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Economia

Boeing relata prejuízo US$ 1,44 bilhão no 2º trimestre, e nomeia Kelly Ortberg como novo CEO

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Empresa foi atingida por uma crise de segurança de seus equipamentos, que agravou a pressão financeira. A Boeing entregou um total de 92 aeronaves, queda de 32% em relação ao ano passado. A Boeing nomeou nesta quarta-feira o veterano da indústria aeroespacial Robert “Kelly” Ortberg como seu novo presidente, com a tarefa de reverter a situação difícil da empresa — tanto do ponto de vista financeiro como de uma crise de confiança na fabricante de aeronaves.
Ortberg é ex-presidente da Rockwell Collins, também uma empresa do setor aeroespacial, e assumirá suas funções em 8 de agosto. Ele ocupa o lugar de Dave Calhoun, que anunciou que deixaria o posto em março.
A fabricante de aviões americana passa por uma grave crise após apresentar vários problemas de segurança nos seus aparelhos. Como resultado, reportou um prejuízo de US$ 1,4 bilhão no segundo trimestre.
A empresa também registrou um prejuízo trimestral maior, já que seus problemáticos negócios de defesa e espacial agravaram a pressão financeira sobre a fabricante de aviões dos EUA, que já reduziu a produção de aeronaves comerciais para enfrentar uma crise de qualidade.
A unidade das áreas militar e espacial da Boeing, um de seus três principais negócios, perdeu bilhões de dólares em 2023 e 2022, o que os executivos atribuíram a excessos de custos em contratos de preço fixo.
Esses contratos têm margens altas, mas deixam os contratantes de defesa vulneráveis às pressões inflacionárias que prejudicaram os lucros corporativos dos EUA nos últimos anos.
A fabricante de aviões costumava fazer lances agressivos por contratos de preço fixo antes da pandemia, mas agora disse que abandonará esses contratos para conter perdas no negócio, que totalizaram 1,76 bilhão de dólares no ano passado.
Antes do Farnborough Air Show da semana passada, o chefe da unidade disse que ela foi “significativamente desafiada” durante o trimestre.
O diretor financeiro da Boeing, Brian West, disse em maio que a fabricante de aviões gastará em vez de gerar caixa em 2024, prejudicada pela redução nas entregas de jatos em comparação ao ano passado.
A empresa está atolada em uma crise depois que uma peça de um jato 737 MAX 9 explodiu no ar em janeiro, o que levou a uma desaceleração na produção de seu avião mais vendido e a uma reformulação na gestão, bem como a um intenso escrutínio regulatório e legal.
O regulador de aviação dos EUA limitou a produção de jatos 737 MAX a 38 por mês, mas a Reuters reportou que a Boeing vem produzindo jatos em um nível muito menor há algumas semanas.
Isso levou a entregas menores, frustrando os clientes. Durante o segundo trimestre, a Boeing entregou um total de 92 aeronaves, queda de 32% em relação ao ano passado.
O prejuízo líquido no segundo trimestre somou 1,44 bilhão de dólares, comparado com uma perda de 149 milhões de dólares um ano atrás.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários

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Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.

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