Economia
Banco Central regulará e supervisionará mercado de criptoativos no Brasil, decreta Lula
Decreto estabelecendo as competências do BC no mercado de criptoativos foi publicado. Criptoativos são bens virtuais, protegidos por criptografia, com registros exclusivamente digitais. O Banco Central será responsável por regular a prestação de serviços de criptoativos, além de regular, autorizar e supervisionar as prestadoras de serviços. A informação consta de decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicado no “Diário Oficial da União” desta quarta-feira (14).
O marco legal dos criptoativos foi sancionado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em dezembro do ano passado e entra em vigor no fim de junho.
Os criptoativos são bens virtuais, protegidos por criptografia, com registros exclusivamente digitais — ou seja, não são ativos físicos. As operações podem ser feitas entre pessoas físicas ou empresas, sem a necessidade de passar por uma instituição financeira.
Entre os criptoativos, estão, por exemplo, as criptomoedas, como o Bitcoin. A categoria também envolve outros produtos, como tokens (contratos que representam a custódia de algum ativo) e stablecoins (moedas vinculadas a outros ativos, como o dólar por exemplo), entre outros.
Importação em alta
Em 2022, segundo dados do Banco Central citados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a importação dos chamados criptoativos somou US$ 7,5 bilhões a bateu recorde.
De acordo com informações do BC, a importação dos criptoativos é caracterizada pela mudança de propriedade de um não residente (vendedor) para um residente (comprador).
“Não há registros aduaneiros para criptomoedas, não incluídas na estatística de comércio exterior de mercadorias. Para inclusão na balança comercial do balanço de pagamentos, as transações com criptoativos são estimadas com base em contratos de câmbio”, informou o BC.
Distinção entre ativos digitais e valores mobiliários
O decreto do presidente Lula também distingue os criptoativos (digitais) dos valores mobiliários, como ações, debêntures, bônus e contratos futuros (como derivativos).
A regulamentação diz que os ativos mobiliários continuarão sendo competência da Comissão de Valores Mobilários (CVM), órgão ligado ao Ministério da Fazenda.
“Essa distinção não é apenas um detalhe técnico, mas um passo fundamental para o crescimento da nossa indústria de ativos digitais, dando ao Banco Central o poder de regular todos os ativos que não são valores mobiliários digitais. Esse movimento cria um ambiente menos complexo e mais favorável para a inovação”, avaliou Alexandre Ludolf, diretor de investimentos da gestora de recursos QR Asset Management.
Segundo ele, o BC é uma instituição, reconhecida pela sua tecnicidade e independência, tendo “forte base de conhecimento no setor”.
“Porém, é preciso ter cautela. As pressões políticas sobre o BC e a futura troca da liderança do Roberto Campos podem trazer incertezas”, declarou, acrescentando, porém, “que o progresso alcançado até aqui é um sinal positivo para o mercado de criptoativos no Brasil”.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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