Economia
Bilionário indiano perde R$ 70 bilhões em um único dia após indiciamento nos EUA; entenda
Autoridades norte-americanas acusam Gautam Adani, presidente do Adani Group, de subornar funcionários do governo indiano para obter contratos de fornecimento de energia solar. Ações de empresas do grupo despencaram. Gautam Adani em imagem do dia 24 de setembro de 2012, em Ahmedabad, Índia
Amit Dave/Reuters/Arquivo
O presidente do conglomerado indiano Adani Group, Gautam Adani, perdeu US$ 12,1 bilhões (equivalente a R$ 70 bilhões) de sua fortuna nesta quinta-feira (21), um dia após autoridades dos Estados Unidos o indiciarem por um suposto esquema de fraude multibilionário.
Apesar da queda de 17% em seu patrimônio, Adani acumula ainda US$ 58 bilhões (R$ 337 bilhões), o que o garante o posto de 25º mais rico do mundo, segundo o ranking de bilionários da revista Forbes. Ele é também o 2º homem mais rico da Índia.
As perdas na fortuna de Adani são consequência do tombo nas ações de empresas ligadas ao Adani Group. A principal delas, Adani Enterprises, recuou mais de 22% nesta quinta-feira. Os papéis da companhia Adani Green Energy, por sua vez, derreteram 19%.
Com operações em infraestrutura, logística e energia, as empresas do bilionário têm forte presença na operação portuária da Índia, além de participações em aeroportos, imóveis e energia verde, entre outros negócios.
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Acusações contra Gautam Adani
O presidente do Adani Group foi indiciado em Nova York, na quarta-feira (20), por um suposto esquema de fraude multibilionário, informaram promotores dos Estados Unidos.
As autoridades acusam Adani e dois outros executivos da Adani Green Energy de concordar, entre 2020 e 2024, em pagar mais de US$ 250 milhões em subornos a funcionários do governo indiano para obter contratos de fornecimento de energia solar que renderiam US$ 2 bilhões em lucros.
Segundo os promotores, a empresa de energia renovável também levantou mais de US$ 3 bilhões em empréstimos e títulos durante esse período com base em declarações falsas e enganosas.
Cinco outras pessoas foram acusadas de conspiração criminal relacionada, incluindo dois executivos de outra empresa de energia renovável e três funcionários de um investidor institucional canadense.
Quem é Gautam Adani
Quem é o bilionário Gautam Adani
Gautam Adani tem 62 anos. Apesar do império financeiro, ele não montou seu portfólio com herança.
Filho de um pequeno comerciante da área têxtil, Adani nasceu em uma família de classe média, em Ahmedabad, no estado de Gujarat, na Índia.
Depois de terminar o colégio, chegou a cursar negócios na Universidade de Gujarat, mas desistiu no segundo ano.
Em 1981, seu irmão mais velho comprou uma fábrica de plásticos na cidade de Ahmedabad, na Índia, e o convidou para fazer parte do negócio.
No início, Adani se dedicava à importação de PVC. Depois, expandiu para outros produtos e passou, então, a exportar tecidos, produtos agrícolas e pedras preciosas, como diamantes.
Em 1995, Adani começou a operar seu primeiro porto na Índia e, hoje, opera vários em todo o país. Dos portos e da distribuição de mercadorias, foi para o setor de energia.
Entre seus negócios, Adani tem ainda usinas geradoras de energia elétrica e empresas que a distribuem e comercializam diretamente para os lares indianos.
* Com informações da agência Reuters
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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