Economia
Autorizações de novas ferrovias chegam a 39 com trem-bala entre Rio-SP; projetos dependem de dinheiro e licenças
Novo marco legal do setor ferroviário permitiu que estradas sejam erguidas sem necessidade de leilão. Previsão é que projetos custem mais de R$ 170 bilhões, caso saiam do papel. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já autorizou a construção de 39 novas ferrovias no Brasil, desde que foi criado o novo marco legal do setor ferroviário. A medida permitiu que estradas de ferro sejam erguidas sem necessidade de leilão.
A última autorização foi oficializada na quarta-feira (22), quando saiu no “Diário Oficial da União” a permissão para a empresa TAV Brasil construir e operar um projeto de trem-bala entre o Rio de Janeiro e São Paulo.
Em 2021, o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) editou uma medida provisória – convertida posteriormente em lei – que permitiu que as ferrovias no Brasil sejam construídas e exploradas no regime de autorização.
Esse regime é mais flexível que o de concessão, que exige a realização de leilão, com regras rígidas de participação e pagamento de outorga (contrapartida financeira) à União.
Na autorização, a empresa interessada apenas apresenta um projeto para construção ou reabilitação de um trecho ferroviário. O projeto é aprovado se houver interesse público e preenchidos os requisitos de admissibilidade.
Autorização não garante que projeto saia do papel
Ou seja, a autorização apenas dá ao empreendedor o direito de construir e explorar economicamente a ferrovia. Ela não garante que o projeto vai de fato sair do papel, conforme reconheceu a ANTT em nota.
A agência explicou que, após conseguir uma autorização e assinar o contrato de adesão, a empresa ainda tem as responsabilidades de:
desenvolver os projetos de engenharia e de viabilidade socioambiental
obter licenciamentos junto aos órgãos competentes, como licença ambiental prévia, licença de instalação e licença de operação;
e buscar financiamento
“A partir das autorizações, cabe a cada empresa conduzir as tratativas para tirar o projeto do papel, assumindo todos os riscos do negócio. Assim, serão da iniciativa privada – e não do Estado – as obrigações”, disse a ANTT. A agência faz o acompanhamento do processo.
Custo de mais de R$ 170 bilhões
▶️ Das 39 autorizações emitidas pela agência, 33 já tiveram seus contratos de adesão assinados e seis estão em vias de assinatura, incluindo o mais recente, da TAV Brasil.
▶️ A previsão é que os projetos autorizados custem mais de R$ 170 bilhões, caso sejam implementados. Seriam 12 mil quilômetros de novos trilhos no país, cruzando 19 estados.
Em nota, a agência apontou que já há pedidos de desapropriação por meio de Declaração de Utilidade Pública (DUP), o que demonstra que as “autorizatárias estão dando início as etapas necessárias para efetiva implantação dos seus projetos”.
A ANTT afirmou que o maior desafio agora é garantir que as empresas autorizadas tenham recursos para tirar os projetos do papel.
“O maior desafio agora é a promoção de políticas públicas que visem facilitar acesso a crédito pelas empresas que pretendem investir no setor, ampliando a viabilidade financeira e a aplicação de recursos na construção das malhas ferroviárias.”
Críticas
O regime de autorização, da forma que está em lei, tem gerado críticas de especialistas no setor. Eles apontam que há um risco de “projetos fantasmas”. Ou seja: no papel estão corretos, não encontram investidores devido à ausência de viabilidade econômico-financeira.
No caso da TAV Brasil, que quer construir o trem-bala, a empresa tem um capital social de apenas R$ 100 mil, porém precisa de R$ 50 bilhões para colocar de pé o projeto.
Em nota, o Ministério dos Transportes informou que acompanha o andamento dos projetos de autorizações ferroviárias e o “cumprimento dos requisitos previstos na legislação, tal como a obtenção da emissão da licença ambiental prévia, num prazo máximo de três anos”
Em janeiro, o ministro dos Transportes, Renan Filho, prometeu revisitar o marco legal das ferrovias e disse que o governo deve apostar em parcerias público-privadas para destravar projetos ferroviários.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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