Economia
Banco Nacional Suíço diz que poderá fornecer liquidez ao Credit Suisse se for necessário
Entidade publicou comunicado após ações do Credit Suisse despencarem mais de 20%. Autoridades suíças dizem acompanhar o caso de perto para garantir estabilidade financeira. Fachada do banco suíço Credit Suisse em frente a uma filial em Berna, Suíça, em 29 de novembro de 2022.
REUTERS/Arnd Wiegmann/File Photo
O Banco Nacional Suíço afirmou que poderá fornecer liquidez ao Credit Suisse se for necessário, em nota publicada no fim da tarde desta quarta-feira (15). As ações do Credit Suisse despencaram mais de 20% nesta quarta e reforçaram temores do mercado sobre uma crise financeira internacional.
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A crise envolvendo o Credit Suisse acontece após o banco apresentar resultados ruins no trimestre passado e ver seu principal acionista, o Saudi National Bank, não o apoiar com um aumento de participação no capital.
Além disso, o mercado financeiro passa por um cenário de turbulência causado pela quebra do banco norte-americano Silicon Valley Bank (SVB), na semana passada.
O revés com Credit Suisse fez bancos europeus despencarem nesta quarta-feira e resultou em uma pressão na Suíça para que o país faça uma rápida intervenção na instituição, segundo a Reuters.
Como resposta, o Banco Nacional Suíço e a Autoridade Federal de Vigilância do Mercado Financeiro Suíço (FINMA) emitiram um comunicado conjunto dizendo que o Credit Suisse atende aos rigorosos critérios de capital e liquidez impostos aos principais bancos do país.
Além disso, o comunicado afirma que os problemas apresentados por alguns bancos dos EUA “não representam um risco direto de contágio para os mercados financeiros suíços”.
As autoridades suíças dizem ainda que os valores das ações do Credit Suisse e de títulos de dívida da instituição foram afetados pelas reações do mercado nos últimos dias.
A FINMA e o Banco Nacional Suíço disseram que acompanham de perto o caso do Credit Suisse para garantir a estabilidade financeira.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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