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Política

‘Banco de DNA’ das balas auxilia polícia em 9 mil investigações; veja como funciona

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Banco de ‘DNA das balas’ auxilia polícias em 9 mil investigações
Uma ferramenta de perícia considerada uma espécie de “banco de DNA” das balas usadas em crimes tem ajudado polícias de todo o país a acelerar e concluir investigações.
São quase dez mil inquéritos auxiliados pelo Sinab (Sistema Nacional de Análise Balística), que fez com que delegados e policiais civis conseguissem agregar provas ou encaminhar seus trabalhos para encontrar criminosos.
Equipamento do Sistema Nacional de Análise Balística em funcionamento
Reprodução
“Com as ligações encontradas, 9.066 desses inquéritos já foram auxiliados, recebendo um ou mais laudos ou Informação para avançarem na solução do caso”, afirma o perito Lehi Sudy, responsável pelo comitê gestor do Sinab.
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O Banco de DNA funciona da seguinte forma:
Um crime acontece;
Peritos das polícias científicas ou civis dos estados coletam as provas na cena, como os materiais ligados às armas — o armamento em si, balas, restos de projéteis e cápsulas;
Parte do material é registrado no Sinab. Como cada arma deixa uma impressão única em suas balas, cada “DNA das balas” é mapeado e inserido no sistema;
Com o DNA único registrado, a ferramenta busca se há conexões nos registros feitos em crimes ocorridos anteriormente. Se há similaridade, acontece uma conexão;
Cada conexão criada dá indício de ligação entre os crimes e indica que eles podem ter sido cometidos com o uso das mesmas armas;
Os peritos analisam para confirmar as conexões apontadas pelo sistema e se, de fato, elas batem, dão o chamado “match”, para validar a prova;
A prova validada é usada como elemento da investigação, seja para encontrar o autor do crime ou traçar o vínculo de alguém com uma arma usada em um crime.
“O que acontece é que a impressão digital é uma crista, uma dobrinha da pele que a gente vai pintar ou escanear e formar a impressão digital. Na arma, é o que acontece quando o projétil passa sob pressão dentro do cano”, detalha a perita Telma Penazzi, diretora do Laboratório de Balística do Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo.
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“Qualquer imperfeição, qualquer degrauzinho, qualquer sujeira, qualquer resíduo que tem ali dentro, ele vai provocar marcas, ele vai arranhar esse projétil de alguma”.
Estrutura em 40 laboratórios pelo país
Cada análise feita pelo Sinab alimenta o Banco Nacional de Perfis Balísticos, o BNPB, e fornece materiais disponíveis para todos os 26 estados e o Distrito Federal.
Ao todo, são mais de 102 mil inserções feitas desde o início do funcionamento do Sinab, em 2022 — a ferramenta foi autorizada em 2019, no governo de Jair Bolsonaro (PL) e implementado gradualmente até o funcionamento completo no país, em 2023, já no governo Lula (PT).
Até o momento, as inserções resultaram em quase sete mil ligações confirmadas entre crimes registrados no país. Essas ligações que foram usadas, nas mais diferentes formas, como ligar uma bala a uma arma prendida com uma pessoa ou a outros casos ocorridos no estado, ou em outras regiões do país.
São 40 laboratórios de balística em funcionamento atualmente pelo país, com investimento de quase R$ 124 milhões feito pelo governo federal.
Enquanto a União forneceu o equipamento de análise e banca a sua manutenção mensal, estimada em R$ 300 mil, os estados ficam responsáveis pelos profissionais e o restante da estrutura necessária para as perícias.
Agilidade nas investigações
Peritos relataram ao g1 os benefícios do Sinab e exemplificam a tarefa de encontrar uma agulha em um palheiro. Enquanto antes o serviço era feito manualmente pelos profissionais, agora o Sinab vasculha todo o palheiro e indica onde provavelmente estão os locais em que é possível encontrar a agulha.
“O Sinab revolucionou os exames da balística. Não dá para dizer menos do que isso”, diz o perito da Polícia Científica do Paraná, Rafael Silva, que administra o Sinab no estado.
“Era muito frustrante, porque você fazia um, dois, três exames… Chegamos a fazer sete exames de um mesmo material, com armas diferentes e todas negativas”, relembra.
Com o Sinab, o sinal positivo já adianta a investigação e, se for negativo, vira um registro no sistema que pode ser vinculado a casos já registrados ou que serão inseridos futuramente. Os laudos ajudam a fazer essa conexão.
“Esse laudo não é esperado pela equipe de investigação e está trazendo uma informação nova, que está dizendo, por exemplo, que um crime e outro foram cometidos com a mesma arma. E daí dá uma oportunidade para as equipes se falarem e trocarem informações dos casos”, conta Silva.
Para Telma Penazzi, o sistema ajudou também a gerar receio nos criminosos, por saberem que é possível encontrar as correlações de armas que circulam o país com grupos criminosos.
“O mundo da balística ficou menor, sabe? A gente acaba tendo contato com todos os estados. A gente conhece todo mundo e tem um contato quase que diário em um grupo com todos os responsáveis pelos 40 laboratórios. Então, estamos sempre conversando.”
Encerramento dos acordos
Para colocar em funcionamento cada base do Sinab, o governo federal e os estados assinaram acordos válidos por cinco anos. Em julho 2026, parte dessas parcerias terá fim: casos de Goiás, Paraná, Pernambuco, Espírito Santo e Paraná.
Ao g1, o Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou que pretende renovar os convênios com os estados e que “tratativas serão iniciadas em 2026, acompanhando o período de encerramento previsto para cada instrumento em vigor”.
“O projeto é considerado exitoso por entregar resultados consistentes e crescentes para a investigação criminal, com aumento contínuo no número de inserções e de correlações realizadas pelo Banco Nacional de Perfis Balísticos”, diz a nota do ministério, que admite haver potencial para melhorias.
“Apesar disso, a pasta reconhece a disparidade regional na utilização das ferramentas, influenciada por fatores como estrutura local, efetivo especializado, priorização institucional, condições de conectividade e desafios de implantação em determinados estados”, diz.
Ferramenta do Sistema Nacional de Análise Balística em funcionamento
Reprodução

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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