Economia
Baliza, carro automático e estacionamento: saiba o que muda no exame prático para tirar a CNH
Com a publicação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, dá as diretrizes como o teste de direção deve ser realizado em todo o Brasil para candidatos que buscam a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O documento padroniza todas as etapas da prova e atualiza os critérios usados para avaliar motoristas ainda em formação.
O g1 reúne as principais mudanças que afetam diretamente tanto quem já tem o exame de direção marcado quanto quem ainda planeja tirar a primeira CNH.
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Veja os principais pontos que mudam com o novo manual:
O trajeto passa a incluir manobras de estacionamento;
A baliza deixa de ser obrigatória, mas continua podendo ser aplicada;
O candidato passa a ter mais tempo e vagas maiores para estacionar;
Passa a valer um novo sistema de pontuação;
O primeiro reteste passa a ser gratuito;
O carro pode ser do candidato, com câmbio manual ou automático;
Divisão clara de papéis entre os responsáveis pela avaliação;
Trajeto deve ser progressivo e ocorrer em ambiente real;
Rodovias, estradas e vias expressas ficam proibidas.
O trajeto passa a incluir manobras de estacionamento
O candidato deixa de ter o estacionamento como uma etapa isolada da avaliação de suas habilidades de direção. Com o novo manual, a parada do carro em uma vaga delimitada deve acontecer durante o trajeto.
“O estacionamento envolve a aplicação coordenada de habilidades cognitivas, perceptivas e operacionais. Trata-se de uma manobra com características próprias, realizada em baixa velocidade, mas que exige do condutor a leitura adequada do ambiente, a antecipação de riscos e a tomada de decisões compatíveis com as condições do local”, diz o manual.
O manual explica ainda que o candidato também será avaliado pela análise que fizer antes de escolher a vaga, levando em conta o ambiente da rua ou do local onde estiver. Será esperado que ele considere as seguintes variáveis ao decidir se deve estacionar ou não:
O volume de circulação de outros veículos;
A presença de pedestres e de outros usuários vulneráveis;
As condições de visibilidade do local;
A sinalização existente no local;
As restrições do local, como placas que proíbem o estacionamento.
A baliza deixa de ser obrigatória, mas continua podendo ser aplicada
A baliza deixa de ser obrigatória, mas não deixa de existir. Como explicado no ponto anterior, o estacionamento passa a integrar a avaliação do candidato e, nesse contexto, a baliza pode ser necessária para entrar em uma vaga mais apertada.
Como o estacionamento faz parte do trajeto, o candidato também é avaliado pela forma como deixa o veículo.
O manual lista infrações que acumulam pontos e podem levar à reprovação se o candidato:
Finalizar o estacionamento com o carro a 50 centímetros ou mais da guia;
Estacionar no acostamento, salvo por motivo de força maior;
Estacionar em esquinas;
Estacionar de forma a impedir a movimentação de outro veículo;
Estacionar na contramão;
Estacionar fora da marcação da vaga no chão;
Estacionar sobre faixa de pedestres, ciclovia ou calçada;
Estacionar em vagas reservadas a pessoas com deficiência ou a idosos, sem credencial;
Indicar um sentido com a seta e estacionar no lado oposto.
O candidato passa a ter mais tempo e vagas maiores para estacionar;
O manual deixa claro que não há tempo máximo para que o candidato conclua o estacionamento do veículo. No entanto, o documento prevê uma avaliação baseada em um “tempo razoável”.
“Quando se tornar evidente que o candidato não consegue concluir o trajeto ou finalizar o estacionamento em tempo razoável, de modo a comprometer a continuidade regular do exame, o preposto [agente] deverá registrar a ocorrência e comunicá-la à Comissão de Exame de Direção Veicular, para fins de deliberação quanto à interrupção definitiva do exame”, diz o manual.
As vagas reservadas para o estacionamento e a baliza dos carros precisam ter as dimensões do veículo acrescidas de 50% desse espaço.
Assim, um carro com 4,5 metros de comprimento e 2 metros de largura será avaliado em uma vaga com 6,75 metros de comprimento e 3 metros de largura.
Passa a valer um novo sistema de pontuação
O foco da avaliação deixou de ser comportamentos técnicos isolados e passou a ser a capacidade do candidato de interagir com o ambiente real. Por isso, não existe mais uma única falta que reprova automaticamente o candidato.
