Economia
Bitcoin supera cotação de US$ 100 mil graças a Trump
Valor da moeda virtual disparou, valorizando quase 50%, desde eleição do republicano nos EUA, em 6 de novembro. Bitcoin foi vendido nas bolsas asiáticas nesta quinta (5) a US$ 102,7 mil (cerca de R$ 620 mil). Criptomoedas / Bitcoin / Ethereum
Reuters
O bitcoin superou nesta quinta-feira (5) a barreira dos US$ 100 mil (cerca de R$ 604 mil), uma marca simbólica e sem precedentes para a principal moeda digital do mercado, cujo valor disparou após a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, em novembro. Antigo crítico, Trump atualmente é um grande incentivador do setor.
A ‘criptoesfera’ está animada. Uma cotação deste valor, totalmente improvável na época da criação da moeda há 16 anos, dá um pouco mais de credibilidade ao setor polêmico, que vê o retorno do republicano à Casa Branca como uma bênção, especialmente com Elon Musk ao seu lado.
Depois de chamar as criptomoedas de fraude em seu primeiro mandato (2017-2021), Trump mudou de tom durante a campanha, financiada em parte por grupos do setor. Agora, o republicano promete fazer dos Estados Unidos “a capital mundial do bitcoin e das criptomoedas”.
A consequência veio rápido: o bitcoin, que valia pouco mais de US$ 69 mil (cerca de R$ 417 mil) por unidade em 5 de novembro, dia da eleição americana, era negociado nesta quinta-feira nas primeiras negociações das bolsas asiáticas a US$ 102,7 mil (cerca de R$ 620 mil).
A valorização é de quase 50% desde a vitória do empresário republicano e de mais de 130% desde o início de 2024.
O estímulo mais recente foi o anúncio de Trump na noite de quarta-feira da futura nomeação do advogado republicano Paul Atkins, favorável ao desenvolvimento das criptomoedas, para comandar a SEC, a comissão reguladora dos mercados financeiros.
No ano passado, Atkins criticou publicamente os diretores da SEC pela falta de versatilidade diante das empresas do setor das criptomoedas e os acusou de afastar os empreendedores do mercado americano.
“Paul demonstrou sua orientação a favor de uma regulamentação impregnada de bom senso. Reconhece também que os ativos digitais são cruciais para tornar os Estados Unidos ainda maiores”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
Donald Trump (dir.) fala ao lado de Massad Boulos, sogro de uma de suas filhas e que ele nomeou como conselheiro para países árabes e Oriente Médio, em novembro de 2024. .
Julia Demaree Nikhinson/ AP
Criação de ministério
A futura nomeação de Atkins “empolgou a comunidade cripto, reforçando o otimismo dos investidores em um cenário regulatório mais complacente” e “uma abordagem indulgente em relação ao mercado, em pleno auge dos ativos digitais”, resume Stephen Innes, analista da SPI Asset Management.
O recente pedido de demissão do presidente da SEC, Gary Gensler, visto como inimigo do setor, já havia impulsionado o preço das moedas digitais.
Além disso, informações de que Trump poderia criar um ministério de criptomoedas ou uma reserva estratégica de bitcoins nos Estados Unidos também alimentam o otimismo.
“Pode ser o presidente que permitirá a generalização das criptomoedas? Os americanos poderão utilizá-las para pagar seus impostos? Há mais probabilidades de que isso aconteça”, disse Kathleen Brooks, especialista da corretora XTB.
Muitas empresas relacionadas com as criptomoedas viram uma disparada de seus preços após as eleições americanas, como a fornecedora de serviços bitcoin MicroStrategy ou a plataforma de comercialização Coinbase.
O dogecoin, uma criptomoeda criada originalmente como uma piada e pela qual Elon Musk se encantou a partir de 2019, também surfou na onda.
O bilionário foi designado por Trump para liderar uma nova “comissão de eficácia governamental”, cujo acrônimo em inglês é Doge, o mesmo que o do dogecoin, baseado na imagem viral de uma cadela da raça japonesa shiba inu.
Escândalos financeiros
Em setembro de 2021, El Salvador se tornou o primeiro país do mundo a adotar o bitcoin como uma de suas moedas legais, mas a criptomoeda não convenceu a população.
O bitcoin nasceu em 2008 de um sonho libertário: escapar do controle das instituições financeiras.
Para concretizar o objetivo, seu misterioso criador, conhecido apenas pelo pseudônimo de Satoshi Nakamoto, utilizou uma tecnologia, a ‘blockchain’, que permite registrar as transações na moeda de forma descentralizada e infalsificável graças a uma rede de computadores espalhados por todo o mundo.
Embora a operação tenha sido um sucesso, o bitcoin, como as outras criptomoedas, esteve envolvido em vários escândalos financeiros.
O bitcoin é acusado de ser utilizado para lavar dinheiro e é a moeda preferida dos hackers.
Embora outras criptomoedas continuem sendo muito controversas, com preços extremamente voláteis, o bitcoin ganhou maior respeitabilidade nos últimos anos.
lul/psr-dbh/arm/fp
Coinbase
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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