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Economia

Banco Mundial vai liberar US$ 12 bilhões para a Argentina; objetivo é impulsionar reformas econômicas

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O pacote de apoio representa ‘um forte voto de confiança nos esforços do governo para estabilizar e modernizar a economia’, afirmou o banco em um comunicado. Bandeira da Argentina
Unplash
O Banco Mundial anunciou um pacote de apoio de US$ 12 bilhões – ou R$ 70 bilhões – para a Argentina. Segundo a agência de notícias Reuters, o objetivo é apoiar as reformas econômicas e impulsionar as medidas do governo para promover a criação de empregos.
“O pacote foi desenhado para apoiar reformas que continuem a atrair investimentos privados e reforcem as medidas implementadas pelo governo nacional para promover a criação de empregos”, disse o banco em comunicado.
O documento afirma ainda que a medida é “um forte voto de confiança nos esforços do governo para estabilizar e modernizar a economia”.
De acordo com o planejamento da instituição, US$ 5 bilhões – ou R$ 29 bilhões – irá para o setor privado. Cerca de US$ 1,5 bilhão – ou R$ 8.8 bilhões – serão destinados à ampliação do acesso ao crédito.
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No fim de março, já havia sido anunciado que o país latino negociava com o Fundo Monetário Internacional (FMI) um empréstimo de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 117 bilhões) por quatro anos para apoiar o programa de reformas econômicas do presidente Javier Milei. O acordo foi confirmado também nesta sexta (11).
Esse empréstimo, que ainda precisa do aval do conselho do Fundo, permitirá a “recapitalização do Banco Central para ter uma moeda mais saudável e continuar o processo de desinflação”, disse o ministro da Economia, Luis Caputo, em coletiva de imprensa.
“É isso que nos permitirá, a partir de segunda-feira (14), acabar com o cepo cambial [controle de divisas] que tanto dano causou”, acrescentou.
O dólar “poderá flutuar dentro de uma banda móvel entre 1.000 e 1.400 pesos, cujos limites serão ampliados a um ritmo de 1% ao mês”, detalhou o Banco Central em um comunicado.
Nesta sexta-feira, o dólar oficial estava cotado a 1.097,50 pesos argentinos, enquanto o “blue” (informal) estava em 1.375 pesos por dólar.
Com isso, segundo o BC argentino, será possível:
eliminar o dólar diferencial para exportadores;
retirar as restrições cambiais para pessoas físicas [não jurídicas];
permitir a distribuição de lucros a acionistas estrangeiros a partir dos exercícios financeiros iniciados em 2025;
e flexibilizar os prazos para o pagamento de operações de comércio exterior.
Do total do empréstimo, o FMI desembolsará US$ 15 bilhões (R$ 88 bilhões) para livre disponibilidade em 2025.
O ministro Caputo havia manifestado o desejo de que o Fundo liberasse um desembolso inicial superior a 40% do acordo, para pagar obrigações com o próprio FMI e fortalecer as reservas do Banco Central em meio a uma corrida contra o peso.
Em meio às turbulências financeiras internacionais provocadas pela política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é esperada na segunda-feira a visita a Buenos Aires do secretário do Tesouro Scott K.H. Bessent.
O secretário viaja ao país sul-americano para oferecer seu “apoio total às audaciosas reformas econômicas da Argentina”, informou um comunicado de sua pasta.
PIB da Argentina tem queda de 1,7% em 2024, primeiro ano de Javier Milei

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários

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Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.

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