Agora, ele acumula pontos que, ao fim da avaliação, não podem ultrapassar 10.
Estas são algumas das infrações leves, que somam 1 ponto cada:
Demonstrar desatenção;
Não fechar a porta durante o exame;
Não liberar totalmente o freio de mão;
Engatar marcha incorreta;
Ultrapassar cortejo ou desfile militar;
Usar farol alto em vias com iluminação pública.
Já as infrações mais graves, que geram 6 pontos, incluem:
Intimidar pedestres;
Perseguir outro veículo com a intenção de interceptá-lo;
Realizar arrancada brusca;
Provocar derrapagem;
Trafegar em faixa exclusiva de ônibus;
Dirigir na contramão.
Com isso, o candidato pode cometer uma infração grave, que vale seis pontos, e ainda assim não ser reprovado automaticamente. Nesse caso, restam quatro pontos disponíveis para outras infrações mais leves.
O primeiro reteste passa a ser gratuito
Em caso de reprovação, o candidato poderá realizar um novo teste sem pagar por outro exame prático. A depender da agenda do dia, esse novo exame de direção pode acontecer no mesmo dia, inclusive logo após a notificação da reprovação.
Se a agenda do dia não permitir o reteste, o candidato poderá agendar uma nova tentativa em outra data.
O carro pode ser do candidato, com câmbio manual ou automático
O exame agora pode ser realizado em veículos com qualquer tipo de transmissão, seja manual ou automática.
Quando o veículo for fornecido pelo órgão executivo de trânsito, cabe a ele garantir que o carro esteja estacionado no local da prova e em conformidade com as regras de trânsito, como estar devidamente emplacado, com os itens obrigatórios de segurança e, segundo o manual, “em condições de uso”.
No caso de veículo do candidato, a responsabilidade é exclusiva dele. O candidato só pode estar no carro nas seguintes situações:
Quando um instrutor devidamente autorizado estiver presente no veículo;
Quando outra pessoa já habilitada dirigir o veículo e o posicionar no local da prova.
Divisão clara de papéis entre os responsáveis pela avaliação
Prova prática em São Paulo
divulgação/Detran-SP
O manual estabelece que quatro servidores são responsáveis pela avaliação do candidato no momento do exame:
Preposto: agente que acompanha o candidato na prova prática e é responsável por transmitir instruções durante o trajeto, indicar deslocamentos e assegurar a segurança do candidato.
Comissão de Exame de Direção Veicular: formada por três agentes que, como uma banca avaliadora, participam do exame apenas para a avaliação técnica e a definição do resultado final. Todos os membros são servidores públicos, e ao menos um deles deve possuir habilitação na categoria da prova.
Trajeto deve ser progressivo e ocorrer em ambiente real
Segundo o manual, o percurso deve seguir critérios técnicos rigorosos para evitar “pegadinhas” para “induzir o erro do candidato ou para impor dificuldades artificiais dissociadas da finalidade do exame”.
“Não é admissível a adoção de trajetos ou situações intencionalmente estruturadas como armadilhas, com o objetivo de elevar indevidamente o grau de reprovação ou de submeter o candidato a desafios desproporcionais e incompatíveis com a avaliação da condução segura em vias públicas”, diz o manual.
Assim, o trajeto deve seguir uma progressão de dificuldades naturais de um ambiente real, permitindo que o candidato evolua de forma mais gradual.
“Essa progressividade é especialmente relevante em razão do contexto avaliativo do exame, no qual o candidato se encontra submetido a maior carga de estresse e ansiedade,” aponta o manual.
Rodovias, estradas e vias expressas ficam proibidas
O manual aponta algumas situações que não são aceitas durante o teste de direção.
São elas:
Vias expressas ou de trânsito rápido;
Estradas;
Trechos com obras em andamento;
Desvios provisórios;
Sinalização temporária instável ou intervenções viárias que alterem de forma significativa a previsibilidade da circulação;
Áreas com elevada concentração de carga e descarga;
Zonas logísticas;
Centros de abastecimento;
Trechos com alto índice de veículos pesados;
Túneis;
Pontes;
Viadutos;
Passagens em desnível;
Travessias ferroviárias;
Ruas sem saída.
O objetivo dessas restrições é evitar surpresas para o candidato, especialmente em situações para as quais ele não foi devidamente treinado. Segundo o manual, esses cenários dificultam excessivamente o trajeto e exploram situações excepcionais.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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