cinco anos, a legislação do ganho de capital [Imposto de Renda] será a mesma. Mas se houver alguma mudança, que seja para cima, para aumentar a alíquota. Essa é uma tendência. Diante disso, para quem pensa em vender o imóvel em um prazo de cinco anos, essa medida é muito vantajosa,”, disse Dão Real, diretor de Assuntos Internacionais e Intersindicais do Sindifisco Nacional.
O diretor tributário da Confirp Contabilidade Welinton Mota, classificou a possibilidade de atualização dos valores dos imóveis como uma “notícia bombástica”. E confirmou o entendimento de que não deverá ser possível o parcelamento dos valores.
“Entendemos que não será permitido parcelar por se tratar de uma tributação especial, de urgência, quando o governo está tentando reforçar seu caixa. Se quer arrecadar agora, não faz sentido permitir o parcelamento. Objetivo desse texto é arrecadar agora, pois está precisando agora”, avaliou Welinton Mota, da Confirp Contabilidade.
Aluguel salta 8,02% no 1º semestre, mais de três vezes a inflação do período
O que muda na regra?
Atualmente, a atualização do valor do imóvel é feita somente na venda. Quando há diferença entre os valores de compra e venda, o chamado “ganho de capital”, o Imposto de Renda cobrado, no caso de pessoas físicas, é de 15%.
De acordo com as regras estabelecidas no projeto aprovado nesta semana:
Para empresas, haverá uma cobrança de 6% de Imposto de Renda e 4% de CSLL sobre a diferença do valor atual e da compra do imóvel.
No caso das pessoas físicas, a alíquota vai ser de 4% de Imposto de Renda.
Essa medida já havia sido ventilada anteriormente pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e também por seu antecessor, Paulo Guedes, titular do Ministério da Economia na gestão do presidente Jair Bolsonaro. Entretanto, não foi levada adiante.
Como fica, na prática?
Para facilitar, vamos considerar um imóvel comprado por R$ 200 mil e vendido, posteriormente, por R$ 1 milhão.
Pela regra atual: no momento da transação, quem está vendendo o imóvel teria que pagar 15% de Imposto de Renda sobre essa diferença de valores, ou seja, 15% de R$ 800 mil.
O imposto cobrado seria de R$ 120 mil.
Pela nova regra: se o projeto for aprovado, o dono poderá atualizar o valor do imóvel de R$ 200 mil para R$ 1 milhão antes mesmo de colocá-lo à venda.
Neste caso, o imposto seria de apenas 4% sobre os R$ 800 mil da atualização. O imposto cobrado seria de R$ 32 mil.
Vale a pena pegar empréstimo no banco?
Com um abatimento grande no valor do IR sobre ganhos de capital proporcionado pelo projeto, o g1 perguntou a especialistas se é vantajoso buscar empréstimos nas instituições financeiras para quitar os valores neste ano e usufruir do benefício.
“Depende se a pessoa pretende vender o imóvel no curto prazo. Se vai vender nos próximos dois, três anos, pode valer a pena. Mas se demorar mais tempo, pode ser mais vantajoso deixar o dinheiro aplicado e rendendo juros. Daqui a cinco anos, por exemplo, o valor da aplicação pode ser maior do que o valor que teria de desconto no imposto, então não vale à pena nesse caso. Vai depender dos planos do dono do imóvel”, afirmou Welinton Mota, da Confirp Contabilidade.
De acordo com Dão Real, do Sindifisco, o trabalhador terá de verificar quanto pagaria em taxa de juros, no empréstimo, e comparar com a economia que teria, por conta do imposto mais baixo, ao atualizar o valor do imóvel.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários

Published

on

By

Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.

Continue Reading

Trending

Copyright © 2022 InfoDourados