Economia
Banco UBS negocia compra do Credit Suisse, diz Financial Times
Medida vem após um financiamento de emergência junto ao banco central suíço dar alívio temporário ao Credit. Sede do banco UBS em Zurique, na Suíça.
Reuters
O banco UBS está em negociações para assumir o controle total ou parcial do Credit Suisse, informou o jornal Financial Times.
A medida vem após um financiamento de emergência junto ao banco central suíço dar um alívio apenas temporário ao Credit Suisse, cujas ações voltaram a despencar no pregão desta sexta-feira (17).
Os conselhos dos dois maiores bancos da Suíça devem se reunir separadamente no fim de semana para discutir um acordo, disse o Financial Times, citando várias pessoas informadas sobre as negociações.
As ações do Credit Suisse saltaram 9% nas negociações pós-mercado depois da reportagem do jornal.
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O Credit Suisse, instituição de 167 anos, é o banco global mais impactado pela turbulência no mercado desencadeada pelos colapsos do Silicon Valley Bank (SVB) e do Signature Bank durante a última semana, forçando a instituição suíça a captar US$ 54 bilhões com o banco central do país.
Os executivos do Credit Suisse devem realizar reuniões no fim de semana para traçar um caminho a seguir para o banco, disseram pessoas familiarizadas com o assunto anteriormente.
No último sinal de problemas crescentes, pelo menos quatro grandes bancos, incluindo o Societe Generale e o Deutsche Bank, impuseram restrições às negociações envolvendo o Credit Suisse ou seus títulos, de acordo com cinco fontes com conhecimento direto do assunto.
O Credit Suisse não comentou as ações dos bancos.
Fachada do banco suíço Credit Suisse em frente a uma filial em Berna, Suíça, em 29 de novembro de 2022.
REUTERS/Arnd Wiegmann/File Photo
“O Credit Suisse é um caso muito especial”, disse Frédérique Carrier, chefe de estratégia de investimento do RBC Wealth Management. “A intervenção do banco central suíço foi uma medida necessária para acalmar as chamas, mas pode não ser suficiente para restaurar a confiança no Credit Suisse, então se fala em mais medidas.”
Os esforços frenéticos para fortalecer o Credit Suisse ocorrem em um momento em que formuladores de políticas, incluindo o Banco Central Europeu e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, procuram tranquilizar investidores e depositantes de que o sistema bancário global é seguro. Porém, persistem os temores de problemas mais amplos no setor.
Já nesta semana, grandes bancos dos EUA tiveram que investir US$ 30 bilhões para salvar o banco de menor porte First Republic.
Bancos norte-americano também buscaram um recorde de US$ 153 bilhões em liquidez de emergência junto ao Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) nos últimos dias. O movimento superou a máxima anterior registrada durante a fase mais aguda da crise financeira, há cerca de 15 anos.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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