Economia
Banco Mundial pode enviar até US$100 bi em financiamento para países atingidos pela guerra
Guerra leva FMI a reduzir projeção de crescimento global; Brasil deve ter alta de 1,9%
O Banco Mundial poderá mobilizar entre US$ 80 bilhões e US$ 100 bilhões em financiamento nos próximos 15 meses para países duramente atingidos pela guerra no Oriente Médio, superando os US$ 70 bilhões fornecidos durante a pandemia de Covid-19, disse o presidente do banco, Ajay Banga, nesta terça-feira (14).
Isso incluiria de US$ 20 bilhões a US$ 25 bilhões nos próximos meses por meio de uma janela de resposta à crise que permite aos países retirar até 10% dos fundos antecipadamente de programas previamente aprovados. Além disso, outros US$ 30 bilhões a US$ 40 bilhões poderiam vir da realocação de programas existentes em cerca de seis meses.
Os comentários do presidente do banco, feitos à margem das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, refletem o crescente reconhecimento do enorme impacto que a guerra já está tendo sobre o crescimento global e a inflação. Os países em desenvolvimento provavelmente serão os mais afetados.
O FMI reduziu na terça-feira sua previsão de crescimento global devido à alta dos preços da energia causada pela guerra, apresentando uma série de cenários que incluem menor crescimento e maior inflação. Na ausência do conflito, o FMI afirmou que teria elevado sua previsão de crescimento em 0,1 ponto percentual, para 3,4%.
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Caso a guerra se prolongasse e surgissem necessidades maiores, o banco teria que recorrer ao seu balanço patrimonial e à sua margem de manobra para encontrar financiamento adicional e atingir os 80 a 100 bilhões de dólares necessários, disse Banga. Isso se somaria aos empréstimos normais do banco.
“Estou tentando criar um conjunto de ferramentas que tenha uma capacidade de resposta escalonada, dependendo de como isso continuar, para pelo menos poder de fogo adequado para fazer algo a respeito”, disse ele.
Banga, que se reuniu com a chefe da Agência Internacional de Energia e diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, enfatizou que levará tempo para o mercado de energia se estabilizar. Isso mesmo que a guerra termine e não haja mais danos estruturais à infraestrutura energética.
A economia global ainda pode se recuperar rapidamente do choque da guerra no Oriente Médio se o conflito terminar nas próximas semanas, mas a situação será pior se ele se arrastar pelo verão, disse Georgieva em declarações separadas no mesmo evento.
Georgieva afirmou que o Fundo Monetário Internacional estava em negociações com países duramente atingidos pelo aumento dos preços da energia e pelas interrupções na cadeia de suprimentos para discutir suas necessidades financeiras.
Tanto Banga quanto Georgieva instaram os países a se concentrarem em medidas específicas e temporárias para aliviar o impacto do aumento dos preços da energia e a evitarem subsídios energéticos mais amplos que poderiam acabar alimentando ainda mais a inflação.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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